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Empate técnico entre Lula e Flávio acirra corrida de 2026

Pesquisas para presidente em 2026 mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno e reforçam clima de polarização a menos de duas semanas da eleição.

17/09/2026 08:01 7 min de leitura
Empate técnico entre Lula e Flávio acirra corrida de 2026
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Eleições 2026

Levantamentos indicam empate técnico entre os principais candidatos, intensificando a disputa presidencial no segundo turno.

Pesquisas nacionais sobre a eleição presidencial de 2026 colocam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em situação de empate técnico, sobretudo nos cenários de segundo turno. A menos de duas semanas da votação, o quadro mantém o país em clima de polarização e incerteza.

Os levantamentos, feitos por diferentes institutos com métodos presenciais e digitais, testam cenários de primeiro e segundo turno, motivações de voto, conhecimento das propostas e grau de consolidação da escolha do eleitor. Os dados guiam as últimas decisões de campanha e ampliam a pressão sobre os dois principais candidatos.

Lula lidera no 1º turno; Flávio encosta no 2º

A pesquisa Quaest, com 2.004 entrevistas presenciais e margem de erro de 2 pontos percentuais, mostra Lula à frente no primeiro turno, com 36% das intenções de voto estimuladas. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 31%, repetindo a tendência de concentração de votos na dupla.

Na simulação de segundo turno feita pelo mesmo instituto, o movimento se inverte numericamente. Flávio marca 42%, contra 40% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro, e o próprio questionário registra que “o cenário, porém, é de empate técnico”. Votos brancos, nulos e indecisos variam, a depender do cenário, de faixas próximas de um dígito até patamares acima de 20%.

Outro termômetro importante é a série da BTG/Nexus, que volta a campo entre 18 e 20 de setembro, com divulgação prevista para o dia 21. Na rodada anterior, tornada pública em 14 de setembro, Lula tinha 47% e Flávio, 46% em um eventual segundo turno. O relatório do instituto ressalta que “a diferença de 1 ponto estava dentro da margem de erro e mantinha os dois em empate técnico”.

AtlasIntel vê disputa milimétrica e reforça polarização

A pesquisa AtlasIntel, feita por recrutamento digital com 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro, mostra cenário ainda mais apertado. No confronto direto de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 47,2% e Lula com 46,8%. Com margem de erro de 1 ponto percentual e 95% de confiança, o próprio instituto registra que “os dois configuram um quadro de empate técnico”.

O mesmo levantamento simula embates de Lula com outros nomes, como Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos, coordenador do MBL. Nesses cenários, o presidente surge numericamente à frente, mas com diferenças menores que em ciclos eleitorais de menor polarização. A soma dos adversários fora da dupla Lula–Flávio segue em patamares baixos, o que indica dificuldade para a chamada terceira via ganhar tração.

Os três institutos convergem em um ponto: a maior parte do eleitorado se divide entre o petista e o senador do PL. Candidatos menores, ainda que conhecidos nacionalmente, aparecem em um dígito ou menos. Em algumas simulações, brancos, nulos e indecisos chegam a 24%, sinal de que uma fatia relevante do eleitorado mantém portas abertas para mudança de voto até o dia da eleição.

Campanhas apostam em indecisos e “voto contra”

As novas rodadas de BTG/Nexus e Quaest vão além da fotografia de intenção de voto. Os questionários investigam se o eleitor escolhe seu candidato por adesão positiva, por considerá-lo “a melhor opção disponível” ou por rejeição a outro nome, o chamado voto contra. Esse recorte ajuda a decifrar quanto da força de Lula e Flávio se apoia em identificação programática e quanto depende da rejeição ao adversário.

Na pesquisa mais recente da BTG/Nexus, ainda tomada como referência pelas campanhas, a proporção de eleitores que dizem ter decisão definitiva no primeiro turno chega perto de 80%. Entre os simpatizantes de Lula e de Flávio, os índices de certeza se aproximam de nove em cada dez entrevistados, o que reforça a necessidade de disputar um contingente menor, mas estratégico, de eleitores voláteis.

Os institutos também perguntam quem o eleitor acredita que vencerá a disputa, independentemente de seu próprio voto. A diferença entre preferência e expectativa funciona como indicador antecipado de virada possível ou de consolidação, e é observada com lupa por coordenadores de campanha e marqueteiros.

Crise no STF aumenta tensão institucional

O ambiente político em que as pesquisas saem é marcado pela crise recente no Supremo Tribunal Federal. A Corte discute, em sessão extraordinária, se mantém ou não uma investigação que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao antigo Banco Master. O debate interno entre ministros se torna público e alimenta discursos de candidatos sobre o papel do Judiciário.

A disputa eleitoral, já polarizada, absorve a controvérsia. Aliados de Flávio Bolsonaro exploram críticas à atuação do STF, enquanto o entorno de Lula enfatiza a defesa das instituições e a necessidade de estabilidade. Analistas ouvidos pelas campanhas avaliam que o embate na Corte pode mexer na percepção de governabilidade e segurança jurídica, pontos sensíveis para parte do eleitorado e para o mercado financeiro.

Empresários e lideranças do setor produtivo acompanham de perto os números de intenção de voto e os desdobramentos da crise. A dúvida central é que tipo de agenda econômica e de relação com o Congresso cada candidato conseguirá implementar em um cenário de país dividido ao meio.

O que está em jogo nas próximas duas semanas

Com Lula e Flávio tecnicamente empatados em diferentes pesquisas e o primeiro turno se aproximando, cada ponto percentual ganha peso desproporcional. PT e PL já ajustam agendas, concentram viagens em estados indefinidos e investem em mensagens segmentadas para grupos que ainda flertam com a abstenção ou com o voto nulo.

Candidatos como Augusto Cury, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos tentam se posicionar como alternativas para um eventual segundo turno. Os percentuais baixos, porém, limitam o espaço para rupturas significativas nesse momento da disputa. A aposta mais realista desses grupos é influenciar o debate público e negociar apoios futuros, caso seus votos se tornem decisivos em um segundo turno apertado.

As próximas rodadas da Quaest, BTG/Nexus e AtlasIntel devem detalhar melhor o grau de conhecimento das propostas em áreas como saúde, educação, economia e segurança pública. A partir desses dados, campanhas podem direcionar discursos para lacunas específicas de informação. Em um cenário de empate técnico e alto nível de rejeição cruzada, convencer poucos milhões de indecisos pode significar a diferença entre vitória e derrota.

Se as tendências atuais se mantêm, o país caminha para um segundo turno decidido voto a voto, com intensa mobilização nas ruas e nas redes e atenção redobrada às instituições. A dúvida que paira, a esta altura, é se a corrida se resolve por detalhes de campanha ou por algum novo fato político capaz de redesenhar o tabuleiro na reta final.

O que as pesquisas de 2026 mostram sobre Lula e Flávio Bolsonaro?

As pesquisas para presidente 2026 mostram Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno, com números como 42% a 40% (Quaest), 47% a 46% (BTG/Nexus) e 47,2% a 46,8% (AtlasIntel), enquanto Lula lidera o primeiro turno com 36% contra 31% de Flávio.

Há espaço para outros candidatos romperem a polarização?

Os números atuais das pesquisas para presidente 2026 indicam pouco espaço para romper a polarização, porque Lula e Flávio Bolsonaro concentram a maior parte das intenções de voto e candidatos como Augusto Cury, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem em um dígito, bem abaixo da dupla principal.


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