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Inteligência Artificial

Inteligência artificial supera TikTok e Facebook em investimentos

Pesquisa mostra que 9% dos investidores brasileiros usam inteligência artificial para decisões financeiras, superando TikTok e Facebook. Masterclass gratuita ensina a aplicar a tecnologia na carteira.

Inteligência artificial supera TikTok e Facebook em investimentos

Investimentos

Estudo revela que IA é mais usada que TikTok e Facebook para decisões financeiras no Brasil.

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A inteligência artificial já aparece como fonte de informação mais usada do que TikTok e Facebook por investidores brasileiros: 9% deles recorrem a ferramentas de IA para decidir onde aplicar dinheiro, principalmente homens das classes A e B, e com carteiras mais diversificadas.

O dado é do Raio-X do Investidor Brasileiro, da Anbima, que pela primeira vez perguntou sobre o uso de IA em finanças. Na esteira desse movimento, o especialista em inteligência artificial no mercado financeiro e COO da Across Capital, Leonardo Dawadji, lança uma masterclass gratuita para ensinar, em 30 minutos, como usar a tecnologia na gestão de investimentos.

Como a inteligência artificial está superando o TikTok e o Facebook na busca por informações sobre investimentos?

Hoje, 9% dos investidores brasileiros dizem usar inteligência artificial para buscar informações sobre investimentos, um percentual que já supera o de quem recorre a redes como TikTok e Facebook para conteúdos financeiros.

Segundo o levantamento, esse grupo é composto majoritariamente por homens (67%) e por pessoas das classes A e B (58%). A diferença em relação às redes sociais está no tipo de apoio que a IA entrega: em vez de vídeos curtos e opiniões de influenciadores, as ferramentas conseguem ler balanços, cruzar dados, montar cenários de risco e simular retornos em diferentes prazos.

Na prática, isso torna a IA uma espécie de consultor digital, capaz de analisar uma carteira inteira e sugerir ajustes com base em objetivos e tolerância a risco, algo que vídeos esparsos nas redes sociais não conseguem fazer com a mesma profundidade.

Investidores com IA têm carteiras mais diversificadas

O estudo mostra que quem usa inteligência artificial tende a montar portfólios mais robustos. Entre esses investidores, 77% têm carteira diversificada, com diferentes tipos de ativos, enquanto 23% seguem concentrados só na poupança.

Nos portfólios que contam com apoio da IA aparecem títulos privados em 33% dos casos, fundos de investimento em 29% e criptomoedas também em 29%. Essa combinação dilui riscos e abre espaço para buscar retornabilidades diferentes da renda fixa tradicional.

A própria dinâmica das ferramentas ajuda a evitar decisões por impulso: ao simular cenários de curto, médio e longo prazo, a IA força o investidor a olhar além do sobe e desce diário de preços, o que contribui para uma disciplina emocional maior.

Entenda o contexto

O avanço da inteligência artificial no mercado financeiro brasileiro favorece setores como fintechs, gestoras de recursos e consultorias de investimento, que passam a oferecer robôs, assistentes virtuais e sistemas de análise automatizada para pessoas físicas.

Em sentido oposto, plataformas de redes sociais usadas para consumo rápido de dicas de finanças perdem espaço nesse nicho específico, com impacto potencial em influenciadores e modelos de negócios baseados em conteúdo financeiro superficial.

Ao mesmo tempo, o movimento acende um alerta: quem tem menos familiaridade com tecnologia ou pertence às classes de renda mais baixa pode ficar para trás, aprofundando a desigualdade no acesso a informação qualificada para investir.

Como posso usar a inteligência artificial para investir de forma eficiente?

Para usar IA de forma eficiente nos investimentos, o ponto de partida é tratar a ferramenta como apoio técnico, não como substituto de estratégia ou gestão de risco.

Entre as aplicações práticas, estão a leitura e síntese de balanços de empresas, a comparação de indicadores financeiros, a construção de teses de investimento por setor, a checagem de consistência de uma carteira e a simulação de cenários de estresse — por exemplo, o que acontece com o portfólio se juros sobem ou caem, ou se um determinado ativo perde valor.

Leonardo Dawadji destaca que a escolha da tecnologia faz diferença: “Claude é a melhor ferramenta para investidores e pode ser utilizada na análise, no balanceamento e no acompanhamento de uma carteira de investimentos”, afirma o COO da Across Capital.

Ao conversar com uma IA especializada, o investidor pode descrever objetivos, prazo, nível de risco aceitável e composição atual dos ativos. A partir daí, a ferramenta ajuda a identificar concentrações exageradas, ativos redundantes e alternativas para equilibrar o portfólio, sempre cabendo ao usuário a decisão final.

Riscos e limites do uso da IA em finanças

Apesar dos ganhos de eficiência, o uso de inteligência artificial não elimina riscos. Modelos genéricos podem dar respostas rasas ou desatualizadas, especialmente se não forem conectados a dados de mercado confiáveis.

Por isso, especialistas recomendam encarar as sugestões da IA como ponto de partida para estudo, nunca como ordem de compra ou venda. Ferramentas diferentes têm pontos fortes distintos, e usar um modelo inadequado pode significar perda de tempo, interpretações equivocadas de relatórios ou decisões mal embasadas.

Existe alguma aula gratuita para aprender a usar IA em investimentos?

Sim. Está disponível uma masterclass gratuita chamada “Claude para Investidores: aprenda a usar IA para turbinar sua carteira de investimentos”, ministrada por Leonardo Dawadji.

Em 30 minutos, o COO da Across Capital mostra, de forma prática, como aproveitar a inteligência artificial para analisar, balancear e acompanhar uma carteira. A proposta é ensinar o investidor a transformar perguntas soltas em roteiros claros de análise, extraindo da IA simulações de risco, comparações entre ativos e sugestões de diversificação.

A oferta da aula gratuita busca democratizar o acesso a esse tipo de tecnologia, aproximando investidores de varejo das ferramentas que já fazem parte do dia a dia de grandes gestoras e casas de análise no Brasil e no exterior.

O que esperar dos próximos passos

A tendência é que o uso de IA vire padrão na tomada de decisão de investimentos, pressionando bancos, corretoras e plataformas tradicionais a incorporar recursos desse tipo para não perder clientes.

Com isso, o perfil do investidor brasileiro tende a ficar mais profissionalizado e tecnológico, ao mesmo tempo em que cresce o desafio de inclusão: será necessário combinar educação financeira, acesso a ferramentas e políticas que reduzam a distância entre quem consegue usar a inteligência artificial a seu favor e quem ainda depende de informação fragmentada, muitas vezes limitada às redes sociais.