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Inteligência Artificial

Samsung tem 4º lucro recorde seguido, mas fica abaixo da meta

Samsung registra lucro líquido recorde de 75,136 trilhões de wons no trimestre encerrado em setembro, sustentado por chips de IA, mas abaixo da projeção de 86,13 trilhões.

Samsung tem 4º lucro recorde seguido, mas fica abaixo da meta

Inteligência Artificial

Apesar do lucro recorde impulsionado por chips de IA, a Samsung não alcançou a meta prevista para o trimestre.

Leia também: Empresas brasileiras usam IA autônoma e aumentam lucro em meses

A Samsung Electronics fechou o trimestre encerrado em setembro com lucro líquido recorde de 75,136 trilhões de wons, o quarto seguido nessa condição, mas abaixo das projeções de analistas, que esperavam 86,13 trilhões de wons com base em consenso compilado pela FactSet.

Chips de IA puxam resultado e viram eixo do negócio

O grande motor do balanço foi a divisão de semicondutores, impulsionada pela demanda por chips de memória voltados à inteligência artificial. Segundo a empresa, “a demanda por chips de memória voltados à IA continuou a impulsionar o negócio de semicondores da Samsung”.

A expansão de data centers e da infraestrutura de inteligência artificial em grandes grupos de tecnologia manteve os pedidos aquecidos e ajudou a segurar margens. De acordo com o balanço, “a expansão da infraestrutura de inteligência artificial sustentou o desempenho dessa divisão, que permaneceu como o principal destaque positivo do trimestre”.

O movimento consolida uma mudança de peso dentro da companhia: a área de componentes, historicamente cíclica, passa a responder cada vez mais pelo crescimento, em um cenário de corrida global por capacidade para treinar e operar sistemas de IA.

Dispositivos de consumo ficam para trás

No outro lado do balanço, as operações de consumo voltadas ao público final perderam tração. “As divisões de smartphones e eletrodomésticos registraram leve resultado negativo, compensando parcialmente os ganhos obtidos com chips”, admite a companhia.

A pressão competitiva em celulares e a desaceleração na renovação de equipamentos para casa apertaram as margens, reduzindo o impacto positivo dos semicondutores sobre o lucro consolidado. O desempenho misto ajuda a explicar por que, mesmo com um novo recorde, o número final ficou aquém do esperado pelo mercado.

Entenda o contexto

O balanço evidencia uma virada no modelo de negócios da Samsung. Enquanto os semicondutores ligados à inteligência artificial sustentam os resultados financeiros e concentram investimentos, as áreas tradicionais de consumo, como smartphones e eletrodomésticos, enfrentam maior dificuldade para defender participação e rentabilidade.

Analistas veem espaço para a empresa reforçar o foco em pesquisa e desenvolvimento para ampliar capacidade e eficiência na produção de chips avançados, ao mesmo tempo em que deve revisar estratégias comerciais, portfólio de produtos e custos nas divisões de consumo.

No curto e médio prazos, o mercado deve acompanhar se a companhia consegue capturar ainda mais o ciclo de alta em IA — com novos contratos, parcerias tecnológicas e expansão fabril — e, em paralelo, reequilibrar o desempenho dos negócios voltados ao consumidor final, que hoje funcionam mais como freio do que como motor do lucro.