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Tecnologia

Doom roda em mainframe IBM Z via terminal ASCII sem instalação

WND Software mostra Doom rodando em um mainframe IBM Z acessado via navegador, em modo ASCII, com sessões de 5 minutos para até 50 usuários, sem login nem instalação.

Doom roda em mainframe IBM Z via terminal ASCII sem instalação

Tecnologia

WND Software demonstra Doom funcionando em mainframe IBM Z via navegador, sem necessidade de instalação ou login.

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Doom, o clássico jogo de tiro em primeira pessoa, ganha hoje uma versão nada convencional: ele roda em um mainframe IBM Z e é acessado pelo navegador, em um terminal de texto ASCII, em uma demonstração criada pela WND Software com o DOOM-ASCII, de Wojciech Graj. A experiência limita cada sessão a cinco minutos e permite até 50 jogadores simultâneos, sem instalação ou login, em uma vitrine das capacidades dos grandes computadores corporativos fora do ambiente tradicional de negócios.

Como funciona o Doom em um mainframe IBM Z

Na demonstração, o usuário abre o navegador, acessa um terminal emulado e se conecta via SSH ao IBM Z. Em vez de gráficos 3D convencionais, o DOOM-ASCII converte tudo em caracteres coloridos, criando uma espécie de mosaico de letras e símbolos que formam paredes, inimigos e objetos. Não há som, só a ação visual traduzida em texto.

O autor da demonstração descreve o resultado como “completamente jogável (embora você precise recalibrar sua visão para entender o que está acontecendo, especialmente em relação a objetos distantes)”. A leitura do cenário exige um pouco de esforço, já que demônios e itens aparecem como pontuações e sinais coloridos na tela preta do terminal.

Para controlar o fluxo de acesso, cada sessão dura cinco minutos e o sistema aceita até 50 usuários conectados ao mesmo tempo. O objetivo é mostrar a robustez do mainframe e do software de terminal da WND Software, mantendo a brincadeira acessível: não é preciso criar conta, nem baixar nada. Como resume a descrição da experiência, é “sem instalação ou login necessários – apenas disposição para atirar na pontuação”.

Entenda o contexto

Rodar Doom em plataformas improváveis virou um esporte entre desenvolvedores há anos, com o jogo já transportado para bancos de dados, placas de circuito e microcontroladores como o Pi Pico. No universo dos mainframes, a própria linha IBM Z já recebeu versões do game exibidas por interfaces gráficas remotas, como VNC.

O diferencial agora está na escolha radical de usar apenas o terminal texto, uma interface associada a operações bancárias, processamento de lotes e tarefas administrativas. Ao trocar pixels por caracteres, a WND Software e Wojciech Graj misturam nostalgia e experimentação técnica, aproximando o grande computador corporativo do imaginário dos entusiastas de jogos e de computação retrô.

Impacto para tecnologia, educação e mercado

A demonstração ajuda a reforçar a imagem da IBM como fabricante de sistemas capazes de executar não só cargas críticas de negócio, mas também aplicações lúdicas e experimentais. Ao mesmo tempo, dá visibilidade à WND Software, que usa o game como vitrine para seu emulador de terminal e para a integração com o mainframe.

Para áreas de tecnologia e educação, o projeto vira ferramenta prática para explicar conceitos de computação de alto desempenho, programação em ambientes de grande porte e história dos jogos digitais, sem exigir que o público instale ferramentas complexas. A limitação a cinco minutos e o teto de 50 usuários tornam a demo leve de manter, mas já há expectativa de que versões futuras ampliem o tempo de jogo, aumentem a capacidade simultânea de acessos e tragam melhorias visuais ou interativas.

No longo prazo, iniciativas como essa ajudam a quebrar a imagem de que mainframe é sinônimo apenas de sistemas bancários e de backoffice. Ao colocar Doom no centro da tela — ainda que em forma de sinais de pontuação coloridos — o IBM Z ganha um papel mais próximo da cultura gamer e da computação experimental, o que pode atrair novos olhares para uma tecnologia tradicionalmente distante do usuário comum.