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Inteligência Artificial

Opera libera WebAI com IA local no navegador One para PCs e Macs

Opera começou a liberar o WebAI no navegador Opera One, trazendo processamento local de modelos de inteligência artificial em PCs Windows 64 bits e Macs com Apple silicon, com foco em privacidade.

Inteligência Artificial

Navegador Opera One agora processa IA localmente em PCs e Macs, garantindo maior privacidade aos usuários.

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O Opera começou a liberar nesta semana o WebAI no navegador Opera One, permitindo que modelos de inteligência artificial sejam processados localmente no computador, sem depender de servidores externos, em PCs com Windows 64 bits e Macs com Apple silicon.

Recurso exige ativação manual no Opera One

O WebAI chega como um conjunto de APIs nativas em JavaScript integrado ao Opera One, ainda em fase de prévia. Por enquanto, ele só funciona em máquinas com Windows de 64 bits equipadas com processadores Intel ou AMD e em Macs com chips Apple silicon. Usuários de Linux, Windows on Arm e Macs com processador Intel ficam de fora nessa primeira etapa.

Para usar o recurso, é preciso habilitá-lo nas configurações do navegador. Nas palavras da própria empresa, “as funções do WebAI são opcionais, portanto o usuário precisa habilitá-las manualmente”. O caminho é acessar Configurações > Opera AI e ativar a opção “Enable Web AI API”.

Depois da ativação, o navegador inicia a preparação dos modelos que serão executados no próprio dispositivo. Segundo a Opera, “o navegador então prepara os modelos compatíveis, processo que pode levar alguns minutos”, a depender do hardware disponível.

Entenda o contexto

Com o WebAI, extensões e páginas web passam a ter acesso direto a APIs de IA dentro do Opera One, sem enviar dados para a nuvem para cada requisição. Isso reforça a privacidade, já que informações sensíveis podem ser processadas apenas localmente, e abre espaço para respostas mais rápidas, desde que o computador tenha potência suficiente.

A Opera disponibiliza algumas extensões de demonstração que exploram o novo recurso, como Project Lens, Got It?, Semantic Art e Questionable Intelligence. Elas mostram usos que vão de assistentes contextuais a geração de conteúdo visual, sempre com o processamento acontecendo no próprio navegador.

Impacto para usuários e desenvolvedores

Ao mover a execução de modelos de IA para o dispositivo do usuário, o Opera dá mais controle sobre o que é processado e onde os dados circulam. O desempenho, porém, passa a depender diretamente do hardware — máquinas com pouca memória ou processadores mais antigos podem encontrar limitações ao rodar modelos mais pesados.

Para desenvolvedores de extensões e aplicações web, o WebAI abre a possibilidade de criar experiências mais ágeis e privadas, aproveitando APIs nativas em JavaScript sem montar toda uma infraestrutura de servidores. Por outro lado, será necessário adaptar produtos para esse novo modelo, o que demanda tempo de desenvolvimento e testes específicos para cada tipo de dispositivo suportado.

O plano da Opera é levar o WebAI a outras versões do navegador depois dessa prévia no Opera One. A restrição inicial a Windows 64 bits e Macs com Apple silicon tende a pressionar a empresa por uma expansão rápida do suporte a outros sistemas, enquanto concorrentes observam o movimento e avaliam soluções próprias de processamento local de IA nos navegadores.