RBA+ celebra 50 anos e aposta em IA e comunicação integrada
Agência de Novo Hamburgo chega aos 50 anos com seis frentes de atuação, mais de 60 profissionais e consultoria em inteligência artificial para empresas de diversos setores.

Agência de Comunicação
Com meio século de atuação, a RBA+ investe em inteligência artificial para ampliar soluções integradas a seus clientes.
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A RBA+, tradicional agência de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, celebra nesta semana 50 anos de atuação marcados por uma guinada tecnológica: hoje o grupo reúne seis frentes especializadas, mais de 60 profissionais e incorpora a inteligência artificial à oferta de comunicação integrada para clientes de diferentes segmentos.
Da raiz calçadista à diversificação de setores
Fundada em 1976 por Roque Zeni, Raul Bruxel e Afonso Celso Cardoso, a então RBA Comunicação nasceu em meio à expansão da indústria calçadista na região. O foco inicial era construção e fortalecimento de marcas, em um momento em que o próprio conceito de branding ainda engatinhava entre os fabricantes de sapatos.
“As empresas não tinham suas logos expostas nas caixas de sapato. Existia um mercado enorme para a gente se desenvolver e crescer oferecendo esses serviços”, lembra Afonso Celso Cardoso, um dos fundadores. O espaço para diferenciar produtos na gôndola e dialogar com o consumidor abriu caminho para o crescimento da agência.
Com a crise da cadeia calçadista anos depois, a empresa precisou rever a rota. A carteira de clientes se espalhou por outros setores, como o moveleiro, o educacional e o automotivo. A mudança obrigou a RBA+ a redesenhar estruturas internas e ampliar o portfólio de serviços, acompanhando também as transformações do próprio mercado de comunicação, da chegada da internet às redes sociais.
Entenda o contexto
Ao longo de cinco décadas, a RBA+ atravessou ondas tecnológicas que redesenharam o setor: popularização dos computadores, digitalização de mídias, avanço do marketing de dados e, mais recentemente, a inteligência artificial generativa. Manter a competitividade significou, para a empresa, não apenas seguir a tendência, mas ajustar processos, serviços e modelos de negócio a cada nova fase.
Neste aniversário de 50 anos, a agência se apresenta como um grupo apto a atender demandas mais complexas de comunicação e negócios, indo além da publicidade tradicional e integrando análise de dados, CRM, e-commerce, trade marketing e consultoria em IA.
Como a RBA+ organiza suas seis frentes de atuação
Hoje, o grupo atua em seis braços complementares: a RBA, voltada à comunicação integrada; a BRA, especializada em performance, e-commerce e CRM; a Mix, dedicada à inteligência de mercado; a Mix Design, focada em trade marketing; a RBA Visa, que cuida da comunicação internacional; e a RB+IA, que mapeia processos e implementa ferramentas de inteligência artificial.
Segundo o publicitário Gabriel Daudt, CEO da RBA+, essa arquitetura espelha a forma como os anunciantes passaram a enxergar a comunicação. “Hoje, para o anunciante, não faz sentido separar essas coisas. Não tem como pensar em uma campanha para o rádio sem considerar como ela vai se desdobrar na internet”, afirma.
Na prática, os projetos começam pela inteligência competitiva. A partir de um diagnóstico do negócio e da análise do comportamento dos consumidores, a equipe define estratégias que podem combinar comunicação off e online, uso de IA, gestão de relacionamento com o cliente e operações de comércio eletrônico.
IA entra como ferramenta estratégica, não substituta
A criação da RB+IA formaliza algo que já vinha ganhando espaço no dia a dia da agência: o uso de inteligência artificial para tornar campanhas e operações mais eficientes. A frente oferece consultoria a empresas interessadas em incorporar essas tecnologias às rotinas internas.
O trabalho inclui mapeamento de processos, identificação de atividades que podem ser automatizadas ou otimizadas, recomendação de ferramentas, treinamento de equipes e acompanhamento da implementação. Para Daudt, o impacto é direto em produtividade, qualidade e velocidade de entrega, desde que a tecnologia seja bem conduzida.
“Ela precisa do ser humano no início e no fim do processo. É uma ferramenta que pode fazer um bom trabalho, mas precisa ser orientada e ter o resultado avaliado e corrigido quando necessário”, ressalta o CEO, afastando a ideia de uma automação totalmente autônoma na comunicação.
Adaptação contínua e planos para o futuro
Na avaliação de Gabriel Daudt, a disposição para mudar foi decisiva para que a RBA+ chegasse aos 50 anos relevante em um mercado marcado por rupturas tecnológicas sucessivas. “O que nos fez sobreviver a todas as transformações durante esses 50 anos foi entender o contexto e não ser resistente a ele. É preciso analisar o que está acontecendo e ver como tirar proveito disso”, diz.
Com presença consolidada no Vale do Sinos e atuação crescente em outros estados, a meta agora é ampliar a participação em novos setores e reforçar a posição de referência em parcerias de negócios e comunicação na região Sul. A aposta em consultoria de IA deve funcionar como efeito multiplicador, estimulando outras empresas a adotarem ferramentas inteligentes em suas rotinas.
Internamente, a comemoração do cinquentenário serve também como ponto de partida para um novo ciclo, em que a integração entre dados, criatividade e tecnologia tende a se aprofundar. A estratégia é seguir ajustando a estrutura, os serviços e as competências da equipe para um ambiente em que comunicação, vendas e experiência do cliente se confundem em múltiplas telas.


