Dólar cai a R$ 5,00 com crise da dívida francesa no radar
Dólar comercial fecha a R$ 5,00, em queda de 0,75%, em meio à crise da dívida pública da França, que derruba o euro e mexe com o câmbio e o bolso de quem viaja ao exterior.

Câmbio
Queda do dólar impacta o câmbio em meio à instabilidade da dívida pública francesa, afetando viagens internacionais.
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O dólar comercial encerra a semana cotado a R$ 5,00 na venda, em queda de 0,75% em relação ao dia anterior, movimento que reflete a turbulência provocada pela crise da dívida pública da França e seus efeitos sobre o euro e o mercado cambial global.
Qual é a cotação do dólar hoje?
O dólar comercial está em R$ 5,00 na venda, com variação negativa de 0,75% em comparação com o fechamento anterior, conforme dados do mercado às 16h29 da última sexta-feira.
A moeda americana passou os últimos dias reagindo ao aumento do risco soberano francês. A forte venda de títulos do governo da França levou o prêmio de risco da dívida a níveis que não eram vistos desde a crise da zona do euro em 2011, elevando a preocupação de investidores com a sustentabilidade fiscal do país.
Nesse ambiente, o euro se desvalorizou frente ao dólar e ao iene e caminhou para uma perda na semana, enquanto o dólar manteve força relativa no cenário internacional. No Brasil, porém, a divisa recuou frente ao real, ajudada pelo fluxo de investidores e pelo ambiente de maior busca por ativos de países emergentes em parte dos pregões.
Para empresas que exportam e importam, a marca de R$ 5,00 no câmbio segue sendo um nível relevante para a formação de preços de contratos e para a proteção com operações de hedge. Governos e grandes companhias utilizam o dólar comercial nas negociações de bens e serviços com o exterior.
Como está a cotação do dólar para turismo hoje?
O dólar turismo acompanha a tendência do dólar comercial e também recua, embora com uma cotação mais alta por incluir impostos e margens das instituições financeiras.
É o dólar turismo que vale para quem compra moeda em espécie, cartão pré-pago ou faz gastos com cartão de crédito em viagens ao exterior. Essa taxa é diretamente sentida no bolso do viajante. Como resume um especialista do setor de câmbio, “a cotação do dólar é uma informação muito relevante para pessoas que estão planejando uma viagem, porque ela influencia o preço de transporte, estadia, lazer e compras no país de destino”.
Mesmo com a queda recente, o patamar ainda é considerado elevado para orçamentos apertados. Agências de viagens relatam que muitos clientes têm adiado compras de pacotes internacionais ou trocado destinos em dólar por países onde o gasto em moeda local tende a ser menor.
Uma alternativa para reduzir custos é comparar com atenção as diferentes formas de levar dinheiro: espécie, cartão e transferências. Profissionais do mercado destacam que “realizar uma transferência internacional é muito mais barato do que comprar dólar em casas de câmbio”, sobretudo para quem precisa pagar cursos, aluguel, serviços ou enviar recursos a familiares no exterior.
Como o euro está se comportando em relação ao dólar esta semana?
O euro caminha para fechar a semana em queda frente ao dólar e ao iene, pressionado pelo aumento do risco da dívida francesa e pela aversão a ativos europeus.
O estresse com os títulos da França alimenta a percepção de fragilidade fiscal em uma das maiores economias da zona do euro. Com isso, investidores reduzem exposição ao euro e buscam moedas vistas como mais seguras, como o próprio dólar e o iene, o que ajuda a explicar a desvalorização da moeda europeia nos últimos dias.
Essa mudança de humor no câmbio internacional pesa nas decisões de alocação de grandes fundos e bancos e, por tabela, chega ao Brasil, influenciando tanto o valor do dólar em reais quanto a competitividade dos produtos brasileiros na Europa.
Entenda o contexto
A crise na dívida francesa reacende lembranças da tensão vivida na zona do euro em 2011, quando prêmios de risco dispararam em vários países do bloco. Agora, a escalada do juro exigido pelos investidores para financiar o governo da França volta a colocar em xeque a confiança no ajuste fiscal europeu.
Dados de mercado compilados por provedores internacionais como ICE Data Services e FactSet mostram a deterioração rápida dos títulos franceses e o impacto imediato nas moedas. Em meio a esse quadro, o dólar oscila, mas segue como referência global de reserva e proteção, o que mantém seu papel central na precificação de ativos e no dia a dia de empresas e viajantes brasileiros.


