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Inteligência Artificial

Framework CRIAR ajuda empresas a começar na IA

O especialista em inovação Lucas Dieter apresenta hoje o framework CRIAR, método em 5 etapas para estruturar prompts e aplicar inteligência artificial com mais clareza e resultado nos negócios.

Framework CRIAR ajuda empresas a começar na IA

Inteligência Artificial

Descubra como o método CRIAR facilita a aplicação prática da IA em empresas, otimizando resultados com prompts estruturados.

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O especialista em inovação Lucas Dieter apresentou nesta sexta-feira (30/10/2026) o framework CRIAR, um método em cinco etapas para orientar empresas e profissionais que estão dando os primeiros passos na inteligência artificial e querem estruturar melhor prompts, processos e resultados.

Quais são os frameworks ideais para começar na inteligência artificial?

Para quem está começando na inteligência artificial dentro das empresas, o framework CRIAR, apresentado por Lucas Dieter, se propõe a ser um dos caminhos mais práticos ao organizar o uso da tecnologia em cinco etapas claras: Contextualizar, Rastrear, Integrar, Ajustar e Registrar. Diferente de ferramentas técnicas de programação, o CRIAR atua como um método de pensamento e de trabalho para que gestores, times de marketing, atendimento, conteúdo e análise de dados consigam usar IA de forma mais assertiva no dia a dia.

O ponto de partida é evitar um erro comum na automação: acionar a IA sem ter clareza do problema, dos dados de entrada e do resultado desejado. Dieter reforça que, antes de automatizar qualquer processo, é preciso validar as informações que serão usadas e alinhar a expectativa de saída da ferramenta.

Como o framework CRIAR funciona na prática?

O CRIAR é um acrônimo que resume as cinco etapas do método. A primeira letra, C, é de Contextualizar. Nessa fase, o foco é entender o desafio em profundidade, indo além da tarefa imediata. “Qual o contexto cultural, emocional e estratégico?”, provoca Lucas Dieter, ao explicar que a IA responde melhor quando sabe para quem fala, em que cenário o conteúdo será usado e qual objetivo de negócio está em jogo.

O R de Rastrear orienta a usar a IA como parceira de pesquisa. É o momento de explorar referências, cases, dados, ideias e concorrentes, usando a tecnologia para ampliar repertório. A recomendação de Dieter é “usar IA para mapear insights, tendências e possibilidades”, facilitando a identificação de oportunidades que podem passar despercebidas em uma análise manual.

Na etapa I, de Integrar, o método propõe combinar ferramentas, ideias e formatos. A IA entra para gerar, remixar e adaptar conteúdos, testando versões visuais, textuais e narrativas. O objetivo é mesclar repertório humano com sugestões da IA, encontrando caminhos criativos que façam sentido para cada negócio.

O A de Ajustar marca a fase de refinamento. Depois de gerar hipóteses e materiais com o apoio da tecnologia, entra o olhar crítico do profissional para iterar versões, ajustar tom, estética e timing. Dieter destaca a importância de “aplicar sensibilidade criativa”, assumindo autoria sobre o que foi produzido, e não apenas aceitando a primeira resposta da máquina.

Por fim, o R de Registrar foca em transformar o que funcionou em método. As empresas são estimuladas a documentar fluxos, salvar templates e guardar bons prompts, criando um repertório de boas práticas que pode ser replicado e evoluído. Assim, cada projeto alimenta o próximo, e o uso de IA deixa de ser improviso para virar processo.

Como o Framework pode ajudar no aprendizado de inteligência artificial?

O framework CRIAR ajuda no aprendizado de inteligência artificial ao oferecer uma trilha lógica que qualquer profissional pode seguir, mesmo sem formação técnica. Em vez de começar pela escolha de ferramentas complexas, o método começa pelo problema, passa pela pesquisa orientada pela IA, segue para a criação conjunta, entra no refinamento humano e termina na documentação do que deu certo.

Na prática, isso significa que times podem aprender IA enquanto trabalham em tarefas reais, como campanhas de marketing, roteiros de atendimento, análises exploratórias de dados ou protótipos de produtos. Ao repetir as cinco etapas em diferentes projetos, a equipe ganha confiança, reduz desperdícios e cria uma cultura interna mais madura em relação à tecnologia.

Entenda o contexto

A apresentação do CRIAR ocorre em um momento em que empresas de todos os portes correm para incorporar IA a rotinas de atendimento, produção de conteúdo, análise de dados e apoio à decisão. Sem método, muitas acabam frustradas com resultados genéricos, automações quebradas e perda de tempo ajustando o que poderia ter sido bem pensado desde o início.

Ao estruturar o processo em cinco passos, o framework busca reduzir esses erros, aumentar a clareza sobre o que é input (o que se entrega à ferramenta) e output (o que se espera receber) e tornar o uso da IA mais estratégico. A expectativa é que consultorias, cursos e treinamentos passem a incorporar o CRIAR em programas de capacitação, adaptando o método a diferentes segmentos e níveis de maturidade digital.

No médio prazo, a adoção de abordagens como essa tende a separar empresas que apenas testam ferramentas de IA daquelas que conseguem gerar valor consistente com a tecnologia, acumulando casos de sucesso e vantagem competitiva no mercado brasileiro.