Mercados
S&P 5007.624▼ 0,52%Nasdaq25.955▼ 0,21%Dow Jones52.215▼ 1,23%Ibovespa205.083▲ 0,47%FTSE 10010.690▼ 0,32%DAX25.182▼ 0,75%Nikkei62.693▼ 0,34%DólarR$ 4,97▼ 1,71%EuroR$ 5,58▼ 1,51%BitcoinR$ 401.402▼ 2,27%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.624▼ 0,52%Nasdaq25.955▼ 0,21%Dow Jones52.215▼ 1,23%Ibovespa205.083▲ 0,47%FTSE 10010.690▼ 0,32%DAX25.182▼ 0,75%Nikkei62.693▼ 0,34%DólarR$ 4,97▼ 1,71%EuroR$ 5,58▼ 1,51%BitcoinR$ 401.402▼ 2,27%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Lançamentos de IA

Vídeo de Jensen Huang com robôs Microducks dispara pré-vendas

Demonstração de Jensen Huang com os robôs Microducks na GTC Berlin viraliza e leva a mais de 20 mil pré-vendas. Brinquedo open-source da Pollen Robotics pode virar hit de Natal.

Vídeo de Jensen Huang com robôs Microducks dispara pré-vendas

Tecnologia

Demonstração inovadora impulsiona interesse e vendas antecipadas do brinquedo open-source da Pollen Robotics.

Leia também: Hexacon revela falhas no iMessage que ameaçam dados da Apple

Um vídeo de Jensen Huang, CEO da Nvidia, brincando com uma leva de robôs Microducks durante a conferência GTC Berlin viralizou nas redes e disparou o interesse pelo brinquedo: em poucos dias, as pré-vendas já passam de 20 mil unidades, com entrega prometida para o Natal e potencial de se tornar um dos produtos mais disputados da temporada.

Robôs fofos, open-source e treinados com IA da Nvidia

Na apresentação em Berlim, Huang aparece cercado pelos pequenos robôs amarelos, que obedecem a comandos de voz para andar, sentar, deitar para uma “soneca” e até dar cambalhotas, enquanto emitem sons que lembram o droide R2-D2. O momento mais compartilhado é justamente o em que o executivo pede o salto mortal, resumido na frase de Clem Delangue, da Hugging Face, que viralizou nas redes: “Quando @jensenhuang pede uma cambalhota, você entrega”.

Os Microducks são produzidos pela Pollen Robotics, empresa de robótica adquirida pela Hugging Face em 2025. Em setembro, a própria Hugging Face passou a integrar o grupo Nvidia, o que faz dos patinhos robóticos o mais novo produto de consumo sob o guarda-chuva da gigante de chips.

Além do apelo visual, o que diferencia os Microducks é o projeto open-source. O hardware e o software são abertos à comunidade, e os robôs chegam ao consumidor já com um conjunto de truques aprendidos em simulações digitais rodadas sobre a pilha de tecnologia da Nvidia. Depois da compra, donos podem reprogramar os bichinhos, ensinar novos comandos e compartilhar essas “habilidades” com outros usuários.

Entenda o contexto

A demonstração acontece num momento em que a indústria de inteligência artificial enfrenta críticas por episódios de uso da tecnologia em ataques cibernéticos. Ao colocar no palco um robô lúdico, relativamente acessível e programável, a Nvidia tenta mostrar outro lado da mesma tecnologia — ligado à educação, à experimentação e ao entretenimento doméstico.

Na prática, os Microducks ocupam um espaço híbrido entre brinquedo tecnológico e plataforma de desenvolvimento. Para quem só quer um item fofo e inteligente para colocar na sala, os comandos básicos e as interações guiadas por voz já bastam. Para desenvolvedores, estudantes e entusiastas de robótica, o conjunto open-source funciona como um laboratório portátil para testar modelos de controle, simulações físicas e novas formas de interação homem-máquina.

Impacto no mercado de brinquedos e tecnologia

Com mais de 20 mil unidades pré-vendidas logo após a apresentação na GTC Berlin, os Microducks despontam como forte candidato a best-seller neste fim de ano, inclusive entre adultos — algo sugerido pelo próprio material promocional do produto. A expectativa de entrega até o Natal coloca pressão extra sobre a capacidade produtiva e logística da Pollen Robotics e da Hugging Face, que precisam provar que conseguem escalar um brinquedo de nicho para um público de massa.

Se a promessa de entrega for cumprida e a experiência corresponder ao que foi mostrado em palco, o efeito pode ser duplo. No curto prazo, o mercado de brinquedos tecnológicos e de robótica educativa ganha um novo protagonista, puxando também vendas de acessórios, peças de reposição e kits de personalização. No médio prazo, concorrentes tradicionais tendem a ser forçados a reagir, incorporando mais inteligência embarcada e abertura de software aos seus produtos.

Para a Nvidia, o sucesso dos Microducks fortalece a presença no mercado de consumo final, que até aqui era mais difusa e centrada em placas de vídeo para jogos e aplicações profissionais. A aposta agora é numa linha de produtos em que a IA deixa de ser algo abstrato para virar experiência tátil e cotidiana — algo que anda, responde e cai no chão para “dormir” quando o dono manda.

A comunidade open-source em torno dos robôs deve ser um termômetro importante desse movimento. Quanto mais comandos, truques e integrações forem criados e compartilhados pelos próprios usuários, maior a chance de o Microduck deixar de ser apenas o brinquedo da vez e se consolidar como uma pequena plataforma de robótica pessoal. Em um cenário de desconfiança com a inteligência artificial, o vídeo dos patinhos robóticos em Berlim funciona, para o setor, como um contraponto bem-vindo — e, para o varejo, como um sinal claro de que a próxima onda de gadgets de fim de ano terá cada vez mais código e IA por trás do sorriso de quem abre o presente.