iPhone Duo preço: dobrável da Apple esgota em minutos no Brasil
Apple lança iPhone Duo no Brasil e nos EUA, seu primeiro dobrável com telas de 5,4" e 7,6". Aparelho parte de R$ 21.999 e só será entregue em 2027 após esgotar em minutos.

Tecnologia
Novo iPhone Duo chega ao Brasil com alta demanda e entrega prevista apenas para 2027.
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O iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da Apple, chega hoje às lojas físicas dos Estados Unidos e do Brasil após esgotar em poucos minutos na pré-venda online, custando a partir de R$ 21.999 no mercado brasileiro e com entregas previstas apenas para 2027 devido à alta demanda.
Qual é o preço do iPhone Duo no Brasil e nos EUA?
O iPhone Duo é vendido por US$ 2.000 nos Estados Unidos e parte de R$ 21.999 no Brasil, posicionando o dobrável como um produto de nicho no segmento premium. As vendas online começaram na semana passada, com estoques iniciais esgotados em poucos minutos e previsão de entrega só em 2027 para novos pedidos.
No Brasil, o aparelho pode ser comprado tanto pelo site da Apple quanto em lojas físicas da marca e de revendedores autorizados. O valor de R$ 21.999 é para a configuração básica, e a empresa mira consumidores dispostos a pagar mais por um dispositivo que tenta unir smartphone e tablet no mesmo corpo.
O iPhone Duo é um modelo dobrável e quais são suas principais características?
O iPhone Duo é um modelo dobrável com duas telas: uma externa de 5,4 polegadas, voltada ao uso como smartphone tradicional, e uma interna de 7,6 polegadas, que transforma o aparelho em um tablet compacto quando aberta. O design aposta em um formato que a própria Apple descreve como um dispositivo em “dois em um”, com foco declarado na experiência de uso como tablet.
Fechado, o Duo lembra um aparelho mais estreito e alto, quase do tamanho de um passaporte. Aberto, oferece área ampla para leitura, filmes, séries, jogos casuais e tarefas de trabalho leve, como e-mails e mensagens. Usuários que testaram o modelo antes do lançamento destacam o conforto para ler livros digitais e quadrinhos, além de assistir a vídeos quando o aparelho é apoiado em 90 graus, como um minilaptop.
O hardware, porém, traz concessões. A tela externa pequena e o corpo mais espesso podem incomodar no uso com uma mão, especialmente para digitar. A câmera traseira não inclui lente teleobjetiva, o que limita o zoom óptico em comparação a modelos topo de linha tradicionais da própria Apple. No desbloqueio, a empresa abandonou o reconhecimento facial e aposta em um sensor de impressão digital no botão lateral, visto como mais lento por parte dos primeiros usuários.
Película Nano-texture abre novo mercado de manutenção
Um dos pontos mais comentados do iPhone Duo é a tela interna com acabamento Nano-texture, uma película fosca removível criada para proteger o display e reduzir o vinco visível na região da dobra, além de diminuir reflexos. A vice-presidente de hardware da Apple, Kate Bergeron, afirmou em entrevista que a camada foi pensada para ser substituída ao longo da vida útil do aparelho.
“Na verdade, é possível substituir [a película]; é algo muito bom para o cliente, já que ele pode remover essa camada e colocar uma nova”, disse Bergeron. No Brasil, a troca do acabamento Nano-texture custa R$ 409, valor que deve alimentar um novo mercado de manutenção específico para o Duo.
Apesar de alguns vídeos já mostrarem usuários removendo a película por conta própria, especialistas alertam que a prática aumenta o risco de danos ao display, intensifica reflexos e deixa o vinco mais aparente. A orientação é recorrer ao serviço autorizado da Apple, que afirma ter investido em engenharia para tornar a camada mais resistente ao desgaste.
Entenda o contexto
Com o Duo, a Apple entra oficialmente no mercado de smartphones dobráveis, segmento que tenta combinar portabilidade de celular com tela grande de tablet. O aparelho foi desenhado para quem passa muitas horas em transporte público ou aviões, lê com frequência no celular ou assiste a muitos filmes e séries em mobilidade.
A estratégia mira um público específico, mais interessado em versatilidade do que em ergonomia perfeita como smartphone tradicional. Analistas apontam que o preço alto e a fila de entrega empurrada para 2027 limitam o alcance do produto, mas reforçam a percepção de que a Apple vê os dobráveis como espaço de experimentação e vitrine tecnológica.
A forte procura inicial e o rápido esgotamento de estoques pressionam a capacidade de produção da empresa e podem gerar frustração em consumidores que esperavam receber o aparelho ainda neste ano. A expectativa no mercado é que a Apple acompanhe de perto o feedback dos primeiros usuários para ajustar futuras versões e acelerar a fabricação, enquanto concorrentes tendem a responder com seus próprios híbridos de celular e tablet nos próximos lançamentos.


