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Nexus/BTG mostra Lula 5 pontos à frente de Flávio

Pesquisa Nexus/BTG Pactual para presidente, com 2.000 entrevistas, mostra Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 37% no 1º turno e empate técnico no 2º turno.

29/09/2026 11:00 6 min de leitura
Nexus/BTG mostra Lula 5 pontos à frente de Flávio
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Pesquisa Eleitoral

Levantamento aponta vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com empate técnico no segundo.

O presidente Lula (PT) aparece na frente da corrida ao Planalto, com 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) soma 37%, em pesquisa Nexus contratada pelo Banco BTG Pactual e divulgada ontem, a menos de uma semana da votação.

O levantamento consolida a polarização e indica segundo turno apertado: em simulação direta, Lula marca 46% e Flávio, 44%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Cenário do 1º turno mantém disputa polarizada

No cenário estimulado, em que os nomes são apresentados aos eleitores, Lula “lidera a disputa presidencial em primeiro turno, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira 28 pelo instituto Nexus, contratado pelo banco BTG Pactual”. A campanha petista usa o dado para reforçar a mensagem de continuação do governo.

A pesquisa mostra ainda Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) com 5% cada, Renan Santos (Missão) com 4%, Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) com 1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuam.

Entre os entrevistados, 3% declaram intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 2% dizem não saber ou não responder. A soma desses percentuais indica um espaço ainda disponível para migração de votos nos últimos dias de campanha.

Empate técnico no 2º turno acirra reta final

No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, “na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio com votos totais, o petista vai a 46%, enquanto o candidato do PL chega a 44%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro”. A fotografia reforça a leitura de eleição em aberto.

Outros cenários de segundo turno também são testados pelo Nexus. Lula empata tecnicamente com Ronaldo Caiado e aparece à frente de Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Mesmo nesses casos, as diferenças permanecem curtas, o que mantém a pressão sobre as campanhas até o último dia.

O dado mais comemorado no PT é a distância de cinco pontos no primeiro turno. Internamente, dirigentes repetem a frase de que “Lula tem cinco pontos de vantagem para o adversário de extrema-direita” e veem na margem um sinal de recuperação após semanas de ataques e fake news nas redes.

Metodologia, registro e limites da pesquisa

A pesquisa Nexus/BTG Pactual entrevista 2.000 eleitores entre 25 e 27 de setembro, por telefone, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-07557/2026, o que habilita a divulgação neste período de campanha.

Pesquisas desse tipo não funcionam como previsão automática do resultado, mas como retrato de momento. Mostram o ambiente em que militâncias atuam, partidos decidem prioridades e o mercado financeiro calibra apostas sobre economia, juros e câmbio após o pleito.

O fato de a diferença entre os dois líderes caber na margem de erro faz analistas falarem em “empate técnico” no segundo turno. Em termos práticos, qualquer oscilação de dois ou três pontos em segmentos específicos — como eleitorado evangélico ou jovens de 16 a 24 anos — pode alterar o desfecho.

Estratégias de campanha e influência de fake news

Na campanha de Lula, a ordem é explorar a dianteira numérica para consolidar o voto útil à esquerda e entre indecisos de centro. Petistas apostam na capacidade de mobilização nas periferias urbanas, no Nordeste e entre beneficiários de programas sociais, enquanto tentam conter o impacto de notícias falsas que circulam em massa nas redes.

Aliados de Flávio Bolsonaro veem na fotografia do segundo turno o argumento central para animar a base. A leitura é de que o presidente ainda não conseguirá liquidar a fatura no primeiro turno e que a rejeição acumulada pelo governo abre espaço para virada nos últimos dias, sobretudo em estados do Sul e do Centro-Oeste.

A pesquisa também circula com atenção entre operadores do mercado e casas de apostas políticas. A proximidade numérica alimenta operações de curto prazo em bolsa e dólar e reforça a procura por instrumentos que protegem carteiras contra volatilidade pós-eleitoral. Ao mesmo tempo, o avanço das chamadas “bets” entra no radar de juristas e reguladores, preocupados com o risco de uso desses canais para influenciar ou distorcer o debate público.

Candidatos menores e cenário jurídico em aberto

Os nomes que aparecem com 5%, 4% ou 1% podem pesar na balança. Parte desses eleitores pode migrar para Lula ou Flávio Bolsonaro caso a percepção de disputa polarizada se intensifique. Outra fatia tende a resistir ao apelo do voto útil, o que dificulta qualquer tentativa de vitória no primeiro turno.

A situação jurídica de candidatos e aliados volta ao centro do debate. Processos em curso, decisões liminares e investigações sobre desinformação, inclusive envolvendo conteúdos religiosos e apostas on-line, podem alterar o tom da campanha a qualquer momento. Equipes jurídicas trabalham em tempo integral, tanto para blindar seus candidatos quanto para reagir a ataques.

As campanhas também se movem para ocupar o espaço dos últimos programas de TV e dos debates finais. A expectativa é de aumento da guerra de narrativas e de ações coordenadas de combate a fake news, com participação mais ativa da Justiça Eleitoral e de plataformas digitais.

Com o primeiro turno batendo à porta, a fotografia da Nexus/BTG Pactual não encerra a disputa, mas define o tabuleiro: Lula entra na reta final em vantagem numérica, Flávio Bolsonaro mantém o discurso de virada possível e os demais candidatos correm contra o relógio para não serem engolidos pelo voto útil.

Os próximos dias dirão se a eleição caminha para confirmar a polarização atual no segundo turno ou se algum fato novo — político, econômico, jurídico ou digital — ainda é capaz de produzir uma reviravolta de última hora.

O que mostra a pesquisa Nexus/BTG Pactual para presidente?

A pesquisa Nexus/BTG Pactual, com 2.000 entrevistas telefônicas realizadas entre 25 e 27 de setembro, mostra Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno, além de um cenário de segundo turno tecnicamente empatado, em que o petista marca 46% e o candidato do PL aparece com 44%.

A eleição está decidida com essa vantagem de Lula?

A vantagem de cinco pontos de Lula no primeiro turno não decide a eleição porque o segundo turno simulado está em 46% a 44%, dentro da margem de erro de 2 pontos, o que mantém o quadro de equilíbrio e torna decisivas as estratégias de campanha e a mobilização de indecisos nos últimos dias.

Qual o impacto da pesquisa para o PT, o PL e o mercado?

O resultado da Nexus/BTG Pactual fortalece o PT ao confirmar Lula na liderança, dá fôlego ao PL ao apontar empate técnico no segundo turno e leva o mercado financeiro a operar com maior cautela, já que a sucessão presidencial segue indefinida e pode alterar expectativas sobre economia, reformas e trajetória da dívida pública.


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