Nova IA corrige redação do Enem com tema direito dos animais
Ferramenta de inteligência artificial do GLOBO em parceria com o Grupo Eureka corrige redações do Enem em até 1000 pontos. Tema da semana é o direito dos animais.

Inteligência Artificial
Ferramenta inovadora avalia redações do Enem com tema sobre direitos dos animais, oferecendo correção rápida e precisa.
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Uma ferramenta de inteligência artificial que corrige redações do Enem, com nota de até 1000 pontos e foco em temas atuais como o direito dos animais no Brasil, foi lançada nesta segunda-feira na plataforma online do GLOBO, em parceria com o Grupo Eureka, e já está disponível para estudantes em todo o país pelo celular ou computador.
IA corrige como o Enem e libera tema sobre direito dos animais
A nova ferramenta permite que o estudante escreva o texto diretamente na plataforma ou envie uma foto da redação feita à mão. A inteligência artificial transcreve o conteúdo, mostra a versão digitada para conferência e, em seguida, faz a correção com base nos mesmos cinco critérios cobrados oficialmente na prova: proposta de intervenção, coesão e coerência, organização das ideias, compreensão do tema e domínio da escrita formal.
Cada competência recebe uma nota de zero a 200 pontos, o que pode levar a uma pontuação máxima de 1000 na redação, exatamente como no exame. Nesta semana, o tema liberado para treino é “o direito dos animais no Brasil”, que abrange desde a presença de pets nas famílias até o papel de animais em atividades econômicas e ambientais, discutindo limites entre cuidado, exploração e maus-tratos.
Ao todo, a ferramenta oferece nove temas de prática, que serão disponibilizados ao longo das próximas semanas, permitindo que os estudantes treinem a escrita sobre diferentes questões sociais contemporâneas e acompanhem sua evolução com correções sucessivas.
Professor vê alta chance de tema cair na prova
Responsável pela preparação dos temas e orientações, o professor Marco Saliba, do Grupo Eureka, avalia que o recorte dos direitos dos animais é um forte candidato a aparecer no exame deste ano. “Acho que esse é um tema que tem muita chance de cair no Enem, principalmente por conta da entrada de um fator novo nessa questão, que são os maus-tratos dos animais nos ambientes virtuais”, afirma.
Saliba reforça que uma boa redação exige estrutura bem organizada e argumentação consistente. Segundo ele, o estudante precisa selecionar os aspectos mais relevantes do tema e aprofundar a análise com causas, consequências, exemplos e citações, evitando tratar o assunto de forma superficial.
O professor lembra ainda que o candidato dispõe de um limite de 30 linhas para desenvolver o texto. Nesse espaço, é preciso formular uma tese clara, construir parágrafos objetivos de argumentação e apresentar uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos, como exigem os avaliadores do exame.
Ferramenta democratiza correção e treino de redação
Ao oferecer correção automática baseada nos parâmetros oficiais, a iniciativa pretende democratizar o acesso a um feedback detalhado, antes restrito, em muitos casos, a quem tem professor particular ou cursinho especializado. Estudantes de regiões com menos oferta de serviços educacionais podem usar o recurso gratuitamente pela internet e repetir o treino quantas vezes quiserem.
O impacto atinge também o setor de preparação para o Enem. A tecnologia não substitui o acompanhamento pedagógico, mas muda a dinâmica: a correção inicial passa a ser feita pela máquina, enquanto professores podem focar em orientações mais personalizadas e no aprofundamento do repertório dos alunos.
Além de preparar para a prova, o tema dos direitos dos animais estimula o debate público sobre uma pauta sensível, que envolve ética, meio ambiente, leis de proteção e novas formas de violência em ambientes digitais. Ao escrever sobre o assunto, o estudante é levado a refletir sobre políticas públicas, fiscalização, responsabilidade de empresas e comportamento individual.
Como usar a IA para melhorar a nota na redação
A lógica da plataforma é incentivar o treino constante: o aluno produz um texto sobre um dos nove temas, recebe a correção detalhada por competência, reescreve a redação com base nas indicações e compara as notas para medir o progresso. A recomendação de Saliba é encarar o processo como um jogo, em que cada “fase” aprimora um aspecto específico, como coesão, argumentação ou gramática.
Entre as orientações do professor estão praticar a escrita com frequência, revisar gramática e pontuação, evitar gírias, usar conectivos para guiar o raciocínio do leitor e fugir de parágrafos muito longos, preferindo blocos curtos e objetivos. Ele também sugere fazer uma pausa entre a primeira versão e a revisão final, para reler o texto com mais atenção antes de considerar a redação concluída.
A expectativa dos organizadores é que a ferramenta estimule mais alunos a treinar redação na reta final para o Enem e contribua para elevar o nível médio dos textos apresentados na prova. Novos temas devem ser incorporados ao longo dos próximos dias, e o desempenho dos usuários será monitorado para aprimorar ainda mais a atuação da inteligência artificial.


