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Lançamentos de IA

Dell e AMD lançam servidores 70% mais rápidos para IA em rack

Dell e AMD aceleram parceria para entregar infraestrutura de IA em escala de rack, com servidores PowerEdge, AMD EPYC e Instinct, mais densos, modulares e eficientes em energia.

Dell e AMD lançam servidores 70% mais rápidos para IA em rack

Tecnologia

Dell e AMD apresentam servidores inovadores que aumentam significativamente a velocidade e eficiência para aplicações de inteligência artificial.

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Dell Technologies e AMD estão redesenhando a infraestrutura de data centers empresariais ao escalar a inteligência artificial em nível de rack: a nova geração de servidores PowerEdge com processadores AMD EPYC promete até 70% mais desempenho que a anterior e permite consolidar até 13 máquinas em um único equipamento, reduzindo espaço físico e consumo de energia enquanto eleva a capacidade para workloads de agentic e generative AI.

Infraestrutura de IA em escala de rack ganha tração

A parceria mira diretamente a explosão da demanda por computação geral e especializada em IA, num cenário em que muitos data centers já operam no limite de espaço e energia. Ao combinar CPUs AMD EPYC, aceleradores AMD Instinct, redes PowerSwitch e armazenamento PowerScale em configurações de rack pré-validadas, a Dell passa a oferecer uma infraestrutura pronta para treinar, ajustar e servir grandes modelos de linguagem dentro das instalações dos clientes.

Para Pradyumna Narendra, planejador de produto e consultor sênior da Dell, o ganho começa pela consolidação agressiva de servidores. “For every 10 to 13 servers you replace, you get so much of that productivity gain back because now you can do that with one server”, afirmou. Esse efeito se multiplica quando replicado em centenas de racks, liberando área, potência elétrica e equipe de operação.

Pesquisadores veem a velocidade de engenharia como diferencial competitivo. “In AI infrastructure, the winner may not be the company with the best benchmark on keynote day. It will more likely be the company whose engineering system learns, validates and improves the entire platform faster than anyone else”, avaliou Dave Vellante, do theCUBE Research, ao analisar o ritmo de anúncios e ajustes conjuntos de Dell e AMD desde o primeiro semestre.

Mais densidade com menos energia de refrigeração

Além da troca de gerações de CPU, a Dell está alterando o próprio formato físico dos servidores para ganhar densidade em nível de rack. A empresa passou a apostar em máquinas de três unidades de altura (3U) que, segundo seus testes, exigem menos energia para resfriamento do que equivalentes de duas unidades (2U), permitindo encaixar mais capacidade computacional em cada rack sem estourar o orçamento de energia térmica.

“By deploying servers that are slightly larger in package, you deliver more density at a rack level, which seems sometimes counterintuitive”, explicou Narendra. A lógica é usar chassis maiores para otimizar fluxo de ar e distribuição de componentes, reduzindo a carga de refrigeração por unidade de processamento.

Nesse cenário, a adoção de agentic AI — tipo de aplicação em que agentes automáticos executam cadeias complexas de tarefas — pressiona não só as GPUs, mas também as CPUs. Esses agentes rodam muitas operações lógicas e de coordenação, o que puxa fortemente o uso de processadores gerais. A promessa dos novos PowerEdge com AMD EPYC é entregar essa potência de CPU sem exigir a expansão física dos data centers.

Entenda o contexto

A aceleração da IA corporativa transformou data centers em ambientes medidos ao mesmo tempo por capacidade de CPU, GPU, memória, largura de banda de rede e, cada vez mais, custo por token gerado em modelos de linguagem. Ao mesmo tempo, cresce a resistência a grandes expansões físicas de instalações e ao uso intensivo de água em sistemas de resfriamento líquido, o que favorece soluções que tirem mais proveito da infraestrutura já instalada.

É nesse ponto que a estratégia de rack-scale ganha relevância: em vez de vender apenas servidores avulsos, Dell e AMD oferecem blocos completos de computação, rede e armazenamento pensados como uma única plataforma de IA, com validação integrada de hardware e software. A ideia é reduzir o risco de incompatibilidades e encurtar o tempo entre a compra e a entrada em produção de projetos de IA.

Plataforma modular Dell AI com AMD mira empresas on-premises

No centro dessa oferta está a Dell AI Platform com AMD, solução on-premises que integra processadores EPYC, aceleradores AMD Instinct, servidores PowerEdge, rede PowerSwitch e armazenamento PowerScale. O objetivo é permitir que empresas iniciem com um cluster menor, adequado ao volume atual de dados e modelos, e ampliem gradualmente a densidade de computação e de GPUs sem redesenhar toda a arquitetura.

“What we’re finding is customers want modular solutions. They want to think about [solutions] across the whole platform”, disse Varun Chhabra, vice-presidente sênior de marketing de produto e grupo de soluções de infraestrutura da Dell. “Compute, storage, networking [and] GPU. The software framework on top of it, the models: Have they all been tested? Have they all been validated?”

Segundo Chhabra, o desenho modular permite começar pequeno, com blocos de armazenamento, computação e rede já integrados a GPUs AMD Instinct e CPUs EPYC, além do stack de software. “You can start small with these composable units of storage, compute, networking, pre-integrated with AMD Instinct and EPYC CPUs with the ROCm software as well as the open ecosystem that sits on top of it”, afirmou.

A validação conjunta inclui desde drivers e bibliotecas até frameworks de IA, o que reduz o esforço de integração interna das equipes de TI. Para empresas de setores como finanças, saúde, telecom e manufatura, que lidam com dados sensíveis e preferem manter workloads críticos on-premises, essa abordagem diminui barreiras técnicas e de risco para adotar IA em larga escala.

ROCm leva grandes modelos de linguagem para dentro do data center

Um dos pilares da plataforma é a integração do ROCm, stack de software de IA da AMD. Com ele, os servidores PowerEdge passam a suportar treinamento, ajuste fino e inferência de grandes modelos de linguagem dentro do próprio data center do cliente, mantendo dados sensíveis sob controle direto da empresa.

A combinação de CPUs EPYC otimizadas para cálculos gerais, GPUs Instinct focadas em operações matriciais de IA e o ROCm como camada de software unificada busca reduzir a fragmentação do ambiente de desenvolvimento. Para os times de dados, isso significa menos esforço para adaptar códigos e pipelines quando a infraestrutura cresce ou quando novos tipos de modelos passam a ser utilizados.

Na prática, a Dell AI Platform com AMD atua como uma base comum para projetos variados: desde chatbots internos e assistentes de atendimento, passando por sistemas de recomendação, até agentes autônomos que interagem com múltiplos sistemas corporativos. O desafio é dar conta dessa diversidade sem obrigar cada área a montar sua própria pilha de hardware e software.

GPUs Instinct MI350P apostam em mais memória para inferência

O outro movimento relevante da parceria foi o suporte anunciado às GPUs AMD Instinct MI350P nos servidores PowerEdge XE7745 e R7725. Essas placas trazem 144 gigabytes de memória HBM3E de alta largura de banda, um salto projetado especificamente para melhorar o desempenho de inferência em grandes modelos de linguagem.

Na prática, mais memória próxima do chip significa carregar modelos maiores ou mais contextos de uma só vez, o que reduz idas e vindas de dados e ajuda a diminuir o tempo até o primeiro token gerado em uma conversa — métrica crítica para a experiência de uso de aplicações generativas.

Ao apostar em GPUs PCI Express com capacidade de resfriamento a ar, a AMD também mira data centers que ainda não adotaram refrigeração líquida em escala. Isso abre caminho para que empresas modernizem suas capacidades de IA sem reformar toda a infraestrutura física, um ponto sensível em um momento de escrutínio ambiental e regulatório sobre grandes instalações de computação.

Impacto para mercado e próximos passos

A combinação de consolidação de até 13 servidores em um único PowerEdge, aumento de 70% na performance de CPU, servidores 3U mais eficientes em refrigeração e GPUs com 144 GB de memória HBM3E cria um pacote difícil de ignorar para operações em larga escala. Data centers podem cortar custos de energia, liberar espaço e, ao mesmo tempo, ganhar fôlego para processar volumes crescentes de tokens de IA por segundo.

Do lado competitivo, a estratégia pressiona fornecedores que ainda tratam computação, armazenamento, rede e GPU como peças isoladas. Ao entregar uma plataforma modular e validada de ponta a ponta, Dell e AMD buscam se posicionar como escolha padrão para empresas que querem avançar rápido em IA, mas não desejam arcar com o ônus de montar e testar toda a arquitetura sozinhas.

Os primeiros retornos do mercado indicam boa receptividade entre clientes que já operam workloads exigentes de IA e procuram caminhos de expansão previsíveis. A expectativa é que a parceria siga em ritmo acelerado, com novas gerações de CPUs, GPUs e melhorias de software sendo incorporadas à mesma base modular, enquanto concorrentes correm para firmar alianças similares e não perder espaço no novo desenho dos data centers empresariais.