Dia do Securitário 2026 destaca 5 funções estratégicas no seguro
Dia Nacional do Securitário é comemorado nesta segunda (19) em todo o país, com homenagens à categoria e foco na transformação tecnológica e consultiva do trabalho no setor de seguros.

Seguros
Comemoração nacional ressalta a evolução tecnológica e consultiva das funções no setor de seguros.
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O Dia do Securitário 2026 é comemorado nesta segunda-feira (19) em todo o Brasil, reforçando o protagonismo dos profissionais que sustentam o mercado de seguros e chamando atenção para a mudança acelerada no perfil da categoria, cada vez mais voltada à gestão estratégica de riscos e à qualificação contínua.
O que é ser securitário?
Ser securitário é atuar profissionalmente dentro do ecossistema de seguros, em funções que vão da análise de riscos à administração de contratos, passando pelo atendimento aos segurados, processamento de indenizações e consultoria para empresas e pessoas físicas. É o trabalhador que faz a engrenagem do seguro girar, dentro de seguradoras, assistências, operadoras e estruturas ligadas ao setor.
Na prática, é o securitário quem avalia o risco que uma empresa ou família quer segurar, registra e administra a apólice, esclarece dúvidas, apoia o corretor, acompanha o cliente em caso de sinistro e garante que o contrato funcione como prometido. A categoria também ganha espaço em áreas de dados, regulação, compliance e produtos, à medida que o mercado se torna mais complexo.
Para Lourenço Prado, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CONTEC), o trabalho desses profissionais é peça-chave para o funcionamento do sistema. “Os securitários têm uma contribuição fundamental para o funcionamento do mercado de seguros e para o atendimento à população. A CONTEC parabeniza esses profissionais e reconhece a competência e a dedicação com que exercem uma atividade tão importante para o país”, afirma.
Quando é o Dia do Securitário em 2026?
O Dia Nacional do Securitário em 2026 é comemorado nesta segunda-feira, 19 de outubro, data determinada por lei para recair sempre na terceira segunda-feira do mês. A celebração foi oficializada em âmbito nacional pela Lei nº 12.640, de 15 de maio de 2012.
A data vale para todo o país e, em muitos locais, é tratada como referência para campanhas internas, ações sindicais, eventos de formação e homenagens, especialmente em praças como São Paulo e Rio de Janeiro, onde se concentram grandes estruturas de seguros e entidades representativas da categoria.
Homenagens e mobilização em todo o país
Neste ano, entidades como CONTEC, FENESPIC (Federação Nacional dos Securitários e Profissionais de Seguros) e AECOR-RJ (Associação dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro) reforçam o tom de reconhecimento e também de alerta para os desafios do setor.
Isaú Joaquim Chacon, vice-presidente da CONTEC e presidente da FENESPIC, destaca o caráter geracional da comemoração. “Esta é uma data para reconhecer quem ajudou a construir a categoria e quem hoje contribui para o desenvolvimento do setor. Temos orgulho de representar os securitários e de acompanhar uma trajetória marcada por dedicação profissional, organização e conquistas coletivas”, afirma.
No Rio de Janeiro, a AECOR-RJ também centraliza homenagens, lembrando o papel da parceria entre corretores e securitários no dia a dia do mercado de seguros. “A AECOR-RJ reconhece a importância dos securitários para o desenvolvimento e o fortalecimento do mercado de seguros. São profissionais que, em suas diferentes atuações, compartilham o compromisso de fortalecer o mercado e ampliar a proteção de pessoas, empresas e patrimônios”, diz o diretor da entidade, Jayme Torres.
A associação, que reúne cerca de 200 profissionais pessoas físicas, nasceu do movimento de corretores da Baixada Fluminense e hoje atua para apoiar e fortalecer a classe, com oferta de suporte técnico, treinamentos, recursos tecnológicos e espaços de debate com seguradoras.
Qual a importância do Dia do Securitário para o mercado de seguros?
O Dia do Securitário 2026 ganha peso num momento em que o mercado de seguros amplia sua participação na economia e se torna mais visível para empresas e famílias, diante de riscos como eventos climáticos extremos, ameaças cibernéticas e maior volatilidade econômica. A data funciona como vitrine para uma categoria que, em geral, atua nos bastidores.
Ao reconhecer oficialmente o trabalho dos securitários, a data ajuda a fortalecer a identidade profissional, a atrair novos talentos para o setor e a dar fôlego às pautas de negociação coletiva e de melhoria das condições de trabalho. Entidades como CONTEC e FENESPIC aproveitam o dia para defender a importância da representação sindical, da atualização dos acordos e convenções e da proteção social em um ambiente em rápida transformação tecnológica.
Para o mercado, o impacto é direto: quanto mais valorizado e qualificado é o quadro de securitários, maior tende a ser a qualidade da análise de riscos, do desenho de coberturas, da gestão de sinistros e do atendimento ao cliente final, etapa decisiva para a confiança no seguro.
Profissão em transformação: da operação à consultoria
Se no passado o trabalho do securitário era visto principalmente como operacional — emissão de apólices, checagem de documentos, registro de dados —, hoje o setor descreve uma guinada em direção à consultoria de riscos e à inteligência de negócios. O avanço da tecnologia, da automação e da inteligência artificial está no centro dessa mudança.
O aumento da frequência e da severidade de eventos climáticos, a sofisticação das cadeias produtivas e o crescimento dos ataques cibernéticos transformaram a contratação de seguros em instrumento de governança e de continuidade das operações, e não apenas num item burocrático do contrato de uma empresa.
Com isso, o securitário passa a ser chamado a participar do diagnóstico das vulnerabilidades, da análise preditiva de cenários e da construção de programas de seguros sob medida. A avaliação deixa de se basear apenas em tabelas padronizadas e passa a exigir entendimento detalhado do negócio do cliente, do ambiente regulatório e do contexto socioeconômico.
O que mudou no perfil dos profissionais de seguros com os novos riscos?
O perfil do profissional de seguros muda ao incorporar habilidades técnicas em análise de dados, leitura regulatória e compreensão de riscos emergentes, como cibernéticos e climáticos, combinadas com competências comportamentais, como inteligência emocional, escuta ativa e postura consultiva. O securitário precisa transitar entre planilhas e conversas sensíveis com clientes afetados por perdas relevantes.
A digitalização do setor, com automação de processos e uso de inteligência artificial, retira dos profissionais parte das tarefas mais repetitivas, como lançamento de dados e checagens básicas, e libera tempo para atividades de maior valor agregado. Em vez de substituir a mão de obra, as novas ferramentas alimentam o trabalho com dados mais precisos para decisões estratégicas, inclusive na regulação de sinistros e na oferta de coberturas mais adequadas.
Empresas como a Alper Seguros apontam a capacitação contínua e o desenvolvimento de talentos como pilares da sustentabilidade do negócio. A aposta está em formação técnica avançada, especialização em linhas complexas, programas de liderança e fortalecimento da visão de risco, para que o securitário esteja apto a atender demandas cada vez mais sofisticadas.
Entenda o contexto
A oficialização do Dia Nacional do Securitário, por meio da Lei nº 12.640, consolidou em nível federal uma homenagem que já era celebrada pela categoria, criando um marco para dar visibilidade ao papel desses trabalhadores na proteção de patrimônios e na estabilidade financeira de famílias e empresas.
Desde então, sindicatos, federações e associações do setor aproveitam a data para impulsionar campanhas de valorização profissional, reforçar a importância da negociação coletiva e discutir temas como saúde mental, metas, jornada de trabalho e impacto da tecnologia sobre os empregos na área de seguros.
Este ano, com a aceleração da digitalização, o destaque recai sobre a necessidade de inclusão e atualização de todos os profissionais, para evitar que parte da categoria fique para trás. O desafio, apontam lideranças, é equilibrar inovação, proteção ao emprego e qualidade de atendimento em um setor cada vez mais estratégico para a economia brasileira.
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