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Mariah Carey vence irmão em ação por difamação na Justiça de NY

Mariah Carey obteve vitória em ação de difamação movida pelo irmão Morgan, em Nova York. Justiça limitou o caso a duas alegações e excluiu editoras do processo.

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Mariah Carey conquista decisão favorável em disputa judicial contra seu irmão por difamação em Nova York.

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Mariah Carey, 57, garantiu uma vitória importante na Justiça de Nova York contra o irmão mais velho, Morgan Carey, 64, em uma ação de difamação aberta por causa de trechos de sua autobiografia, “The Meaning of Mariah Carey”, publicada em 2020. A Corte confirmou que o processo permanece restrito a apenas duas alegações específicas e manteve as editoras fora da disputa, reduzindo o alcance jurídico e financeiro do caso.

Qual foi a ação de difamação que Mariah Carey venceu contra seu irmão Morgan?

A ação de difamação foi um processo aberto por Morgan Carey em 2021, no Tribunal de Justiça de Nova York, alegando que o livro de memórias de Mariah trazia relatos falsos que arranharam sua reputação. No processo, ele afirmou que passagens da autobiografia sobre violência familiar e suposta ligação sua com drogas e atividades criminosas teriam prejudicado seus relacionamentos pessoais e profissionais.

Em uma decisão-chave, a Justiça nova-iorquina rejeitou a maior parte das acusações apresentadas por Morgan e afastou as editoras e outros responsáveis pela publicação do polo passivo do processo. Com isso, a disputa se concentrou apenas em Mariah e em duas alegações pontuais que o tribunal considerou merecer análise mais aprofundada.

A decisão que consolida essa vitória parcial de Mariah – limitando a ação às duas acusações remanescentes – foi tornada pública nesta segunda-feira (19). “A decisão foi divulgada pela revista Billboard nesta segunda‑feira (19)”, registram documentos do caso.

Quais foram as acusações feitas por Morgan Carey contra Mariah Carey?

Morgan Carey sustenta que o livro o descreve de forma injusta e danosa, ao associá-lo a episódios de violência dentro da família Carey e sugerir envolvimento com drogas e práticas criminosas. Segundo ele, esses trechos não só afetaram sua imagem diante de amigos, colegas e parceiros de trabalho, como também teriam dificultado oportunidades profissionais.

Ao analisar a ação, o tribunal de Nova York descartou a maioria dos pontos de acusação, entendendo que boa parte do conteúdo contestado se enquadra na liberdade de expressão e no direito de Mariah relatar suas memórias pessoais. Permanecem ativas apenas duas alegações específicas de difamação, cujo teor exato corre em detalhes sob análise judicial mais restrita.

Decisões em série e tentativa frustrada de encerrar o caso

Desde que a ação foi proposta, em 2021, o caso passou por decisões importantes. Em uma delas, em 2022, a Justiça barrou quase todas as acusações de Morgan, mas manteve duas para seguir adiante e, ao mesmo tempo, retirou as editoras e demais responsáveis pela publicação do processo.

Em uma etapa posterior, já com a disputa mais enxuta, Morgan tentou obter um julgamento sumário – instrumento jurídico que poderia encerrar o processo de forma antecipada a seu favor, sem necessidade de julgamento completo. O pedido foi negado, e o tribunal decidiu que as duas alegações sobreviventes continuariam em análise, mantendo vivo, mas bastante limitado, o litígio.

Entenda o contexto

A publicação de “The Meaning of Mariah Carey”, em 2020, desencadeou uma série de conflitos familiares em torno da exposição de episódios dolorosos da infância e juventude da cantora. Além de Morgan, a irmã mais velha, Alison Carey, também processou Mariah, alegando danos emocionais causados pelo livro e pedindo uma indenização de US$ 1,25 milhão.

Alison e Morgan contestaram principalmente relatos que tratam de momentos de violência doméstica, problemas de saúde e situações delicadas envolvendo drogas e criminalidade. Eles afirmavam que a forma como foram retratados no livro extrapolava os limites da narrativa pessoal e feria sua honra.

Com a morte de Alison, aos 63 anos, em agosto de 2024, a ação que ela movia contra a cantora foi encerrada. O litígio de Morgan, por sua vez, segue formalmente em curso, mas agora restrito às duas alegações remanescentes, com bem menos impacto potencial do que originalmente buscava.

Perdas na família e reação de Mariah

O conflito jurídico voltou a ganhar destaque internacional em agosto de 2024, quando Patricia Carey, mãe de Mariah, e Alison morreram no mesmo dia. Em meio à disputa judicial, a cantora se pronunciou sobre o luto e sobre os últimos dias ao lado da mãe. “Mariah manifestou publicamente o pesar pela perda e relatou que conseguiu passar os últimos dias ao lado da mãe”, relatam registros públicos.

A morte de Alison encerrou a ação que ela movia por danos emocionais, abrindo espaço para uma possível redução das tensões entre os membros remanescentes da família Carey, apesar de o processo de Morgan ainda não ter sido totalmente finalizado.

Impacto da decisão para autobiografias e para a família Carey

A vitória de Mariah, ao ver a Justiça restringir o caso a duas acusações específicas de difamação, é vista como um sinal de proteção mais robusta à liberdade de expressão em autobiografias, especialmente quando envolvem relatos sensíveis sobre família e infância. O entendimento do tribunal limita a possibilidade de que parentes processem autores de forma ampla por memórias negativas, exigindo que apontem, com precisão, trechos que possam realmente configurar difamação.

Ao mesmo tempo, a exclusão das editoras do processo reduz o risco financeiro e reputacional para o mercado editorial, que ganha mais segurança ao publicar obras de memórias com passagens controversas. A responsabilidade tende a recair diretamente sobre o autor, e apenas em situações em que a Justiça vislumbre potencial de dano real à reputação de terceiros.

Para a família Carey, a decisão representa o encolhimento de uma disputa que se arrasta desde a publicação do livro e que se mistura com um período de perdas pessoais profundas. Morgan ainda mantém duas acusações em andamento, o que pode prolongar a disputa em menor escala. Mas o núcleo do caso – uma contestação ampla à narrativa de Mariah sobre sua própria história – saiu enfraquecido pela análise rigorosa do tribunal.

Fonte: matéria original