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Flávio Bolsonaro lidera Lula no Sudeste em pesquisa Datafolha

Levantamento Datafolha aponta Flávio Bolsonaro líder em São Paulo, Rio e DF, com Lula à frente em Pernambuco e empate técnico em Minas. Cenário reforça disputa regionalizada em 2026.

13/09/2026 07:01 7 min de leitura
Flávio Bolsonaro lidera Lula no Sudeste em pesquisa Datafolha
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Eleições 2026

Pesquisa Datafolha mostra liderança de Flávio Bolsonaro no Sudeste e cenário dividido em outras regiões do país.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos principais colégios eleitorais do Sudeste, enquanto o presidente mantém vantagem larga em Pernambuco e trava empate técnico em Minas Gerais, mostra a nova pesquisa Datafolha para as eleições de 2026.

O levantamento, realizado presencialmente em cinco unidades da Federação, reforça uma disputa nacional dividida por regiões e dependente de palanques estaduais fortes, especialmente no Sudeste.

Sudeste pende para Flávio; Nordeste sustenta Lula

Em São Paulo, maior eleitorado do país, Flávio Bolsonaro lidera a simulação de segundo turno com 47% das intenções de voto, contra 42% de Lula. A diferença de cinco pontos está acima da margem de erro de 2 pontos percentuais, em amostra de 1.610 entrevistas. Entre paulistas, os dois também aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno, o que indica um eleitorado consolidado, mas ainda disputável.

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, mantém a tradição de fiel da balança. No cenário de segundo turno, Lula registra 46%, e Flávio, 45%, dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais sobre 1.204 entrevistas. A disputa mineira espelha o equilíbrio nacional. Dirigentes dos dois lados tratam o estado como prioridade absoluta, ecoando a avaliação de que “a vitória em Minas, o segundo maior eleitorado brasileiro, é tida como particularmente estratégica”.

No Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo, o senador do PL amplia a dianteira. Ele marca 49% no segundo turno, contra 41% de Lula. A vantagem de oito pontos convive com um ambiente hostil ao governo federal: 39% dos fluminenses aprovam Lula, enquanto 57% declaram desaprovar a gestão, conforme o Datafolha. Os índices reforçam a leitura de desgaste do presidente em áreas urbanas e economicamente relevantes do Sudeste.

No Distrito Federal, a fotografia também favorece o candidato do PL. Flávio Bolsonaro chega a 51% das intenções de voto em cenário de segundo turno, ante 39% de Lula. A capital da República consolida, assim, a tendência pró-bolsonarista observada na região Centro-Oeste em pleitos recentes, ainda que a pesquisa atual se concentre apenas no DF.

Pernambuco garante folga ao PT e palanques ganham peso

O contraponto à força de Flávio no Sudeste está em Pernambuco, onde Lula volta a registrar vantagem ampla. Na simulação direta, o petista soma 55% das intenções de voto, contra 24% do senador bolsonarista. O desempenho confirma o papel do Nordeste como principal bastião lulista e compensação numérica às perdas em estados maiores do Sudeste.

Os dados estaduais revelam que a disputa presidencial passa, cada vez mais, pela qualidade dos palanques regionais. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Flávio, corre para a reeleição com folga. O governador aparece com 49% dos votos totais no primeiro turno, contra 29% de Fernando Haddad (PT). Considerados apenas os votos válidos, Tarcísio alcança 56%, enquanto Haddad fica com 32%. Numa eventual segunda rodada, o Datafolha registra que “em um eventual segundo turno paulista, Tarcísio bateria Haddad por 56% a 35%”.

Minas Gerais exibe um cenário mais fragmentado para o governo estadual, o que torna o tabuleiro local ainda mais imprevisível. Cleitinho Azevedo (Republicanos), identificado com o eleitorado bolsonarista, lidera com 37%. Patrus Ananias (PT), com 13%, e Alexandre Kalil (PDT), com 11%, aparecem em empate técnico, ambos tentando se credenciar como opções de oposição a Cleitinho e de apoio a Lula.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) segue na frente, mas vê a diferença para o bolsonarista Douglas Ruas (PL) diminuir. O ex-prefeito marca 43%, diante de 25% do presidente da Assembleia Legislativa. O quadro ainda garante uma vantagem confortável, mas já indica espaço para crescimento do PL num território em que Flávio Bolsonaro lidera a corrida presidencial.

Em Pernambuco, o confronto entre Raquel Lyra (PSD), que tenta se reeleger, e João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, aparece apertado: 47% para ela, 42% para ele. Ambos disputam a condição de principal aliado local na disputa nacional, em um estado em que Lula mantém hegemonia nas intenções de voto.

DF, inelegibilidade de Marçal e volatilidade do cenário

No Distrito Federal, o Datafolha aponta Celina Leão (PP) como favorita à reeleição, reforçando a posição do bloco mais próximo ao bolsonarismo na capital. A combinação de uma candidatura presidencial forte com um governo local competitivo tende a consolidar um palanque robusto para Flávio Bolsonaro na região.

O instituto também testou cenários de primeiro turno com a presença de Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por condenação na Justiça Eleitoral. Mesmo assim, o nome dele foi incluído nas simulações por ainda aguardar decisão definitiva do TSE. A própria equipe de pesquisa resume o impacto: “A inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral da disputa”. A polarização entre Flávio e Lula permanece, com candidatos de centro e de legendas menores ocupando faixas modestas do eleitorado.

As amostras, todas presenciais, variam de 1.204 entrevistas em Minas, Rio, Pernambuco e Distrito Federal a 1.610 em São Paulo, com margens de erro entre 2 e 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os números, somados, desenham um cenário em que o Sudeste tende hoje a favorecer Flávio Bolsonaro, enquanto o Nordeste, puxado por Pernambuco, ancora a força de Lula.

A disputa em Minas, contudo, impede qualquer leitura definitiva. Com diferença de um ponto entre os dois presidenciáveis, dentro da margem de erro, o estado continua sendo o principal terreno em aberto. A partir de agora, campanhas de PL e PT prometem concentrar investimentos, viagens e alianças na região, cientes de que a definição ali pode determinar o vencedor nacional.

Nos bastidores, dirigentes avaliam que a próxima etapa da corrida passa por consolidar alianças estaduais e tentar reduzir a rejeição dos principais candidatos nas áreas em que cada um é mais frágil. Para Lula, o desafio imediato é reverter a desaprovação de 57% no Rio de Janeiro e evitar que ela contamine outras capitais estratégicas. Para Flávio Bolsonaro, a meta é quebrar a vantagem petista no Nordeste e evitar que Minas se transforme em reduto lulista.

Com a pesquisa de hoje, a eleição de 2026 se desenha como uma disputa de resistência regional. A frente de Flávio no Sudeste, a força de Lula no Nordeste e o equilíbrio mineiro indicam uma campanha longa, negociada estado a estado, em que cada ponto percentual pode redefinir o mapa do segundo turno.

O que a pesquisa Datafolha mostra sobre Flávio Bolsonaro e Lula?

A nova pesquisa Datafolha registra Flávio Bolsonaro à frente de Lula em São Paulo (47% a 42%), Rio de Janeiro (49% a 41%) e Distrito Federal (51% a 39%), enquanto o presidente lidera em Pernambuco (55% a 24%) e aparece em empate técnico em Minas Gerais (46% a 45%). O cenário confirma forte polarização regionalizada.

Qual é o impacto dos palanques estaduais na disputa de 2026?

Os palanques estaduais impactam 2026 ao reforçar a presença dos presidenciáveis em colégios-chave: Tarcísio lidera em São Paulo com 49%, Cleitinho comanda em Minas com 37%, Eduardo Paes segue na frente no Rio com 43% e Raquel Lyra disputa ponto a ponto em Pernambuco com 47%, todos influenciando a força de PL e PT nas regiões.

Como está a avaliação do governo Lula no Rio de Janeiro?

No estado do Rio de Janeiro, a pesquisa Datafolha indica que 39% dos eleitores aprovam o governo Lula, enquanto 57% desaprovam a gestão e parte avalia a administração como ruim ou péssima. Esse desequilíbrio na avaliação ajuda a explicar a liderança de Flávio Bolsonaro no segundo turno, hoje com 49% a 41% sobre o petista.


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