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Impulsionamento irregular pró-Cury fere regras eleitorais

11/09/2026 06:21 2 min de leitura
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Conteúdos pró-Cury estão sendo impulsionados irregularmente por terceiros nas redes sociais, violando a legislação eleitoral.

Impulsão ilegal e impacto imediato

Nas últimas semanas, anúncios publicitários exaltando Augusto Cury, escritor e candidato à Presidência, foram impulsionados por terceiros nas plataformas de redes sociais da Meta, como Facebook e Instagram. Essa prática, além de ilegal, desencadeia questões sobre a integridade do processo eleitoral. A legislação brasileira impede que qualquer indivíduo além dos candidatos, partidos ou coligações pague por anúncios desse tipo.

Esses impulsionamentos, detectados pela ferramenta de transparência da Meta, somavam mais de 60 conteúdos, quebraram as regras ao não serem identificados adequadamente. A campanha de Cury alega desconhecer tais atividades.

Desconfiança e possíveis sanções

Especialistas alertam que o uso indevido dessas práticas pode resultar em sanções severas para a campanha. A Justiça Eleitoral investiga a possibilidade de abuso de poder econômico, o que poderia até inviabilizar a candidatura de Cury, caso se comprove envolvimento direto. “A legislação é clara: apenas campanhas e não terceiros podem promover tais anúncios”, enfatiza a advogada Ana Fuliaro.

Em meio a isso, Cury escalou rapidamente nas pesquisas recentes, levantando suspeitas sobre o impacto potencial desses impulsionamentos. O advogado Diogo Rais ressalta que a violação persistente pode configurar um desequilíbrio perigoso no pleito.

Próximos passos e vigilância intensificada

A situação pode desestabilizar ainda mais o panorama eleitoral, com adversários atentos às movimentações digitais de Cury. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensifica a vigilância sobre impulsionamentos irregulares, buscando manter a integridade do pleito. O passado mostrou que irregularidades semelhantes levaram a sanções, como ocorreu em 2018 com o empresário Luciano Hang.

Enquanto a investigação continua, a discussão coloca em foco a necessidade de regulamentação mais rígida sobre a atuação digital nas campanhas eleitorais, garantindo equidade e transparência no processo democrático.

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