Raquel Lyra amplia para 2 mil câmeras inteligentes em PE
Novo mandato da governadora de Pernambuco prevê mais videomonitoramento com inteligência artificial, integração de dados entre polícias e reforço de efetivo e infraestrutura no Agreste, Sertão e Grande Recife.

Inteligência Artificial
Governadora Raquel Lyra investe em tecnologia para ampliar segurança pública com mais câmeras e integração policial em Pernambuco.
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A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra, inicia o novo mandato com a meta de ampliar o videomonitoramento com câmeras inteligentes, integrar bases de dados das forças de segurança e reforçar efetivo e infraestrutura policial em todas as regiões do estado, especialmente no Agreste, Sertão e Região Metropolitana do Recife.
Videomonitoramento com inteligência artificial será expandido
O plano dá continuidade ao programa Juntos pela Segurança e parte de uma estrutura já contratada de 2 mil câmeras digitais, que recebeu investimento de R$ 122,9 milhões para substituir equipamentos analógicos e incorporar novos recursos tecnológicos.
Nesta nova fase, o governo promete avançar com a instalação de câmeras com inteligência artificial e reconhecimento automático de placas de veículos. A tecnologia permitirá identificar, em tempo real, carros roubados, furtados, clonados ou ligados a ocorrências policiais, acionando de forma mais rápida equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil.
A expansão do videomonitoramento não ficará restrita ao Grande Recife. A rede tecnológica já alcança cidades como Caruaru, Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe, Petrolina, Araripina e Cabrobó, e a orientação do governo é interiorizar ainda mais o sistema para reduzir a concentração de recursos na capital e fortalecer o combate ao crime em áreas historicamente vulneráveis do interior.
Integração de dados entre polícias e SDS
Outro eixo central do plano é a modernização dos sistemas integrados de inteligência usados pelas forças de segurança estaduais. A proposta é aprofundar o cruzamento de dados entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Penal e Secretaria de Defesa Social (SDS), hoje ainda fragmentados em diferentes plataformas.
Com sistemas mais modernos, a expectativa do governo é oferecer subsídios mais robustos para operações, inquéritos e perícias, ajudando a identificar padrões de atuação de organizações criminosas, localizar suspeitos e planejar ações de forma mais estratégica, com melhor uso de pessoal e equipamentos.
O Estado também pretende intensificar a articulação com prefeituras e órgãos federais, criando rotinas de compartilhamento de informações para ampliar a base de dados disponível para análises de inteligência.
Entenda o contexto
O Juntos pela Segurança foi lançado pelo governo de Pernambuco como guarda-chuva para ações de prevenção à violência, investimentos em tecnologia, valorização de profissionais e integração institucional. No novo mandato, a diretriz é aprofundar esse programa, colocando a inteligência como um dos pilares da política de segurança.
Durante a campanha pela reeleição, Raquel Lyra defendeu que o enfrentamento ao crime organizado deve ser guiado por dados e tecnologia, e não por ações pontuais. “Polícia e combate ao crime organizado não se faz com discurso nem com improviso. É com integração, investimento e inteligência”, afirmou a governadora em sabatina realizada na disputa eleitoral.
Mais efetivo e sete novos batalhões da PM
A modernização tecnológica virá acompanhada da recomposição do efetivo. O plano de governo prevê novos concursos públicos para Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Polícia Penal, com o objetivo de repor e ampliar o quadro de profissionais nas ruas, nas delegacias e nos institutos de perícia.
No campo da infraestrutura física, o compromisso é concluir sete novos batalhões da Polícia Militar e implantar o 4º Batalhão Integrado Especializado (Biesp), além de erguer novas sedes de delegacias e complexos da Polícia Científica no interior. Essas unidades devem funcionar em sintonia com a rede de videomonitoramento e os sistemas de inteligência, reforçando a presença do Estado em áreas estratégicas.
Segundo o governo, a combinação de mais profissionais, unidades estruturadas e ferramentas avançadas de análise de dados deve fortalecer também a investigação criminal, oferecendo mais elementos para o trabalho de delegados, agentes e peritos, e permitindo operações mais cirúrgicas contra grupos organizados.
Desafios: orçamento, capacitação e integração
A ampliação do uso de tecnologia e inteligência artificial na segurança pública tende a elevar a pressão sobre organizações criminosas, que terão sua movimentação mais monitorada em rodovias, áreas urbanas e rotas de fuga pelo interior. Por outro lado, a estratégia depende de manutenção contínua de investimentos, tanto para atualização de softwares e equipamentos quanto para capacitação dos agentes.
Outro desafio é transformar a integração de informações em rotina, e não em ação isolada. A criação de protocolos claros de cooperação entre Estado, municípios e União será necessária para garantir que as bases de dados conversem entre si, evitando duplicidades e gargalos burocráticos.
Ao colocar tecnologia, inteligência e integração no centro da política de segurança pelos próximos quatro anos, o governo de Pernambuco sinaliza que a área continuará como uma das prioridades do novo mandato, sob acompanhamento de perto da população e das próprias forças policiais.


