Datafolha hoje: empate técnico entre Lula e Flávio no 2º turno
Levantamentos Datafolha, Quaest, Meio/Ideia e Ipespe mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, mas dentro da margem de erro, na véspera do 2º turno presidencial.

Pesquisa Eleitoral
Levantamentos indicam empate técnico entre os candidatos na véspera do segundo turno presidencial.
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As últimas pesquisas eleitorais para o segundo turno da eleição presidencial de 2026 mostram empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em todo o país. O senador lidera numericamente nos quatro principais levantamentos divulgados nos últimos dias, mas sempre dentro da margem de erro, enquanto sua rejeição supera a de Lula pela primeira vez nesta etapa da disputa.
Datafolha hoje: o que mostra a pesquisa final antes da votação
Na pesquisa Datafolha divulgada na noite deste sábado (24), Flávio Bolsonaro aparece com 51% dos votos válidos, e Lula tem 49%. O instituto ouviu 4.050 eleitores entre quinta (23) e sábado (24), em entrevistas presenciais, com margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09540/2026.
Nos votos válidos, o próprio instituto resume que “o senador do PL lidera numericamente a corrida presidencial, com 51% das intenções de votos válidos, enquanto o petista tem 49%. O cenário é de empate técnico dentro da margem de erro”. Em relação ao levantamento anterior, Flávio oscila um ponto para cima e Lula um ponto para baixo, variações que não caracterizam mudança estatística clara.
Quando o Datafolha perguntou espontaneamente, sem apresentar os nomes dos candidatos, a vantagem de Flávio também ficou em dois pontos, mantendo os dois dentro do limite da margem de erro e reforçando o quadro de disputa aberta a poucas horas da votação deste domingo (25).
Quaest: diferença de um ponto nas intenções de voto
A pesquisa Quaest, realizada entre os dias 17 e 20 de outubro com 2.154 entrevistados, também registra um cenário de empate técnico. Segundo o instituto, “Flávio tem 45%, e Lula, 44%”. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Brancos e nulos somam 9%, e 2% dos eleitores se declaram indecisos. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-08535/2026, indica ligeira oscilação negativa do senador em relação à rodada anterior, enquanto Lula mantém o mesmo patamar, o que contribui para reduzir a distância entre os dois na reta final.
Meio/Ideia: Flávio na frente, mas dentro da margem
No telefone, o instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores entre 15 e 19 de outubro. Na pesquisa estimulada com todos os nomes, “Flávio aparece com 48% dos votos totais, contra 46% de Lula”. Considerando apenas os votos válidos, o senador sobe a 51,1%, e o petista fica em 48,9%.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, o que mantém o resultado em empate técnico. O estudo mostra ainda que 58,1% dos eleitores que votaram em candidatos derrotados no primeiro turno agora tendem a apoiar Flávio, enquanto 31,8% declaram voto em Lula. Nesse grupo, 8,8% afirmam que pretendem anular ou votar em branco, o que ajuda a explicar a dispersão do apoio e a instabilidade nas intenções de voto.
Ipespe: rejeição de Flávio supera a de Lula pela primeira vez
O levantamento telefônico Ipespe/Abrapel, que ouviu 1.500 pessoas entre 20 e 22 de outubro, registra a disputa ainda mais apertada nos votos válidos. A pesquisa mostra “Flávio com 50,5% dos votos válidos e Lula com 49,5%”, diferença de apenas um ponto percentual, abaixo da margem de erro de 2,6 pontos.
Nos votos totais, o senador marca 48%, e o petista, 47%. Pela primeira vez neste segundo turno, o instituto aponta que “Flávio também passou a ter rejeição numericamente superior à de Lula pela primeira vez”: 48% dos entrevistados dizem que não votariam no senador de jeito nenhum, ante 47% que rejeitam o ex-presidente.
Os dados mostram que, ao mesmo tempo em que Flávio mantém leve vantagem numérica, cresce a resistência a seu nome em parte do eleitorado, o que pode pesar entre indecisos e entre quem migrou de candidatos derrotados no primeiro turno.
Entenda o contexto
Com o segundo turno marcado para este domingo (25), as campanhas tratam as pesquisas como guia para a reta final. A convergência de Datafolha, Quaest, Meio/Ideia e Ipespe em torno do empate técnico indica uma eleição imprevisível, em que a diferença entre os candidatos pode ficar dentro da margem de erro até a apuração.
A combinação de ligeira dianteira de Flávio Bolsonaro nos números e aumento de sua rejeição abre espaço para estratégias opostas nas campanhas. Aliados do senador tendem a focar na mobilização da base e na tentativa de reduzir a taxa de rejeição. Já a campanha de Lula deve explorar justamente essa rejeição crescente do adversário para atrair eleitores que ainda não definiram o voto ou que buscam evitar a vitória do candidato do PL.
O quadro de incerteza mantém em alerta atores políticos e econômicos, que veem na eleição de domingo um divisor para os rumos da política econômica, da regulação e do ambiente de negócios. Com quatro institutos de grande alcance apontando cenários praticamente idênticos, o resultado tende a depender do engajamento final dos eleitores e da capacidade de cada campanha de transformar intenção em voto efetivo nas urnas.

