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Inteligência Artificial

Microsoft desativa LG TV AI com Copilot; veja o que muda hoje

Microsoft vai remover o assistente de IA Copilot das Smart TVs LG e Samsung. Recurso, alvo de críticas, será desativado em breve e muda a experiência de uso dos aparelhos.

Inteligência Artificial

Microsoft encerra suporte ao assistente Copilot nas Smart TVs LG e Samsung, alterando funcionalidades e interação.

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A Microsoft decidiu remover o assistente de inteligência artificial Copilot das Smart TVs de LG e Samsung, em uma mudança que altera a experiência de quem usava o recurso para buscar informações em tempo real e receber recomendações personalizadas na TV. A LG já começou a avisar donos de televisores por meio de notificações nos aparelhos, informando que o serviço será desativado em breve.

O que é o Microsoft Copilot nas Smart TVs da LG?

O Microsoft Copilot nas Smart TVs da LG é um assistente pessoal de IA integrado ao sistema das TVs que permite conversar em linguagem natural com o aparelho. Pela interface do Copilot, o usuário pode fazer perguntas relacionadas ao que está sendo exibido na tela, pedir explicações sobre um conteúdo, buscar informações gerais e receber recomendações de filmes, séries e programas com base no uso da TV.

Nas LG TV AI compatíveis, o recurso funcionava como uma camada extra sobre os comandos de voz tradicionais: em vez de apenas trocar de canal ou abrir aplicativos, a TV podia responder a perguntas mais abertas e sugerir conteúdos de forma mais contextualizada, usando modelos de inteligência artificial da Microsoft.

Por que a LG vai aposentar o Microsoft Copilot nas suas Smart TVs?

A LG vai aposentar o Microsoft Copilot nas suas Smart TVs porque a Microsoft decidiu encerrar o uso do assistente nesses televisores como parte de um ajuste mais amplo na sua estratégia de inteligência artificial. A fabricante apenas repassa aos usuários, por notificação, que o serviço deixará de funcionar.

Na prática, trata-se de uma combinação de fatores: de um lado, a revisão de prioridades da Microsoft em IA, que passa a concentrar esforços em outras plataformas e produtos; de outro, o histórico de críticas ao Copilot nas TVs, que vinha acumulando reclamações de usabilidade, desempenho e até de preocupação com privacidade.

Usuários de modelos OLED da LG, em especial, vinham relatando incômodo com a presença do assistente e comemoraram a desativação em fóruns especializados. Já no fim de 2025, a pressão havia levado a LG a permitir a remoção do atalho do Copilot da interface das TVs, um sinal de que a recepção estava longe de ser unânime.

Como a aposentadoria do Copilot impacta o uso das Smart TVs da LG?

A aposentadoria do Copilot muda sobretudo a forma como parte do público interage com as Smart TVs da LG: quem usava a IA para tirar dúvidas e receber recomendações deixa de ter essa camada de conversa avançada na tela. Os comandos de voz tradicionais das TVs seguem funcionando, assim como os demais recursos de navegação, streaming e controle do aparelho.

Para muitos consumidores, o impacto será pequeno ou até positivo, já que havia queixas de lentidão, invasividade da interface e dúvidas sobre coleta de dados. Para o grupo que havia incorporado o Copilot ao uso diário, especialmente em LG TV AI mais recentes, a retirada exige adaptação e pode aumentar a dependência de assistentes instalados em outros dispositivos, como celulares e caixas de som inteligentes.

No mercado, a mudança pressiona LG e Samsung a buscarem alternativas: seja reforçando soluções próprias de IA embarcada, seja firmando novas parcerias com outros provedores de tecnologia. Também acende um alerta em todo o setor de eletrônicos de consumo sobre até que ponto faz sentido levar assistentes de IA generativa para a TV e como equilibrar conveniência, desempenho e privacidade.

Entenda o contexto

O Copilot chegou às TVs como aposta de integração profunda entre inteligência artificial e entretenimento doméstico, prometendo transformar a TV em um hub de respostas rápidas e sugestões personalizadas sem depender de outro aparelho por perto. A recepção, porém, foi dividida.

Ao longo do tempo, cresceram as críticas de que o recurso entregava pouco além do que já era possível com buscadores em celulares e tablets, ao custo de ocupar espaço na interface e consumir recursos do sistema das TVs. A celebração da desativação em comunidades de donos de TVs OLED da LG mostra que, ao menos entre os mais entusiastas desse segmento, a prioridade segue sendo qualidade de imagem, fluidez do sistema e controle claro sobre recursos conectados.

Sem um cronograma público detalhado nem explicações formais das empresas, a expectativa agora é acompanhar como Microsoft, LG e Samsung redistribuem suas apostas em IA: das telas da sala para outros dispositivos, serviços e modelos de negócio onde a tecnologia tem encontrado menos resistência dos usuários.