Mercados
S&P 5007.713▲ 0,28%Nasdaq26.425▼ 0,02%Dow Jones52.496▲ 1,02%Ibovespa208.296▲ 1,57%FTSE 10010.733▼ 0,29%DAX25.304▼ 0,06%Nikkei64.075▼ 1,30%DólarR$ 5,03▼ 0,19%EuroR$ 5,65– 0,00%BitcoinR$ 415.787▲ 0,83%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.713▲ 0,28%Nasdaq26.425▼ 0,02%Dow Jones52.496▲ 1,02%Ibovespa208.296▲ 1,57%FTSE 10010.733▼ 0,29%DAX25.304▼ 0,06%Nikkei64.075▼ 1,30%DólarR$ 5,03▼ 0,19%EuroR$ 5,65– 0,00%BitcoinR$ 415.787▲ 0,83%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Inteligência Artificial

USP agora discute em 29/10 se IA vai tirar empregos no Brasil

USP promove em 29 de outubro, às 18h, debate gratuito sobre como a inteligência artificial muda o trabalho e o que segue sendo essencialmente humano nas profissões.

USP agora discute em 29/10 se IA vai tirar empregos no Brasil

Inteligência Artificial

Debate gratuito na USP aborda o impacto da IA no mercado de trabalho e o futuro das profissões humanas.

Leia também: TTW Group lança IA TTW Magic e revoluciona turismo de luxo

O impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho estará em foco em um debate na USP em 29 de outubro, às 18h, no Auditório István Jancsó, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária, em São Paulo, reunindo o professor Marcelo Finger e o empreendedor Paulo Silveira para discutir o que muda nas profissões e o que permanece essencialmente humano.

A IA vai roubar os empregos? USP põe a pergunta em debate

Com o tema literal “A IA vai roubar os empregos?”, o encontro é organizado em parceria pelo Alumni USP e pelo Fundo Patrimonial da USP e terá inscrições gratuitas pela plataforma Sympla. A proposta é discutir como a automação inteligente já está substituindo tarefas repetitivas, ao mesmo tempo em que cria novas demandas em tecnologia, educação e inovação.

O debate será realizado na Rua da Biblioteca, 21, no bairro do Butantã, em São Paulo. Aberto ao público, o evento busca atrair desde estudantes e pesquisadores até profissionais preocupados com o futuro de suas carreiras diante da disseminação de sistemas de IA em empresas e serviços.

O que muda no trabalho e o que continua humano

Segundo a divulgação do encontro, o foco estará na temática “O que muda no trabalho e o que continua sendo essencialmente humano”. A discussão deve abordar a automação de rotinas administrativas, industriais e de serviços básicos, assim como o fortalecimento de áreas ligadas a programação, análise de dados e desenvolvimento de soluções inteligentes.

Ao mesmo tempo, os organizadores destacam que competências como criatividade, empatia, julgamento ético e capacidade de lidar com contextos complexos seguem no centro das atividades humanas. A requalificação constante, a educação continuada e políticas públicas que promovam inclusão digital aparecem como caminhos para mitigar o risco de desemprego estrutural em setores mais vulneráveis.

O debate também pretende jogar luz sobre a responsabilidade de empresas, universidades e governos na formulação de estratégias que aliem avanço tecnológico e proteção social, evitando que os ganhos de produtividade da IA aprofundem desigualdades já existentes.

Quem são os debatedores

Professor titular do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME) da USP, Marcelo Finger atua na fronteira acadêmica da inteligência artificial. “Marcelo Finger é pesquisador principal do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP”, coordena a área de Processamento de Linguagem Natural e desenvolve pesquisas em lógica, raciocínio lógico-probabilístico, linguística computacional e Humanidades Digitais. Ele também mantém uma coluna sobre IA na Rádio USP, em que traduz temas complexos para o público geral.

Do lado do mercado de tecnologia e educação, participa Paulo Silveira, bacharel e mestre em Ciência da Computação pela USP, cofundador da plataforma de cursos de tecnologia Alura e investidor em startups. “Paulo Silveira é Chief Vision Officer do Grupo Alun”, atuando na definição da visão de longo prazo do grupo e de suas empresas. Ele ficou conhecido pela criação de comunidades e escolas voltadas à formação de desenvolvedores, além de ser um dos apresentadores do podcast Hipsters Ponto Tech.

Com trajetórias em campos complementares, Finger e Silveira devem confrontar a visão de quem pesquisa os limites técnicos da IA com a de quem sente na prática a pressão por novas habilidades no mercado de trabalho, especialmente em tecnologia e educação.

Entenda o contexto

A discussão na USP acontece em meio à expansão acelerada de ferramentas de IA capazes de escrever textos, analisar imagens, programar e atender clientes, entre outras funções. Empresas já começam a redesenhar equipes para incorporar esses sistemas, o que alimenta o medo de substituição em massa de profissionais em tarefas padronizáveis.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por especialistas em ciência de dados, engenharia de software, segurança digital e gestão de produtos baseados em IA, além de educadores capazes de formar pessoas nessas áreas. O debate na Biblioteca Brasiliana pretende justamente ajudar o público a diferenciar o que tende a ser automatizado do que dependerá, ainda por muito tempo, de competências humanas difíceis de replicar por máquinas.

A expectativa dos organizadores é que o encontro estimule novas ações de formação tecnológica e humanística, além de parcerias entre universidade, setor privado e poder público para programas de capacitação e inovação. A inscrição gratuita pela Sympla é a porta de entrada para quem quer acompanhar de perto uma conversa que já influencia decisões de carreira, investimentos e políticas de emprego.

Fonte: matéria original