Mercados
S&P 5007.689▲ 1,58%Nasdaq25.737▲ 1,44%Dow Jones53.356▲ 3,03%Ibovespa167.563▲ 1,23%FTSE 10010.910▲ 0,74%DAX26.602▲ 0,62%Nikkei61.078▼ 1,79%DólarR$ 5,46▲ 0,05%EuroR$ 6,13– 0,00%BitcoinR$ 438.387▼ 0,16%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.689▲ 1,58%Nasdaq25.737▲ 1,44%Dow Jones53.356▲ 3,03%Ibovespa167.563▲ 1,23%FTSE 10010.910▲ 0,74%DAX26.602▲ 0,62%Nikkei61.078▼ 1,79%DólarR$ 5,46▲ 0,05%EuroR$ 6,13– 0,00%BitcoinR$ 438.387▼ 0,16%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Economia

Elon Musk ironiza fracasso após gastar US$ 276 mi em eleições

Elon Musk fez piada no X após ver candidatos republicanos derrotados nas midterms dos EUA, mesmo depois de injetar mais de US$ 276 milhões em grupos pró-partido, incluindo a disputa pelo Senado do Texas.

Elon Musk ironiza fracasso após gastar US$ 276 mi em eleições

Mercado

Após investir pesado em campanhas, Elon Musk comenta com ironia os resultados das eleições nos EUA.

Leia também: Economista dos EUA alerta risco fiscal no plano de Lara Resende

Elon Musk ironizou nesta quarta-feira (4) a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, depois de despejar mais de US$ 276 milhões em grupos de apoio ao partido de Donald Trump e ver fracassar apostas estratégicas, como a disputa ao Senado pelo Texas.

Bilionário faz piada com “lasers espaciais”

Em publicação no X, rede social da qual é dono, o empresário reagiu com sarcasmo ao desempenho abaixo do esperado dos republicanos nas urnas. “Acho que meus lasers espaciais para interferir nas eleições não funcionaram desta vez”, escreveu Musk, em tom de deboche sobre a própria tentativa de influenciar o resultado.

O comentário veio menos de 24 horas depois do fechamento das urnas das midterms, realizadas na terça-feira (3). Os resultados consolidaram derrotas importantes para candidatos aliados de Trump, apesar do volume recorde de dinheiro canalizado por Musk para supercomitês de ação política e grupos de mobilização conservadores.

US$ 276 milhões para grupos pró-republicanos

Segundo os registros oficiais de financiamento de campanha, Musk destinou mais de US$ 276 milhões a estruturas ligadas ao Partido Republicano. Do total, US$ 158 milhões foram enviados ao Senate Leadership Fund, supercomitê que atua diretamente nas disputas ao Senado em todo o país.

Outros mais de US$ 76 milhões foram repassados ao America PAC, organização alinhada ao bilionário voltada à mobilização de eleitores e à propaganda digital em favor de candidatos republicanos. No Texas, Musk ainda injetou US$ 10 milhões no Lone Star Liberty PAC, braço que apoiava a candidatura de Ken Paxton ao Senado federal.

Mesmo com o reforço financeiro, o desempenho dos republicanos ficou aquém do esperado em várias corridas competitivas, reforçando questionamentos sobre a eficácia dos grandes aportes privados em um cenário de eleitorado mais polarizado e volátil.

Democratas conquistam vaga histórica no Texas

No Texas, tradicional reduto republicano, o democrata James Talarico derrotou Ken Paxton na disputa ao Senado, em uma das surpresas da noite eleitoral. Talarico recebeu 55% dos votos, contra 43,1% do adversário, e se torna o primeiro democrata a conquistar uma cadeira de Senado pelo estado em décadas.

A virada texana tem peso simbólico e prático. Além de desmontar a imagem de invencibilidade republicana em um estado-chave, a nova cadeira ajuda a fortalecer a bancada democrata em Washington e pode alterar a correlação de forças em votações apertadas sobre temas como política fiscal, regulação tecnológica e mudanças climáticas.

Para o Partido Republicano, a derrota acende alerta sobre desgaste de discurso, fadiga do trumpismo e dificuldades de reconectar a pauta conservadora a segmentos urbanos e suburbanos do eleitorado texano. Internamente, líderes devem pressionar por revisão de estratégias, tanto de comunicação quanto de uso de recursos de supercomitês e grandes doadores.

Entenda o contexto

As eleições de meio de mandato renovam parte do Congresso dos EUA e são vistas como um referendo informal sobre o governo em exercício, além de termômetro para a disputa presidencial seguinte. Neste ciclo, republicanos contavam com o apoio público de figuras como Donald Trump e com a musculatura financeira de aliados bilionários, entre eles Musk.

O resultado, porém, reforçou um limite: dinheiro ajuda a amplificar mensagens e estruturar campanhas, mas não garante voto. Em estados competitivos e em redutos tradicionais em mudança demográfica, como o Texas, fatores locais, a qualidade dos candidatos e o humor do eleitorado seguem decisivos.

A combinação entre o aporte recorde de Musk, o revés nas urnas e a piada com “lasers espaciais” deve alimentar o debate sobre o peso dos super-ricos na política americana e colocar sob escrutínio a atuação de PACs e super PACs na captação e no gasto de recursos eleitorais, num momento em que os dois grandes partidos já começam a ajustar a rota para o próximo ciclo presidencial.