Lula alcança 95% dos votos na Palestina e Cuba nas eleições 2026
Lula vence segundo turno presidencial com 51,79% dos votos no geral e amplia vantagem entre brasileiros no exterior, com 53,86%. Na Palestina e em Cuba, passa de 95%.

Eleições 2026
Lula amplia sua vantagem entre brasileiros no exterior, destacando-se com mais de 95% dos votos na Palestina e Cuba.
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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras deste domingo (25) com 51,79% dos votos no geral e consolidou uma vantagem ainda maior entre brasileiros no exterior, chegando a mais de 95% dos votos na Palestina e em Cuba, em contraste com o desempenho mais equilibrado em outros países, onde Flávio Bolsonaro (PL) liderou em parte das nações.
Lula lidera voto no exterior e domina em 62 países
No exterior, Lula somou 200.154 votos, o equivalente a 53,86% dos votos válidos, contra 171.497 votos (46,14%) de Flávio Bolsonaro. Ao todo, 90 países registraram votos no segundo turno, com o petista à frente em 62 deles e o candidato do PL liderando em 38.
“Ao todo, 90 países registraram votos no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras e Lula o mais votado em 62, enquanto Flávio liderou em 38”, informa o balanço oficial. Na comparação com o segundo turno de 2022, “Lula recebeu 47.249 votos a mais no exterior”, o que reforça o crescimento da sua base fora do país.
Os resultados revelam um eleitorado brasileiro no exterior heterogêneo: em parte dos países, especialmente da Europa e da América do Norte, a disputa foi mais equilibrada, com vantagem de Flávio Bolsonaro em 38 nações, sustentada principalmente por eleitores de perfil conservador ou alinhados ao PL.
Palestina e Cuba dão votações quase unânimes a Lula
Os cenários mais favoráveis a Lula apareceram na Palestina e em Cuba, onde o petista praticamente monopolizou os votos. Na Palestina, território marcado por conflito de longa data com Israel e cuja causa é defendida por parte do eleitorado lulista, “o petista recebeu 1.000 votos, contra apenas 46 de Flávio — o equivalente a 95,60% e 4,40% dos votos válidos, respectivamente”.
“No primeiro turno o atual presidente também venceu com ampla vantagem por lá, com 93,17% dos votos”, mantendo agora e ampliando uma margem já alta entre os brasileiros que vivem no território palestino.
Em Cuba, o placar foi ainda mais desequilibrado. “Na ilha caribenha, o petista recebeu 43 votos, contra apenas um de Flávio Bolsonaro, o equivalente a 97,73% e 2,27% dos votos válidos, respectivamente.” No primeiro turno, Lula já havia obtido 94,75% dos votos entre os eleitores brasileiros no país.
Os desempenhos em Palestina e Cuba são lidos por interlocutores do PT como reflexo da identificação desses eleitores com pautas sociais, de direitos humanos e de política externa defendidas pelo governo Lula, em sintonia com causas palestinas e com a tradição de diálogo com Havana.
Entenda o contexto
A votação no exterior foi organizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 186 cidades de 134 países e territórios, incluindo a Guiana Francesa. Mais de 916 mil brasileiros estavam aptos a votar fora do país. “Mais de 916 mil brasileiros estavam aptos a votar no exterior, mas apenas 381.443 compareceram às urnas. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção foi de 58,37%.”
Ainda assim, houve crescimento em relação ao primeiro turno: cerca de 40 mil eleitores a mais compareceram às urnas neste domingo. O balanço registra ainda 9.762 votos nulos ou em branco, número que reforça a percepção de engajamento político, mas também de insatisfação de uma parcela do eleitorado expatriado.
O TSE tem o desafio de atender um público disperso geograficamente e com perfis muito distintos, o que inclui adaptar estruturas de votação a realidades locais, fusos horários e restrições logísticas impostas por cada país.
Eleitorado no exterior se mostra diverso e polarizado
Embora Lula tenha ampliado sua votação no exterior e dominado em países como Palestina e Cuba, Flávio Bolsonaro conseguiu reverter resultados em três países e três cidades em relação ao primeiro turno, enquanto o petista passou à frente em dois países e sete cidades. A oscilação entre turnos evidencia uma disputa acirrada e polarizada, semelhante à que se viu dentro do Brasil.
O desempenho de Flávio Bolsonaro em 38 países sinaliza a presença consolidada de uma base conservadora entre brasileiros que vivem fora do país, que tende a ser mobilizada em futuras eleições gerais e locais. Para analistas, esse grupo pode influenciar debates sobre economia, costumes e segurança pública, inclusive a partir de redes de apoio formadas no exterior.
De outro lado, a vitória expressiva de Lula em 62 países, com destaque para territórios associados a causas internacionais e afinidades ideológicas com o governo petista, tende a fortalecer o capital político internacional do presidente junto a comunidades brasileiras expatriadas e a movimentos sociais globais.
Os resultados deste segundo turno indicam que o voto no exterior ganha peso crescente na estratégia dos partidos e deve entrar com mais força nas próximas disputas, ao mesmo tempo em que cobra do TSE novas medidas de facilitação do voto e de combate à abstenção entre os brasileiros que vivem fora do país.


