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Política

Hugh Jackman e McKellen lamentam morte de Patrick Stewart aos 86

Patrick Stewart morre aos 86 anos em Los Angeles, após complicações de Alzheimer e demência com corpos de Lewy. Hugh Jackman, Ian McKellen e William Shatner fazem homenagens emocionadas.

Hugh Jackman e McKellen lamentam morte de Patrick Stewart aos 86

Entretenimento

Celebridades prestam tributo ao icônico ator Patrick Stewart, que faleceu aos 86 anos devido a complicações de saúde.

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Patrick Stewart, ator britânico célebre por viver o Professor Xavier em “X-Men” e o capitão Jean-Luc Picard em “Star Trek: A Nova Geração”, morreu aos 86 anos na quarta-feira (28), em casa, em Los Angeles, após complicações da doença de Alzheimer e da demência com corpos de Lewy. A morte foi confirmada por sua amiga e porta-voz Kelly Bush Novak, que informou que o artista estava cercado por familiares e amigos nos últimos momentos.

Stewart deixa a esposa, a cantora Sunny Ozell, os filhos Daniel e Sophie e uma legião de fãs. A notícia provocou uma onda imediata de homenagens nas redes sociais, com colegas descrevendo o ator como um dos maiores nomes dos palcos e das telas e um amigo leal fora de cena.

Como Hugh Jackman homenageou Patrick Stewart?

Hugh Jackman publicou nesta quinta-feira (29) uma mensagem emocionada, chamando Patrick Stewart de mestre e amigo. “Perdemos hoje um dos grandes nomes dos palcos e das telas. E, para mim, um amigo extraordinário e um grande ser humano. Aprendi muito com ele. Vou sentir sua falta por todos os dias da minha vida, Patrick Stewart”, escreveu o ator, que contracenou com ele na franquia “X-Men”.

Os dois dividiram a cena por anos como Wolverine e Professor Xavier, e Jackman sempre creditou a Stewart parte de sua formação como ator em Hollywood. A despedida reforça essa relação de aprendizado e afeto, destacando a influência de Stewart sobre gerações mais jovens de artistas.

O que Ian McKellen disse na homenagem a Patrick Stewart?

Ian McKellen, amigo de décadas de Patrick Stewart desde os tempos de Royal Shakespeare Company, escolheu falar sobre as raízes do colega e o caráter que via nele. “Acima de tudo, Patrick era definido pelo fato de ter nascido e crescido em Yorkshire — aquele condado orgulhoso no norte da Inglaterra que ele amou até o fim. Isso transparecia em seu sotaque e na honestidade franca com que ele expressava o que pensava e sentia”, escreveu o ator.

McKellen lembrou o jeito direto do amigo: “O povo de Yorkshire não tolera meias-verdades nem evita questões importantes. Ele era uma pessoa transparente, que não escondia seus sentimentos; isso fazia dele alguém em quem se podia confiar, alguém para admirar e, no meu caso, para amar.”

O ator também contou que chegou a aconselhar Stewart a não aceitar o papel de Jean-Luc Picard em “Star Trek: A Nova Geração”, por temer que ele “se perdesse em Hollywood por tantos anos” longe dos palcos britânicos. Anos depois, McKellen reconheceu que a decisão de Stewart de seguir para a ficção científica mudou não só sua carreira, mas a cultura pop, abrindo caminho para sucessos como “X-Men” e grandes produções teatrais que ele comandou já consagrado mundialmente.

Qual a importância da homenagem feita por William Shatner a Patrick Stewart?

William Shatner, o eterno capitão Kirk da série original de “Star Trek”, destacou o simbolismo de Jean-Luc Picard e do intérprete. “O capitão Picard representava o melhor de nós, assim como o homem que o interpretou”, escreveu em uma rede social ao lamentar a morte do colega.

Shatner, hoje com 95 anos, disse que via Stewart como amigo, colega e um artista “magnífico”, e que guardava “afeto e admiração” pelo trabalho do britânico. A homenagem carrega um peso especial para fãs de ficção científica: ela une, na despedida, dois dos capitães mais icônicos do universo de “Star Trek”, num reconhecimento público da passagem de bastão entre gerações da franquia.

Entenda o contexto

Patrick Stewart construiu uma carreira sólida no teatro, na televisão e no cinema. Foi três vezes vencedor do Prêmio Olivier, principal honraria do teatro britânico, recebeu múltiplas indicações a Emmy, Globo de Ouro e SAG Awards e foi reconhecido pela monarquia britânica: foi nomeado Oficial da Ordem do Império Britânico e, mais tarde, recebeu o título de cavaleiro por seus serviços ao teatro.

Ao longo das décadas, Stewart se tornou referência de versatilidade, transitando de Shakespeare para a ficção científica e os filmes de super-herói sem perder o prestígio entre críticos e público. Sua morte representa uma perda central para as indústrias de cinema, TV e teatro, mas também para a cultura pop, que encontrou nele um rosto marcante para personagens complexos e moralmente guiados, como Xavier e Picard.

Além do luto, a confirmação de que Stewart enfrentava Alzheimer e demência com corpos de Lewy deve ampliar o debate sobre essas doenças degenerativas, incentivando campanhas de conscientização e apoio a pesquisas. Entidades de saúde e instituições culturais já se mobilizam para discutir ações em memória do ator e de outros artistas afetados por quadros semelhantes.

Última aparição no cinema ganha peso de despedida

O legado de Patrick Stewart ainda terá um capítulo inédito nas telas: ele aparece em “Vingadores: Doutor Destino”, previsto para estrear nos cinemas em 17 de dezembro de 2026, novamente como Professor Xavier. A produção, que já era aguardada pelos fãs de filmes de super-herói, ganha agora um peso emocional extra e deve funcionar, na prática, como uma homenagem póstuma ao ator.

Nos próximos dias, são esperados novos tributos de fãs, colegas e instituições culturais. Eventos especiais, maratonas de “Star Trek” e “X-Men” e sessões dedicadas em teatros e festivais devem reforçar a memória de um artista que ajudou a definir a ficção científica contemporânea e que, para amigos próximos como Hugh Jackman, Ian McKellen e William Shatner, era antes de tudo um homem leal, generoso e apaixonado pelo ofício.