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Lançamentos de IA

Smartsheet revoluciona trabalho com IA generativa focada no time

Smartsheet adota IA generativa com foco na experiência dos colaboradores, monitora uso de ferramentas, trata shadow AI como sinal de demanda e dá à TI papel central na governança.

Smartsheet revoluciona trabalho com IA generativa focada no time

Tecnologia

Smartsheet integra IA generativa para aprimorar a colaboração e a gestão de ferramentas no ambiente corporativo.

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A Smartsheet está redesenhando a forma como adota inteligência artificial generativa ao colocar a experiência dos colaboradores no centro das decisões e transformar o uso não autorizado de IA, o chamado shadow AI, em termômetro das necessidades que ainda não são atendidas pela empresa.

Como a Smartsheet está adotando a inteligência artificial com foco nas pessoas?

Na Smartsheet, a adoção de IA começa pela pergunta sobre o impacto no dia a dia de quem trabalha na empresa, e não pela lista de recursos tecnológicos disponíveis. A estratégia é liderada por Markus McKay-Fleisch, diretor de habilitação de serviços profissionais, encarregado de coordenar as iniciativas internas de IA.

“Smartsheet decidiu que precisávamos de alguém para coordenar todo esse trabalho que está acontecendo com IA e promover a adoção de forma apropriada”, afirma o executivo. Segundo ele, a empresa percebeu rapidamente que não bastava liberar novas funções de IA nas ferramentas de trabalho.

“Não se tratava apenas do uso da ferramenta; era sobre como essa ferramenta está impactando seu trabalho diário e, mais amplamente, como está impactando os objetivos da empresa”, diz McKay-Fleisch. Com isso, a área de habilitação de serviços passou a atuar quase como uma ponte entre tecnologia, liderança e equipes operacionais.

Na prática, a Smartsheet começou medindo apenas quantas pessoas usavam os recursos de IA. Com o amadurecimento do programa, o foco migrou para o que exatamente elas conseguiam entregar com essas ferramentas, como ganham tempo, reduzem tarefas repetitivas e melhoram a qualidade do trabalho.

Shadow AI vira indicador de demanda interna

Um ponto sensível na estratégia é o shadow AI, nome dado ao uso de ferramentas de IA que não foram aprovadas oficialmente pela empresa, muitas vezes acessadas diretamente na internet pelos colaboradores.

McKay-Fleisch reconhece o risco, mas vê nesse comportamento um sinal de que há lacunas na oferta oficial de tecnologia. “Há muito risco incorporado com isso, mas é importante prestar atenção porque as pessoas estão pedindo ferramentas dentro desses casos de uso de shadow AI”, afirma.

Em vez de apenas bloquear acessos, a Smartsheet tenta entender em quais tarefas esses recursos externos estão sendo utilizados e por quê. A leitura interna é que, se equipes recorrem a soluções de fora, é porque os fluxos de trabalho atuais ou as ferramentas corporativas ainda não dão conta das necessidades.

Esse monitoramento alimenta discussões com liderança, recursos humanos e TI sobre quais experiências de trabalho precisam ser redesenhadas com apoio de IA, do atendimento ao cliente à criação de relatórios e à análise de dados.

TI assume papel de guardião e habilitador

Nesse modelo, o departamento de TI ganha protagonismo como regulador e, ao mesmo tempo, facilitador da adoção de IA. É a área que controla quando e como novas funcionalidades são liberadas dentro da empresa.

“Eles detêm as chaves em nossa organização”, resume McKay-Fleisch. De acordo com ele, sempre que há demanda para habilitar um novo recurso de IA, a Smartsheet segue um processo formal de gestão de mudanças.

Esse fluxo inclui avaliação de riscos de segurança, análise de privacidade de dados, alinhamento com as prioridades do negócio e definição de quem terá acesso e com quais limites. Só depois da validação a funcionalidade é ativada para grupos de teste ou para toda a organização.

Ao centralizar o controle em TI, a empresa tenta equilibrar inovação rápida com governança: evita exposição desnecessária de dados sensíveis, mas não ignora os sinais vindos do shadow AI e das pressões do dia a dia das equipes.

Entenda o contexto

A Smartsheet é conhecida pelas plataformas de colaboração e gestão de projetos usadas por empresas de diferentes portes. Com a popularização da IA generativa no ambiente corporativo, a organização passou a ser pressionada por duas frentes: colaboradores em busca de mais automação no trabalho e gestores preocupados com segurança, produtividade e alinhamento estratégico.

Para dar conta desse cenário, a empresa optou por uma governança mais estruturada, com um responsável claro pela adoção de IA, processos formais de ativação de recursos e leitura sistemática do comportamento dos usuários. A meta não é apenas acelerar tarefas, mas entender como a tecnologia altera a cultura interna, a tomada de decisão e a distribuição de responsabilidades entre pessoas e sistemas.

Quais são as principais barreiras para a adoção de IA segundo a Smartsheet?

As principais barreiras mapeadas pela Smartsheet são o uso descontrolado de shadow AI, a dificuldade de medir benefícios reais para o trabalho e a necessidade de alinhar velocidade de inovação com segurança de dados e objetivos de negócio.

O shadow AI expõe riscos de vazamento de informações e falta de visibilidade sobre onde dados corporativos estão sendo processados. Ao mesmo tempo, escancara o apetite dos colaboradores por soluções mais inteligentes do que as oficialmente disponíveis.

Outro desafio é sair da métrica superficial de “quantas pessoas usam a IA” para medir impacto concreto: quanto tempo foi economizado, quais etapas de processos foram eliminadas, que tipo de decisão passou a ser tomada com mais qualidade.

Por fim, a Smartsheet enfrenta o equilíbrio entre inovação e governança. Cada nova função de IA precisa passar pelo crivo da TI e se encaixar em um processo formal de mudança, o que reduz riscos, mas demanda coordenação fina para não travar a experiência de quem está na linha de frente do trabalho.

Fonte: matéria original