Mercados
S&P 5007.659▼ 1,09%Nasdaq26.140▼ 2,14%Dow Jones52.002▼ 0,34%Ibovespa205.430▲ 0,54%FTSE 10010.882▲ 0,38%DAX25.623▲ 0,95%Nikkei65.324▲ 1,39%DólarR$ 5,07– 0,00%EuroR$ 5,69▼ 0,46%BitcoinR$ 415.383▲ 0,77%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.659▼ 1,09%Nasdaq26.140▼ 2,14%Dow Jones52.002▼ 0,34%Ibovespa205.430▲ 0,54%FTSE 10010.882▲ 0,38%DAX25.623▲ 0,95%Nikkei65.324▲ 1,39%DólarR$ 5,07– 0,00%EuroR$ 5,69▼ 0,46%BitcoinR$ 415.383▲ 0,77%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Economia

Dólar cai e bolsa sobe após fim da escala 6×1 ser oficializado

Dólar recua, Ibovespa avança e Congresso promulga emenda que extingue escala 6x1 e inicia redução da jornada semanal. IBC-Br volta a crescer e pesquisas mostram empate técnico entre Lula e Flávio.

Dólar cai e bolsa sobe após fim da escala 6×1 ser oficializado

Mercado

Após a oficialização do fim da escala 6×1, dólar recua e bolsa de valores apresenta alta significativa.

Leia também: PIB 2026 deve desacelerar; mercado teme impacto no emprego

O dólar caiu, a bolsa subiu e o Congresso Nacional promulgou a emenda constitucional que acaba com a escala 6×1 de trabalho nesta sexta-feira (16), em um dia marcado também por dados melhores da atividade econômica e por pesquisas eleitorais que mantêm o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico na disputa pelo segundo turno de 2026.

Mercado reage a emenda trabalhista e dado de atividade

No mercado de câmbio, o dólar recuou 0,28%, fechando a R$ 5,0728. Mesmo com a queda no dia, a moeda acumula alta de 1,77% na semana, baixa de 1,96% no mês e perda de 7,58% no ano.

Na bolsa, o Ibovespa avançou 0,54% e encerrou aos 205.430 pontos. O índice ainda fecha a semana no vermelho, com recuo de 1,74%, mas acumula alta de 10,24% em outubro e de 27,50% em 2026.

A combinação da promulgação da emenda que muda a jornada de trabalho e do alívio trazido pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ajudou a sustentar o ânimo dos investidores, em meio a um cenário político ainda incerto.

O que muda com o fim da escala 6×1

Em sessão solene, o Congresso promulgou a emenda à Constituição que altera as regras gerais da jornada de trabalho pela primeira vez desde 1988. O texto garante dois dias de descanso remunerado por semana e impede a adoção regular da escala 6×1, em que o empregado trabalha seis dias seguidos e folga apenas um.

De acordo com o novo dispositivo constitucional, “a nova regra estabelece a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas”. A mudança começa com uma fase de transição: a partir da publicação da emenda no Diário Oficial da União, passa a valer um prazo de dois meses para adaptação das empresas.

Nessa primeira etapa, o limite de trabalho será de 42 horas por semana, já com direito a dois dias de repouso remunerado. Na prática, “a garantia de dois dias de descanso por semana impede a adoção regular da escala 6×1” e alcança também trabalhadores que hoje compensam, de segunda a sexta, as horas que seriam feitas aos sábados.

Por se tratar de alteração constitucional, a medida não precisa de sanção presidencial. A promulgação pelo Legislativo basta para que os prazos passem a contar após a publicação.

A nova regra deve mexer profundamente com setores que dependem de plantões longos e escalas intensivas, como segurança privada, saúde, transporte, comércio e serviços essenciais. Sindicatos celebram o ganho em descanso e qualidade de vida, enquanto empresas já projetam necessidade de rever contratos, reforçar quadros ou reorganizar turnos para cumprir a carga menor sem elevar demais o custo com horas extras.

Entenda o contexto

A discussão sobre a jornada vinha sendo alimentada por sindicatos e centrais sindicais, que apontam aumento de adoecimentos ligados a jornadas extensas. Do outro lado, entidades empresariais alertam para o impacto sobre produtividade e custo da mão de obra, sobretudo em atividades que funcionam sete dias por semana. A fase de transição de dois meses deve ser o primeiro teste desse novo equilíbrio entre custo e proteção ao trabalhador.

IBC-Br volta a crescer e anima parte do mercado

Na agenda econômica, o Banco Central divulgou o IBC-Br, prévia do Produto Interno Bruto (PIB). “O indicador cresceu 0,3% em agosto, na primeira alta em três meses”, depois de ter recuado em julho.

No acumulado de janeiro a agosto, a atividade econômica avança 1,6%. O IBC-Br é usado como termômetro da economia e ajuda o Banco Central a avaliar o ritmo de crescimento ao decidir os próximos passos da taxa básica de juros.

O resultado de agosto foi puxado principalmente pela indústria e pelos serviços, enquanto a agropecuária caiu. Analistas veem o dado como um possível ponto de virada após três meses seguidos de fraqueza, o que, somado ao alívio no câmbio e à alta do Ibovespa, reforça a percepção de que a economia entra no último trimestre do ano com um pouco mais de fôlego.

Ao mesmo tempo, o crescimento moderado não afasta totalmente o risco de inflação à frente, o que mantém o Banco Central em posição cautelosa. A oscilação entre dados positivos e incertezas políticas ajuda a explicar a volatilidade da semana, em que dólar e bolsa alternaram altas e baixas até o pregão desta sexta.

Pesquisas mostram empate técnico entre Lula e Flávio

No campo político, duas novas pesquisas nacionais, de Datafolha e Quaest, indicam que a disputa pela Presidência segue aberta. Nos dois levantamentos, há empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No Datafolha, divulgado na quinta-feira, o senador aparece na frente numericamente, com “Flávio com 47% das intenções de voto, ante 45% de Lula”. Na pesquisa anterior, a diferença entre os dois era maior. A margem de erro é de dois pontos percentuais, “a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais”, e o nível de confiança é de 95%.

Na sondagem da Quaest, publicada na quarta-feira, Flávio tem 46% e Lula, 44%. Também nesse caso, a distância entre os candidatos está dentro da margem estatística, o que impede cravar quem lidera de fato a corrida pelo Planalto.

O quadro reforça a polarização e alimenta a cautela de investidores, que procuram entender que tipo de política econômica pode prevalecer a partir de 2027. Propostas para o mercado de trabalho, para a condução da política fiscal e para a relação com o Banco Central são alguns dos pontos observados de perto.

Entrevistas reforçam clima de campanha

Na quinta-feira, Lula participou de entrevista em rede nacional, na qual defendeu mudanças na legislação penal, pediu investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) citados em suspeitas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e falou sobre a relação comercial com os Estados Unidos. Nesta sexta, Flávio Bolsonaro é o entrevistado no mesmo programa.

As falas de ambos devem alimentar o debate nas redes sociais e entre analistas políticos ao longo do fim de semana, com potencial de influenciar a percepção do eleitor e, indiretamente, o humor do mercado financeiro já na abertura dos negócios na próxima semana.

Fonte: matéria original