Exame ganha prêmio por liderar transformação com IA em 2026
Executivo da Exame recebe o Innovation Leader Award Brasil 2026, em São Paulo, pelo trabalho de transformar a empresa em organização AI Driven, com IA em processos, cultura e operações.

Inteligência Artificial
Exame é reconhecida por integrar IA em seus processos e cultura, destacando-se como líder em inovação no Brasil.
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A Exame foi reconhecida com o Innovation Leader Award Brasil 2026, em São Paulo, pelo trabalho de transformar a empresa em uma organização AI Driven, com inteligência artificial integrada aos processos, à cultura e às operações sob a liderança de um executivo da casa e de uma equipe multidisciplinar.
Prêmio destaca fator humano na transformação digital
O executivo da Exame, responsável pela frente de inovação em IA, recebeu o prêmio na noite de 29 de outubro, em cerimônia que reuniu profissionais de tecnologia. Ele reforçou que o reconhecimento individual traduz um esforço coletivo para redesenhar a forma como a companhia, que reúne redação jornalística e escola de negócios, opera no dia a dia.
“Receber esse prêmio foi motivo de muito orgulho, especialmente por ser um reconhecimento de uma comunidade formada por profissionais de tecnologia que enfrentam diariamente desafios semelhantes aos nossos”, afirmou o executivo.
O Innovation Leader Award Brasil é ligado ao Innovation Meeting Brasil, evento liderado por André Navarrete, referência entre executivos de tecnologia e reconhecido nacionalmente pelo trabalho de articulação entre líderes de TI. A edição de 2026 do encontro ocorreu entre 30 de julho e 2 de agosto, em Porto de Galinhas, Pernambuco, com mais de 250 participantes em quatro dias de palestras, debates e troca de experiências sobre o tema “O Fator Humano na Era da IA”.
Entenda o contexto
Desde o fim de 2024, a Exame vem redesenhando seu modelo de operação para incorporar inteligência artificial em larga escala, não apenas como ferramenta pontual. A meta é que decisões, desenvolvimento de produtos, relacionamento com clientes e rotinas internas sejam apoiados por sistemas inteligentes, sem abrir mão da responsabilidade editorial e da governança sobre dados.
“Ser AI Driven significa incorporar a inteligência artificial aos processos da organização, desde a forma como as pessoas trabalham até a maneira como a empresa toma decisões, desenvolve produtos e atende seus clientes”, resumiu o executivo da Exame.
O projeto nasceu com apoio da alta liderança da empresa, incluindo diretoria e conselho, e foi estruturado para ir além da simples liberação de acessos a aplicativos como o ChatGPT. A estratégia combina formação de pessoas, padronização de ferramentas, criação de agentes específicos por área e um modelo rígido de governança, supervisionado por um Comitê de IA.
IA em jornalismo, comercial, cobrança e tecnologia
Na redação, agentes de IA já atuam identificando tendências e oportunidades de pauta a partir de grandes volumes de dados, encaminhando sugestões para as editorias responsáveis. As ferramentas funcionam como apoio ao trabalho dos jornalistas, mas a apuração, a checagem e a decisão final sobre o conteúdo seguem sob responsabilidade humana.
A inteligência artificial também está presente na publicidade programática e na análise de tráfego, com sistemas usados para detectar acessos realizados por bots e gerar informações que ajudam a definir estratégias de distribuição de conteúdo.
No braço de negócios, a IA já conduz parte relevante da receita. Um agente cuida de ponta a ponta do atendimento comercial de cursos de extensão, do primeiro contato até o encaminhamento para a compra. Na cobrança, outro agente executa cerca de 80% das atividades rotineiras, deixando para as equipes humanas apenas os casos que exigem negociação específica ou análise mais complexa.
Na área de tecnologia, a engenharia de software incorporou ferramentas como Cursor e modelos avançados de linguagem para apoiar análise, implementação, testes e documentação de sistemas. Times de produto usam IA para investigar necessidades de usuários e elaborar especificações com mais rapidez, enquanto equipes de UX/UI exploram alternativas de interface e produzem protótipos de forma acelerada.
Plataforma própria e Comitê de IA evitam uso descontrolado
Para dar escala à adoção de IA sem perder o controle, a Exame criou a ADA, uma plataforma corporativa que reúne diferentes modelos em um único ambiente. A solução permite que as áreas usem IA de forma padronizada, com autenticação, políticas de segurança e rastreabilidade.
Quando algum time precisa de uma nova ferramenta, o pedido passa pela área de Tecnologia e pelo Comitê de IA. Esse grupo avalia segurança, privacidade, integração aos sistemas internos, custo e potencial de benefício antes de liberar o uso. A ideia é evitar o chamado “Shadow AI”, quando colaboradores adotam soluções externas sem conhecimento ou aprovação da empresa, colocando em risco dados sensíveis e a própria reputação da organização.
A Exame adota diferentes modelos de IA, inclusive de fornecedores internacionais, escolhendo caso a caso conforme critérios de qualidade, velocidade, custo e segurança. A avaliação leva em conta o impacto financeiro de milhões de interações automatizadas, evitando depender sempre do modelo tecnicamente mais avançado quando alternativas mais econômicas entregam o resultado necessário.
Mudança cultural e governança como pilares
Um dos pontos considerados mais sensíveis foi a adaptação cultural, sobretudo na redação, onde a credibilidade é o principal ativo. No início, parte dos profissionais demonstrou resistência ao uso de IA, receosos de impacto na qualidade da informação e na autonomia editorial.
Para enfrentar esse desafio, a empresa envolveu jornalistas e editores desde a concepção dos agentes, discutindo limites, regras de uso e critérios de checagem. A construção conjunta ajudou a consolidar confiança e, com o tempo, a cultura mudou: hoje, o uso das ferramentas cresceu a ponto de exigir monitoramento mais rigoroso para garantir aderência às políticas internas.
Além da cultura, a governança é tratada como requisito desde o desenho dos projetos. Cada agente precisa operar dentro de parâmetros definidos para reduzir o risco de respostas incorretas, proteger informações sensíveis e deixar claro quando uma atividade exige intervenção humana. As iniciativas passam por pilotos, testes, ajustes e monitoramento contínuo antes de ganhar escala.
Impacto no mercado e próximos passos
A transformação AI Driven já tem reflexos na posição digital da Exame. A empresa monitora indicadores de consumo de conteúdo por sistemas automatizados, com mais de 1,2 milhão de acessos diários realizados por bots de inteligência artificial às páginas do portal. O volume ilustra como a IA vem alterando a forma de distribuição e leitura de informações na internet, com conteúdo jornalístico sendo processado por agentes que alimentam assistentes e outros serviços digitais.
Internamente, o reconhecimento com o Innovation Leader Award Brasil 2026 reforça a estratégia de ampliar ainda mais o uso de agentes de IA em novas áreas, sempre sob a supervisão do Comitê de IA. O foco está em ganhar eficiência, acelerar inovação e manter a competitividade no setor de mídia e educação, ao mesmo tempo em que se preserva o papel humano nas decisões críticas.
Para o mercado, o prêmio tende a funcionar como vitrine de um modelo de adoção de IA baseado em governança, cultura e participação das equipes, e não apenas em tecnologia. A aposta da Exame é que essa combinação sirva de referência para outras empresas brasileiras interessadas em se tornarem efetivamente AI Driven, equilibrando automação, responsabilidade e desenvolvimento humano.

