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Inteligência Artificial

Candidato a delegado é preso no MA por usar IA na prova de 1º/11

Candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão é preso em flagrante em São Luís após usar celular com inteligência artificial para responder questões do concurso.

Candidato a delegado é preso no MA por usar IA na prova de 1º/11

Inteligência Artificial

Uso indevido de tecnologia em concurso público resulta em prisão no Maranhão.

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Um candidato ao concurso para delegado da Polícia Civil do Maranhão foi preso em flagrante em São Luís após ser flagrado usando o celular com uma ferramenta de inteligência artificial para responder às questões da prova, aplicada em uma universidade particular no bairro Renascença. Segundo a Polícia Civil, a conduta configura fraude em certame de interesse público e o homem, que não teve o nome divulgado, permanece à disposição da Justiça.

Como foi o flagrante durante o concurso

O episódio aconteceu no domingo, 1º de novembro de 2026, durante a prova objetiva para o cargo de delegado. Um fiscal responsável pela aplicação do exame percebeu que o candidato manuseava o celular, em desacordo com as regras do concurso, e identificou que ele utilizava o aparelho para acessar uma ferramenta de inteligência artificial com o objetivo de obter as respostas das questões.

Diante da suspeita, o fiscal acionou a equipe da Polícia Civil que estava de prontidão na instituição de ensino justamente para garantir a segurança e a lisura do concurso. Os policiais entraram na sala, abordaram o candidato e apreenderam o aparelho utilizado na tentativa de fraude.

Após a intervenção, o homem foi retirado do local de prova e conduzido ao Plantão Central das Cajazeiras, unidade de flagrantes em São Luís. “O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de fraude em certames de interesse público”, informou a Polícia Civil, em nota.

Suspeito tem antecedente por violência doméstica

Já na delegacia, os policiais realizaram consulta aos sistemas de segurança pública e constataram que o candidato preso já tinha registro criminal anterior por violência doméstica. O histórico foi anexado ao procedimento, que agora segue para análise do Ministério Público e do Jud Judiciário.

Com a autuação, o concorrente é automaticamente eliminado do certame e passa a responder criminalmente pela tentativa de burlar a seleção. Ele segue sob custódia do Estado, aguardando decisão judicial sobre eventual conversão da prisão em preventiva ou aplicação de outras medidas cautelares.

Entenda o contexto

A prisão em plena aplicação da prova expõe um novo desafio para organizadores de concursos públicos em meio ao avanço acelerado das tecnologias de inteligência artificial. Regulamentos já proíbem o uso de celulares e de quaisquer dispositivos eletrônicos durante as avaliações, mas a sofisticação das ferramentas digitais amplia o risco de fraudes mais discretas e difíceis de detectar.

No caso de seleções para cargos estratégicos, como o de delegado de polícia, a integridade do processo é considerada essencial para garantir que apenas candidatos preparados e dentro da lei assumam funções de alta responsabilidade. A atuação imediata da fiscalização e da equipe policial neste concurso reforça uma postura de tolerância zero com irregularidades.

Especialistas em concursos e segurança tendem a defender, a partir de episódios como este, a revisão e o endurecimento de protocolos, com reforço na revista dos candidatos, fiscalização dentro das salas, bloqueio de sinal de celular e atualização constante dos editais para contemplar expressamente o uso indevido de tecnologias emergentes, incluindo ferramentas de inteligência artificial.

A Polícia Civil do Maranhão, ao registrar o flagrante, sinaliza que outros processos seletivos no estado devem passar por reavaliação de seus esquemas de segurança. A repercussão também deve alimentar o debate nacional sobre o uso ético da IA e sobre penas mais duras para quem tenta usar recursos tecnológicos para fraudar concursos públicos.