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Inteligência Artificial

Forum IEL de Gestão 2026: como liderar com IA muda a indústria

Evento em Vitória debateu como a inteligência artificial muda a gestão e a competitividade das empresas, com foco na preparação de líderes, equipes e programas do IEL.

Forum IEL de Gestão 2026: como liderar com IA muda a indústria

Inteligência Artificial

Evento em Vitória discutiu o impacto da IA na liderança e competitividade empresarial para o futuro da gestão.

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A inteligência artificial entrou de vez na pauta da gestão empresarial no Fórum IEL de Gestão 2026, que reuniu em Vitória (ES) líderes da indústria, especialistas e executivos para discutir como a tecnologia já redefine inovação, competitividade e o papel das pessoas nas organizações.

Forum IEL de Gestão coloca pessoas no centro da era da IA

Realizado nos dias 28 e 29 de outubro, no Centro de Convenções de Vitória, o Forum IEL de Gestão teve como tema “Liderar na Era da IA” e reforçou a mensagem de que a adoção de algoritmos e automação só faz sentido quando vem acompanhada de desenvolvimento humano. Promovido pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), por meio do IEL-ES, o encontro chegou à maior edição, com mais de 30 palestras simultâneas, painéis e masterclasses.

Na abertura, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Nacional destacou dois de seus principais instrumentos para apoiar empresas nessa transição: o Inova Talentos, que conecta profissionais qualificados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, e a Academia de Líderes, voltada à formação de gestores preparados para ambientes de alta tecnologia.

Superintendente nacional do IEL, Sarah Saldanha defendeu que a transformação digital exige, antes de tudo, atenção às pessoas. “Nós, líderes, precisamos olhar com empatia para nossas equipes e compreender que as pessoas vão precisar de apoio diante de tantas transformações. Ninguém da minha geração imaginou viver um momento como este. O IEL está à disposição para apoiar as empresas nessa trajetória, mas precisamos lembrar que nenhuma inteligência artificial é capaz de substituir o coração humano”, afirmou. Para ela, a adoção da IA passa obrigatoriamente pela valorização dos times: “Antes de tudo, estamos falando de gente que convive com gente”.

Entenda o contexto

O Fórum IEL de Gestão 2026 foi estruturado para responder a uma preocupação que hoje atravessa a indústria, o setor de serviços e a tecnologia: como usar IA para aumentar produtividade, reduzir custos e apoiar decisões estratégicas sem deixar trabalhadores e lideranças para trás. A avaliação predominante entre os participantes é que a competitividade das empresas brasileiras dependerá cada vez mais da capacidade de combinar automação e análise de dados com competências humanas como empatia, colaboração, criatividade e pensamento crítico.

Na prática, isso significa investir em capacitação, rever modelos de gestão e redesenhar processos. Organizações que conseguirem promover essa virada cultural tendem a ganhar eficiência e espaço de mercado; quem atrasar a preparação de líderes e equipes corre o risco de perder relevância em um cenário pressionado por novas tecnologias.

Especialistas discutem criatividade, governança e produtividade

Um dos destaques internacionais foi Tom Kelley, sócio e líder global da consultoria de design IDEO. Em palestra sobre liderança na era da IA, ele defendeu que a tecnologia deve liberar tempo e energia para que pessoas se concentrem em tarefas criativas e colaborativas, e que empresas inovadoras são as que testam rápido, aprendem com erros e estimulam a experimentação.

No segundo dia, o foco se voltou à indústria. Em apresentação sobre como a IA está transformando a manufatura, o executivo da Gartner Ivar Berntz apontou o potencial da tecnologia para aumentar produtividade em linhas de produção, antecipar falhas e dar mais precisão às decisões de investimento. Ele também chamou atenção para a importância da governança de dados e da definição clara de responsabilidades quando algoritmos passam a influenciar escolhas de negócio.

Representantes de empresas como Microsoft, iFood, WEG, BASF e Deloitte detalharam casos práticos de uso de IA em automação, atendimento, análise de riscos e desenvolvimento de produtos, sempre com o alerta de que ganhos tecnológicos exigem planejamento, ética e capacitação contínua das equipes.

Inova Talentos e Academia de Líderes ganham vitrine

Nos estandes do IEL Nacional, o programa Inova Talentos apresentou oportunidades para empresários interessados em acelerar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com apoio de bolsistas especializados. Já a Academia de Líderes atraiu gestores em busca de formação para conduzir times em contextos de alta complexidade tecnológica, com ênfase em habilidades comportamentais e visão estratégica.

Essas iniciativas foram apresentadas como respostas concretas à necessidade de preparar um novo perfil de liderança, capaz de dialogar com especialistas em dados e automação sem abrir mão da escuta ativa, da gestão de conflitos e da construção de confiança com as equipes.

Liderança feminina e diversidade na transformação digital

A presença feminina na linha de frente da inovação também ganhou espaço na programação. No painel “Elas Movem o Futuro: Liderança, Inovação e Transformação nos Negócios”, a presidente não executiva da L’Oréal Brasil, An Verhulst-Santos, e a gerente executiva de Tecnologia e Inovação do SENAI-ES, Juliana Gavini, discutiram, sob mediação de Gabriela Garcia, como diversidade de gênero e trajetórias plurais enriquecem decisões em processos de transformação digital.

As executivas defenderam que a mudança trazida pela IA não é apenas tecnológica, mas cultural, e passa por ampliar a participação de mulheres em cargos estratégicos, criar ambientes seguros para inovação e garantir que algoritmos não repliquem vieses presentes na sociedade.

ESG, negócios e próximos passos

O Forum IEL de Gestão também marcou o lançamento da 30ª edição do Anuário IEL 200 Maiores e Melhores Empresas do Espírito Santo e a entrega do Prêmio FINDES ESG, conectando a pauta tecnológica ao compromisso com boas práticas ambientais, sociais e de governança. A leitura dos organizadores é que a IA, usada com responsabilidade, pode ajudar empresas a monitorar indicadores socioambientais, aumentar transparência e gerar novos modelos de negócios sustentáveis.

Com o encerramento do encontro, IEL e FINDES saem posicionados como articuladores de uma rede que tende a crescer: empresas em busca de competitividade, profissionais interessados em se qualificar para a era da IA e especialistas nacionais e internacionais dispostos a colaborar. A expectativa é de ampliação dos programas de capacitação, novos projetos em inovação e mais rodadas de debates sobre governança de IA, liderança feminina e preparação de equipes, em Vitória e em outros polos industriais do país.