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Economia

Ponte AMG-2560 interditada: veja como obras afetam tráfego hoje

Ponte AMG-2560 é interditada no Triângulo Mineiro, maior ponte de SP chega a 92% de duplicação e ponte do Boa Esperança é reaberta parcialmente em Cuiabá.

Ponte AMG-2560 interditada: veja como obras afetam tráfego hoje

Infraestrutura

Interdição da ponte AMG-2560 impacta o trânsito no Triângulo Mineiro; outras obras também avançam em SP e Cuiabá.

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A interdição preventiva da ponte AMG-2560 entre Delta e Conquista, no Triângulo Mineiro, a reta final da duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, no interior de São Paulo, e a reabertura parcial da ponte do Boa Esperança, em Cuiabá, colocam três estruturas estratégicas no centro da mobilidade e da logística regional nesta terça-feira (20).

Ponte AMG-2560 é fechada para todos os veículos

No Triângulo Mineiro, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais mantém totalmente interditada a ponte AMG-2560, que liga Delta a Conquista. O bloqueio para todos os tipos de veículos vale desde o dia anterior, em caráter preventivo, para garantir a segurança de motoristas e moradores que usam a travessia.

A estrutura é rota importante para o escoamento de cargas e deslocamentos locais. Com o fechamento, caminhoneiros e condutores de veículos leves precisam buscar rotas alternativas, o que aumenta tempo de viagem e custos de transporte na região.

O DER não detalha publicamente problemas estruturais pontuais, mas reforça que a medida é preventiva para evitar riscos de acidentes até a conclusão das avaliações e, se necessário, de obras de reforço. Ainda não há prazo divulgado para liberação do tráfego.

Duplicação da maior ponte de SP chega a 92%

Em São Paulo, a ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, sobre o Rio Tietê, que liga Novo Horizonte a Pongaí pela rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), avança para a fase final da duplicação. A obra já atingiu 92% de execução, segundo a Entrevias Concessionária de Rodovias, e deve ser concluída ainda neste segundo semestre.

Com 2,4 quilômetros de extensão, a estrutura é a maior ponte dentro do estado. A nova travessia está sendo construída paralelamente à ponte original, entre os quilômetros 229 e 232 da SP-333, no sentido leste da rodovia, e terá duas faixas de rolamento adicionais. O investimento soma R$ 387,3 milhões.

O projeto usa 208 vigas pré-moldadas de 74 toneladas cada, com 41 metros de comprimento, e estabelece um vão de 125 metros entre a ponte nova e a antiga. A obra é considerada chave para dar vazão ao intenso fluxo de veículos e cargas que cruzam o Tietê na região.

Entenda o contexto

De acordo com o governo paulista, mais de 1,3 milhão de veículos cruzam anualmente a ponte original, que se conecta à Hidrovia Tietê–Paraná e sustenta parte relevante da logística de grãos e produtos agrícolas do estado.

Apenas neste ano, a travessia foi usada para o transporte de 959 mil toneladas de soja e 403 mil toneladas de cana-de-açúcar, além da passagem de 81,5 mil passageiros. A duplicação promete reduzir gargalos, diminuir o risco de acidentes e aumentar a previsibilidade de prazos no transporte rodoviário.

A ponte inaugurada na década de 1970 não será desativada. Ela passará por um processo de revitalização e adaptação para atender pedestres e ciclistas, abrindo espaço para uma travessia não motorizada em um eixo hoje dominado por caminhões e ônibus.

Obra inclui ações ambientais no Rio Tietê

Como parte da nova ponte está dentro do leito do Rio Tietê, a obra exige operações com balsas e embarcações e incorpora medidas específicas para reduzir impactos ambientais. Das 124 estacas que sustentam as novas faixas, 112 ficam dentro do rio.

Os sedimentos retirados na execução das estacas são separados e decantados para análise, com destinação adequada, afastada do rio, a fim de evitar contaminação da água e do solo. Nas margens, equipes de biólogos e veterinários cercam trechos e resgatam peixes antes de cada intervenção, numa tentativa de preservar a fauna aquática durante o avanço da construção.

Ponte do Boa Esperança é reaberta antes do fim da obra

Em Cuiabá, a ponte do Boa Esperança, sobre o Córrego Fundo, na região do Coxipó, voltou a receber veículos na tarde de sexta-feira anterior, restabelecendo a ligação entre o bairro Boa Esperança e a Estrada do Moinho. A liberação foi antecipada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMINFRA) diante da importância da via para o trânsito local.

A travessia está aberta para veículos leves e pesados, incluindo caminhões e carretas, após a conclusão do aterro e da base dos acessos. “A ponte já está funcionando desde sexta-feira à tarde”, afirmou o engenheiro fiscal Marcos Farias, da SMINFRA, ao atualizar a situação da obra nesta segunda-feira (19).

A reconstrução começou depois que parte da ponte cedeu. Laudo técnico apontou que a fundação anterior era superficial e foi comprometida pela ação contínua da água, que escavou o terreno sob a estrutura. O trecho danificado foi demolido, enquanto a parte não atingida foi mantida.

Na área reconstruída, foram cravadas estacas metálicas a 12 metros de profundidade, interligadas por uma base de concreto responsável por sustentar as vigas e a laje da ponte. A solução substitui a fundação rasa original e busca reduzir o risco de novos problemas semelhantes em períodos de chuva intensa.

Obra segue com restrições e depende do tempo

Embora liberada ao tráfego, a obra ainda não está concluída. A SMINFRA aguarda um período de tempo firme para executar a imprimação, etapa que prepara a base para receber o asfalto, e, em seguida, aplicar a camada asfáltica definitiva. Também estão previstos a instalação de guarda-corpos e a construção de meio-fios, sarjetas e calçadas.

A expectativa inicial da prefeitura é concluir o pacote de intervenções até o fim de outubro, prazo que depende das condições climáticas. Enquanto isso, motoristas devem respeitar a sinalização e os cones instalados sobre a ponte e nas laterais, onde equipes seguem trabalhando em áreas delimitadas fora da pista.

Infraestrutura em obras e impacto na economia

As três frentes de intervenção mostram uma mesma diretriz de gestores estaduais, concessionárias e prefeituras: priorizar segurança estrutural, fluxo de cargas e preservação ambiental em eixos rodoviários vitais.

No Triângulo Mineiro, a interdição da AMG-2560 impõe transtornos imediatos a usuários e transportadoras, com desvios mais longos e custos maiores, mas é tratada como etapa necessária para prevenir acidentes em uma ponte sob suspeita de problemas estruturais.

Em São Paulo, a duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona deve aliviar um dos principais gargalos da logística agrícola do interior, beneficiando cadeias de soja e cana e o transporte de passageiros, ao mesmo tempo em que cria um corredor exclusivo para ciclistas e pedestres na estrutura antiga.

Já em Cuiabá, a reabertura antecipada da ponte do Boa Esperança devolve uma ligação essencial para o dia a dia de moradores e do comércio da região do Coxipó, mesmo com a recomendação de cautela até o encerramento dos trabalhos. Em comum, as obras reforçam a necessidade de monitoramento constante e manutenção das estruturas para garantir a durabilidade dos investimentos e evitar novas interdições emergenciais.

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