RecargaPay usa IA para reduzir dívida e acelerar lançamentos
RecargaPay adota inteligência artificial em todas as áreas, acelera lançamentos como o tap do pay, reduz custos e aposta em informação para ajudar brasileiros a fazer escolhas financeiras melhores.
Inteligência Artificial
RecargaPay integra IA para otimizar operações, diminuir custos e aprimorar decisões financeiras dos usuários.
Leia também: Perfis com IA ligam apoio a Lula e Flávio a venda de nudes
A adoção intensa de inteligência artificial pelo RecargaPay já começa a redesenhar o negócio da fintech no Brasil, com corte de custos, criação mais rápida de produtos financeiros e uma aposta declarada em oferecer mais informação aos usuários para reduzir o endividamento.
IA entra em todas as áreas da empresa
Segundo executivo da empresa, a inteligência artificial foi implementada de forma horizontal, alcançando engenharia, atendimento ao cliente, finanças e áreas de suporte. A estratégia é usar a tecnologia não só para automatizar tarefas, mas para ganhar velocidade e qualidade no desenvolvimento de novos serviços.
“A IA foi implementada horizontalmente na empresa, ou seja, está em todas as áreas. Os casos mais óbvios de uso eficiente têm sido na engenharia, no atendimento ao cliente, nas finanças e em tudo que está por trás do negócio. Todas as áreas se beneficiam da IA”, afirmou. Ele destacou que o foco está no “uso inteligente da tecnologia, combinado com a densidade de talentos”.
De acordo com o executivo, a companhia tem priorizado a contratação de profissionais experientes justamente para potencializar o efeito das novas ferramentas. “Algo que tem sido também uma filosofia da companhia é contratar pessoas com experiência, com altas capacidades. Com isso, a IA multiplica a eficiência e o impacto que tem no dia a dia da operação. Buscamos juntar ambos os benefícios para construir uma estratégia de crescimento rentável”, disse.
Entenda o contexto
O mercado financeiro brasileiro vive uma nova onda de inovação puxada pela inteligência artificial, após movimentos recentes como a digitalização acelerada, o avanço do Pix e a consolidação das fintechs. Nessa disputa, bancos tradicionais, bancos digitais e empresas de pagamento correm para incorporar IA aos seus processos e produtos.
Na avaliação do executivo do RecargaPay, essa tecnologia atua em duas frentes: por dentro das empresas, tornando operações mais eficientes, e por fora, ajudando consumidores a navegar por um mar de ofertas financeiras cada vez mais complexo. “O mercado está passando por mais uma onda de inovação com a chegada da IA. O Brasil já passou por várias dessas ondas, como a digitalização, a pandemia ou a implementação do Pix”, lembrou.
Ele afirma que o papel da IA, nesse cenário, é permitir que a empresa seja mais rápida e eficiente. “O ponto da inteligência artificial é entender como essa ferramenta pode nos ajudar a ser mais ágeis e a desenvolver melhores produtos com um custo mais eficiente. Ou então entender como a IA pode multiplicar a eficiência dos nossos colaboradores para construir melhores produtos em menos tempo. Assim, podemos transferir essas eficiências operacionais aos nossos clientes, com tarifas e preços melhores.”
Tap do pay e novos produtos puxam crescimento
Com o apoio da IA, o RecargaPay acelerou o lançamento de funcionalidades, entre elas o tap do pay, que transforma o celular em meio de recebimento por aproximação, dispensando maquininhas físicas. O recurso permite que o aplicativo receba pagamentos de cartões ou carteiras digitais apenas com o toque, ampliando a conveniência para pequenos negócios e autônomos.
“Temos lançamentos de vários produtos que estão servindo como vento de popa de crescimento para chegar nesse patamar no bem curto prazo. Um desses lançamentos é o tap do pay, em que o aplicativo recebe pagamento de cartões ou carteiras digitais por aproximação, sem uma maquininha de pagamento”, explicou o executivo.
O resultado aparece nos números. No último trimestre, a base de clientes cresceu mais de 30%, alcançando 15 milhões de pessoas. No mesmo período, o número de usuários ativos saltou mais de 50%. “Estamos próximos desse número; é uma meta de curto prazo. A companhia está crescendo muito”, disse, sem detalhar o objetivo exato, mas indicando espaço para expansão adicional sobre a base atual.
IA como aliada contra o endividamento
Do lado do consumidor, a aposta é que a inteligência artificial ajude a tornar o mercado de serviços financeiros mais transparente e comparável, estimulando escolhas mais conscientes e, no limite, reduzindo o endividamento das famílias.
“No lado do consumidor, vemos nos últimos meses grandes empresas lançando aplicativos que funcionam como assistentes de IA. Isso aumenta a oferta de informações sobre os produtos que existem em cada mercado. Com isso, as pessoas vão conseguir comparar as diferentes ofertas de produtos, serviços e tarifas. Essa visibilidade será um gatilho importante para os que ainda não são nossos clientes conhecerem nossa proposta de valor”, avaliou.
Para o executivo, a jornada de organização financeira começa pela seleção correta de produtos, e é aí que a tecnologia pode ter impacto direto. “Parte da jornada da otimização financeira dos brasileiros tem a ver com escolher os melhores produtos e serviços que atendem às suas necessidades. A RecargaPay tem um histórico de identificá-las e construir produtos para elas. A IA nos ajuda a construir melhor esses produtos e o cliente pode ter mais acesso à informação com a IA”, afirmou.
Na prática, assistentes digitais e comparadores impulsionados por IA tendem a expor melhor taxas, tarifas, juros e condições de crédito, forçando as instituições a competir em preço e qualidade de serviço. A expectativa é que isso pressione para baixo o custo de operações financeiras usadas no dia a dia, como pagamentos e recargas, e ajude a evitar contratações inadequadas de crédito, consideradas um dos motores do superendividamento.
Foco em pagamentos aumenta resiliência
O executivo também ressaltou que o modelo de negócios da empresa, mais focado em pagamentos do que em concessão de crédito, ajuda a atravessar períodos de incerteza econômica e política com menos sobressaltos. Segundo ele, mudanças recentes no cenário macroeconômico e o resultado das eleições presidenciais não alteram de forma relevante a estratégia da companhia.
Ao depender menos de receitas ligadas a empréstimos e financiamentos, a fintech se apoia em serviços transacionais, como contas digitais, recargas e pagamentos, agora reforçados por soluções como o tap do pay e outras funcionalidades baseadas em IA.
Empresa diz estar pronta para exigências de IA
Diante do avanço das discussões sobre regulação da inteligência artificial no Brasil e em outros mercados, o RecargaPay afirma ter se antecipado. “Estamos prontos para a implementação, tanto do ângulo tecnológico como regulatório. Fizemos um trabalho dentro de casa há vários meses”, disse o executivo.
Segundo ele, esse preparo inclui a adaptação de sistemas, a revisão de processos internos e a criação de diretrizes para o uso responsável da IA, em linha com possíveis exigências de órgãos reguladores. A expectativa é que, com regras mais claras, a adoção da tecnologia se acelere ainda mais, tanto entre empresas financeiras quanto entre consumidores.
Com a combinação de crescimento acelerado, lançamentos apoiados por IA e foco declarado em eficiência e transparência, a empresa tenta se posicionar na linha de frente da nova etapa de competição entre fintechs, bancos digitais e instituições tradicionais no país.
Fonte: matéria original


