Mercados
S&P 5007.377▲ 0,31%Nasdaq24.579▲ 1,09%Dow Jones51.286▼ 0,46%Ibovespa168.498▲ 1,39%FTSE 10010.674▼ 1,01%DAX25.820▼ 1,92%Nikkei57.435▼ 5,96%DólarR$ 5,50▼ 0,14%EuroR$ 6,13▼ 0,67%BitcoinR$ 415.627▼ 0,29%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.377▲ 0,31%Nasdaq24.579▲ 1,09%Dow Jones51.286▼ 0,46%Ibovespa168.498▲ 1,39%FTSE 10010.674▼ 1,01%DAX25.820▼ 1,92%Nikkei57.435▼ 5,96%DólarR$ 5,50▼ 0,14%EuroR$ 6,13▼ 0,67%BitcoinR$ 415.627▼ 0,29%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Economia

Boeing 737 MAX 10 é certificado e Avolon compra 140 jatos novos

Maior versão da família 737 MAX é liberada pela agência dos EUA e já estreia com pedido de 140 aviões da Avolon, reforçando a recuperação da Boeing no mercado global.

Boeing 737 MAX 10 é certificado e Avolon compra 140 jatos novos

Aviação

Agência dos EUA aprova maior modelo da linha 737 MAX, impulsionando vendas e recuperação da Boeing no setor aéreo.

Leia também: Pix tem falha parcial e atinge bancos e fintechs no país

O Boeing 737 MAX 10 recebeu a certificação final da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) nesta semana e já estreia com um megapedido: a empresa de leasing Avolon fechou a compra de 140 unidades do modelo, elevando sua carteira para mais de 240 aeronaves da família 737 MAX.

Maior versão do 737 MAX libera nova fase para a Boeing

Com a aprovação da autoridade americana, a Boeing está liberada para iniciar, nos próximos meses, as entregas do 737 MAX 10, hoje a maior variante da família. O jato foi projetado para rotas de curta e média distância e pode transportar até 230 passageiros, acima da capacidade do MAX 9, de até 195 lugares, e do MAX 7, de até 160.

O MAX 10 também ganha alcance máximo anunciado de 3.100 milhas náuticas, cerca de 5.740 quilômetros, o que permite às companhias aéreas cobrir de forma mais eficiente ligações domésticas longas e rotas regionais de alta demanda.

Para a Boeing, o modelo é peça central na tentativa de recuperar espaço e margem financeira no mercado de aviões de corredor único, dominado hoje pela disputa com a Airbus. A fabricante já acumula mais de 1.550 encomendas do MAX 10, que representam 31% dos pedidos pendentes da família 737.

Entenda o contexto

A certificação do MAX 10 ocorre após uma revisão ampla dos processos da Boeing e da própria FAA, motivada pelos acidentes com o 737 MAX 8 no fim da década passada e por falhas estruturais e de produção detectadas posteriormente, como o painel que se desprendeu de um 737 MAX 9 em voo, nos EUA.

Desde então, a agência passou a adotar critérios mais rígidos e supervisão direta sobre mudanças de projeto, testes e controle de qualidade na linha de montagem. No caso do MAX 10, o processo atrasou em relação ao cronograma original, mas acabou se tornando vitrine do novo modelo de fiscalização que passou a ser aplicado à família 737 MAX.

O que mudou no avião para conseguir a certificação

Para liberar o MAX 10, a FAA exigiu da Boeing uma série de melhorias técnicas. Entre elas estão atualizações no sistema de controle de voo, a adoção de um sensor de ângulo de ataque aprimorado — componente que mede a relação entre o nariz do avião e o fluxo de ar —, correções em sistemas de proteção contra formação de gelo nos motores e ajustes em softwares de navegação.

Essas alterações foram desenvolvidas para reduzir vulnerabilidades que estiveram no centro das investigações anteriores sobre a família MAX e, segundo a fabricante, serão estendidas também a aeronaves já em operação, em um cronograma de atualizações que envolve companhias do mundo todo.

Em comunicado interno a clientes, a FAA reforçou que as mudanças foram validadas em campanhas de ensaios em voo, simulações e análises independentes. A agência também mantém auditores presentes nas linhas de produção da Boeing para acompanhar a implementação das novas soluções.

Importância para companhias aéreas e leasing

O MAX 10 mira um segmento estratégico: o das aeronaves de corredor único, com mais assentos e custo operacional diluído por passageiro. Segundo projeções da própria Boeing, o tráfego aéreo global deve crescer em média 4% ao ano nas próximas duas décadas, puxando a demanda por aviões desse perfil.

Para as companhias aéreas, o jato permite aumentar a capacidade nas rotas mais cheias sem migrar para aeronaves de fuselagem larga, mais caras de operar. O modelo já faz parte dos planos de expansão de empresas como United Airlines, Alaska Airlines, Ryanair, Delta Air Lines e American Airlines, que enxergam no MAX 10 uma forma de renovar frota com consumo menor de combustível por assento.

Na aviação brasileira, embora o foco atual esteja no 737 MAX 8, operado e encomendado pela GOL, a certificação do MAX 10 tende a entrar no radar das empresas que buscam voos domésticos e regionais com mais densidade de assentos, caso a demanda cresça na mesma linha das projeções globais.

Qual a importância do pedido de 140 jatos Boeing 737 MAX 10 pela Avolon?

O pedido de 140 Boeing 737 MAX 10 pela Avolon é, até agora, o maior já feito por uma empresa de leasing para essa variante e consolida o modelo como aposta central no mercado de arrendamento de aeronaves.

Com o novo contrato, a Avolon passa a ter mais de 240 aviões da família 737 MAX encomendados, o que amplia a oferta de jatos de corredor único e alta capacidade para diferentes companhias aéreas pelo mundo. O negócio reforça o papel dos arrendadores, que hoje respondem por cerca de 30% do financiamento de aviões comerciais.

No total, empresas de leasing já encomendaram mais de 1.450 aeronaves da família 737 MAX, o equivalente a aproximadamente 20% da carteira do programa. Ao apostar no MAX 10, a Avolon sinaliza confiança na retomada do transporte aéreo e na busca das companhias por aviões mais econômicos, com mais lugares e alcance suficiente para atender redes domésticas extensas.

O acordo também ajuda a dar previsibilidade à linha de produção da Boeing, garantindo fluxo de entregas para os próximos anos e fortalecendo a cadeia global de fornecedores, de fabricantes de motores a empresas de componentes de cabine.

Quantos lugares tem o Boeing 737 MAX 10, o modelo recém-aprovado?

O Boeing 737 MAX 10 tem capacidade para até 230 passageiros, dependendo da configuração interna escolhida pela companhia aérea.

Esse número representa um salto em relação ao restante da família 737 MAX, que inclui o MAX 9, com até 195 assentos, e o MAX 7, com até 160. Na prática, o MAX 10 permite que as empresas concentrem mais passageiros em rotas de alta demanda usando um único corredor, o que tende a reduzir o custo por assento e aumentar a competitividade em mercados disputados.

A combinação de 230 lugares com alcance de cerca de 5.740 quilômetros coloca o jato em uma faixa capaz de atender tanto grandes malhas domésticas — como nos Estados Unidos e na Europa — quanto ligações regionais na Ásia, na América Latina e na África.

Boeing tenta virar a página da crise do 737 MAX

Desde a paralisação global do 737 MAX 8 e as descobertas de falhas de projeto e de supervisão, a Boeing vem tentando reconstruir a confiança de reguladores, companhias aéreas e passageiros. A certificação do MAX 10, mais demorada e detalhada, é vista internamente como um teste importante dessa reconstrução.

A presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes, Stephanie Pope, afirmou que o novo modelo combina ganhos de eficiência e alcance com as melhorias de segurança exigidas pelos reguladores. “O MAX 10 oferece maior capacidade de passageiros, mais autonomia de voo e maior eficiência econômica por assento em sua categoria”, disse.

O desempenho comercial inicial — com mais de 1.550 encomendas, além do pedido concentrado da Avolon — indica disposição do mercado em apostar na nova fase do programa. A reação dos reguladores e a operação diária das primeiras unidades entregues vão definir, nos próximos meses, se o 737 MAX conseguirá enfim estabilizar sua imagem junto ao público e às empresas aéreas.