TOTVS lança CORTEN e 30 agentes de IA para empresas em 2026
TOTVS lança o CORTEN, sistema operacional de gestão que integra IA, finanças, nuvem e CRM, e apresenta mais de 30 agentes de IA sobre a plataforma LYNN no Universo TOTVS 2026.

Inteligência Artificial
TOTVS apresenta inovação com sistema que une IA, finanças, nuvem e CRM para otimizar a gestão empresarial.
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A TOTVS anunciou o CORTEN, um sistema operacional de gestão que promete reorganizar toda a tecnologia das empresas ao integrar inteligência artificial, serviços financeiros, nuvem e sistemas de gestão em uma única experiência, e apresentou mais de 30 agentes especializados de IA construídos sobre a plataforma LYNN, durante o Universo TOTVS 2026, em São Paulo.
Como a TOTVS pretende transformar a IA em resultados de negócios?
Para a TOTVS, a resposta está em tirar a inteligência artificial do campo experimental e colocá-la no centro dos processos das empresas, orquestrando sistemas, dados e agentes digitais a partir do contexto real de cada negócio.
O CORTEN foi apresentado pelo CEO Dennis Herszkowicz como um “Sistema Operacional de Gestão” capaz de conectar, em um mesmo ambiente, soluções de gestão, relacionamento com clientes, serviços financeiros, infraestrutura em nuvem e inteligência artificial. Em vez de trocar o ERP, a proposta é fazer com que ele e outras aplicações passem a operar de forma coordenada, orientando pessoas e agentes digitais em fluxos de trabalho contínuos.
Herszkowicz resumiu a ambição em uma provocação ao público do Universo TOTVS 2026, que reuniu mais de 22.000 empresários, executivos e profissionais: a pergunta “Você tem um ERP?” daria lugar a “Não, eu tenho um CORTEN”. “No fundo, o que a gente quer é oferecer IA com resultado”, afirmou o executivo.
O desenho do CORTEN é centrado em contexto: os agentes de IA acessam dados e regras das aplicações conectadas para executar tarefas específicas, de acordo com as necessidades de cada organização. A TOTVS defende que, sem esse contexto — que inclui informações de sistemas de gestão, CRM, finanças e operações — a IA tende a ficar restrita a atividades genéricas e pouco escaláveis.
Para apoiar essa visão, a companhia apresentou o modelo TaaS (Task as a Service), em que agentes especializados podem ser chamados sob demanda para executar tarefas definidas, consumindo APIs das aplicações da TOTVS. A aposta é que essa arquitetura facilite a adoção de IA por diferentes áreas, sem exigir grandes projetos de integração a cada nova iniciativa.
Mais de 30 agentes de IA operando sobre o LYNN
O lançamento do CORTEN veio acompanhado da estreia de mais de 30 agentes de inteligência artificial especializados, construídos sobre o LYNN, a foundation de IA B2B da TOTVS.
Esses agentes são projetados para assumir tarefas operacionais específicas — como faturamento, conciliação e outras rotinas de backoffice — usando os dados e mecanismos de segurança da plataforma, sempre com possibilidade de supervisão humana. A ideia é que eles automatizem partes relevantes da operação, sem dispensar o controle das equipes nas decisões mais sensíveis.
A criação de novos agentes personalizados também passa pelo LYNN. A plataforma permite configurar agentes para atividades específicas e conectá-los a diferentes fontes de informação da empresa, sem que o usuário precise necessariamente saber programar. Isso abre espaço para que áreas de negócio participem mais diretamente da construção de suas automações de IA.
Gustavo Bastos, vice-presidente de Plataformas e TI da TOTVS, destacou que a arquitetura do LYNN foi desenhada para equilibrar inovação com segurança e controle. “A plataforma contempla mecanismos de proteção na entrada e na saída das informações, além de regras claras para acompanhar as consequências das ações executadas pelos agentes”, afirmou.
Segundo a TOTVS, um dos focos do LYNN é oferecer ferramentas para controlar custos de uso de IA e monitorar o impacto das ações dos agentes, reduzindo o risco de decisões automáticas gerarem efeitos indesejados na operação.
Entenda o contexto
O pano de fundo do anúncio é um estudo encomendado pela TOTVS à MIT Sloan Management Review Brasil, que ouviu 583 empresas brasileiras de diferentes setores e portes sobre o uso de inteligência artificial.
O levantamento mostra que 80% das organizações já testam ou utilizam IA de alguma forma, mas 93% ainda não incorporaram a tecnologia à estratégia do negócio. Em 40% delas, as iniciativas acontecem sem coordenação entre as áreas, o que dificulta transformar pilotos e experimentos em ganhos relevantes de produtividade e receita.
Os dados indicam também que, na maior parte das empresas, a IA ainda atua mais no nível individual do que organizacional: colaboradores usando ferramentas para redigir documentos, resumir reuniões ou apoiar tarefas pontuais, mas sem conexão estruturada com os sistemas de gestão, indicadores e metas corporativas.
No recorte tecnológico, a pesquisa aponta que, embora boa parte das empresas já veja a nuvem como realidade, poucas conseguem oferecer à IA acesso automático e amplo aos dados corporativos, e uma parcela ainda menor integra profundamente a tecnologia aos sistemas de gestão. Do lado das pessoas, pesam o receio de depender demais da IA e a falta de capacitação estruturada.
É esse cenário de alta experimentação e baixa coordenação que a TOTVS tenta endereçar com o CORTEN, ao propor uma camada única para orquestrar aplicações e agentes de IA de forma contextualizada, com governança, mecanismos de proteção de dados e supervisão humana.
Qual é o nome da inteligência artificial desenvolvida pela TOTVS?
A foundation de inteligência artificial desenvolvida pela TOTVS para o ambiente corporativo se chama LYNN.
O LYNN é a base na qual a empresa constrói seus agentes de IA B2B, incluindo os mais de 30 lançados no Universo TOTVS 2026. Ele funciona como uma plataforma de orquestração de modelos, dados e regras de negócio, oferecendo recursos para conectar a IA aos sistemas de gestão, CRM, serviços financeiros e outras aplicações corporativas.
Dentro da estratégia da TOTVS, o LYNN é também a ferramenta que permite a clientes e parceiros configurarem agentes personalizados, ajustando o comportamento da IA ao contexto e às normas de cada empresa. A plataforma incorpora mecanismos de proteção de dados, trilhas de auditoria e controles de custo, elementos considerados cruciais para que a IA possa ser usada em processos sensíveis, como finanças, vendas e operações.
Nos próximos meses, a tendência é que o ecossistema em torno do CORTEN e do LYNN seja ampliado, com novos agentes especializados, aprimoramento dos recursos de supervisão e mais materiais de capacitação para apoiar empresas que ainda estão estruturando sua governança de IA.
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