Mercados
S&P 5007.723▲ 0,60%Nasdaq26.478▲ 1,18%Dow Jones52.378▲ 0,03%Ibovespa175.710▼ 0,51%FTSE 10010.687▼ 0,75%DAX25.591▲ 0,71%Nikkei64.119▲ 1,34%DólarR$ 5,35▼ 0,03%EuroR$ 5,96– 0,00%BitcoinR$ 431.856▼ 0,14%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.723▲ 0,60%Nasdaq26.478▲ 1,18%Dow Jones52.378▲ 0,03%Ibovespa175.710▼ 0,51%FTSE 10010.687▼ 0,75%DAX25.591▲ 0,71%Nikkei64.119▲ 1,34%DólarR$ 5,35▼ 0,03%EuroR$ 5,96– 0,00%BitcoinR$ 431.856▼ 0,14%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Lançamentos de IA

Oracle integra chips de IA do Google e amplia nuvem com OpenAI

Oracle vai ofertar TPUs do Google em sua nuvem pública, integrar chips da Cerebras e Jalapeño da OpenAI e lançar serviços corporativos baseados em ChatGPT e modelos da OpenAI.

Oracle integra chips de IA do Google e amplia nuvem com OpenAI

Tecnologia

Oracle expande sua nuvem com chips avançados e serviços baseados em IA para empresas.

Leia também: Bank of America alerta: nunca informe senha a assistentes de IA

A Oracle anunciou nesta terça-feira (27) que vai passar a oferecer os chips de inteligência artificial TPU do Google em sua nuvem pública e em seus data centers, num acordo inédito entre dois grandes provedores globais de infraestrutura em nuvem. A empresa também revelou integrações profundas com a OpenAI e a adoção de aceleradores wafer-scale da Cerebras, ampliando o cardápio de hardware e serviços de IA para clientes corporativos.

TPUs do Google chegam à nuvem da Oracle

Pela primeira vez, os chips de IA do Google serão usados por outro grande provedor de nuvem. Na infraestrutura da Oracle, os TPUs vão trocar dados entre si usando as tecnologias ICI, baseada em cabos de cobre, e OCS, que emprega links ópticos com espelhos mecânicos para reduzir o consumo de energia ao evitar conversões desnecessárias entre sinais de luz e eletricidade.

Esses clusters de TPUs serão conectados ao restante do data center pela rede Acceleron, tecnologia própria da Oracle que usa um SmartNIC customizado para tarefas de rede e segurança. Segundo os executivos Karan Batta, vice-presidente sênior da Oracle, e Gurmeet Goindi, diretor sênior do Google Cloud, “Acceleron’s SmartNIC with hardware-level tenant isolation, High Performance Fabric, and Zero Trust Packet Routing moves data between Oracle databases, storage, and TPU clusters with high throughput and low latency”.

A implantação dos TPUs começa no próximo ano, com expansão gradual da capacidade ao longo do tempo. A promessa é oferecer mais opções de aceleradores de alto desempenho para treinar e rodar modelos de IA de larga escala, com ganhos de eficiência energética e de latência para clientes que dependem de processamento intenso, como os setores financeiro, de varejo, manufatura e serviços.

Entenda o contexto

Ao levar a tecnologia de chips de IA do Google para sua própria nuvem, a Oracle rompe uma barreira no mercado, em que cada hyperscaler costuma operar com hardware proprietário ou exclusivo. A aliança se soma a parcerias já firmadas com a OpenAI e a Cerebras e reforça a estratégia da Oracle de se posicionar como plataforma de nuvem orientada a cargas de trabalho de inteligência artificial, de olho na corrida por clientes corporativos que querem treinar modelos próprios ou consumir IA como serviço.

Cerebras e Jalapeño da OpenAI reforçam o portfólio

Além dos TPUs, a Oracle planeja integrar os aceleradores wafer-scale da Cerebras, chips do tamanho de um wafer de silício que reúnem trilhões de transistores em uma única peça de hardware voltada para treinamento de modelos gigantes.

No mesmo movimento, a empresa vai adicionar o processador Jalapeño de inferência da OpenAI. Segundo a desenvolvedora do ChatGPT, o chip é capaz de rodar determinados modelos open source até 1,5 vez mais rápido do que silícios concorrentes, o que pode reduzir custos e tempo de resposta em aplicações de IA generativa e analítica.

Com essa combinação de TPUs, aceleradores wafer-scale e o Jalapeño, a Oracle tenta cobrir diferentes perfis de uso: do treinamento pesado à inferência em produção, passando por cargas especializadas em modelos abertos.

ChatGPT entra nas aplicações empresariais da Oracle

No lado de software, a Oracle anunciou integrações diretas do ChatGPT com seu portfólio de aplicações corporativas por meio do novo serviço AI Workspace. A ideia é permitir que o chatbot não apenas responda a perguntas, mas execute tarefas completas em nome dos usuários, orquestrando dados e sistemas internos e externos.

A diretora de marketing de produto da Oracle, Michelle Meng, resume o tipo de problema que a empresa quer atacar: “Consider a customer order put at risk by a supplier delay. Solving it could require finding an alternative product, checking inventory, understanding customer requirements, validating transportation, assessing financial impact and updating the order. Workspace can maintain the goal throughout the process while coordinating the applications, agents, data and tools needed to address it”.

Na prática, o Workspace funciona como uma camada de automação inteligente sobre aplicações de ERP, CRM e outros sistemas de gestão, usando modelos da OpenAI para entender objetivos de negócio e acionar fluxos de trabalho sem que o usuário precise navegar manualmente por diversas telas.

Criação de apps por leigos e segurança com IA

Para empresas que querem construir suas próprias soluções, a Oracle lançou o App Composer, ferramenta que permite a usuários não técnicos criar aplicações com ajuda de assistentes de IA. O serviço analisa automaticamente o código em busca de vulnerabilidades antes de fazer o deploy em infraestrutura de nuvem gerenciada pela própria Oracle.

“Oracle manages deployment and operations, while IT controls access, approved data, policies, and costs”, explica Blair Bozada, gerente sênior de marketing de produto da companhia. A proposta é acelerar o desenvolvimento sem perder o controle de governança e custos por parte das equipes de TI.

Completando o pacote, o AI Security Mesh usa modelos de IA da OpenAI otimizados para segurança cibernética. O serviço identifica pontos fracos em aplicações dos clientes, prioriza vulnerabilidades por criticidade e sugere correções, ajudando times de segurança a lidar com o volume crescente de falhas e alertas.

Oferta para pequenas e médias empresas

Para atrair negócios de menor porte, a Oracle criou o Oracle AI SMB Bundle, um conjunto “free-to-start” que inclui AI Workspace, App Composer, a plataforma contábil NetApp QuickStart, ChatGPT Business e Codex. O pacote oferece até US$ 12.000 em créditos anuais na nuvem, em uma tentativa de democratizar o acesso a recursos avançados de IA e incentivar testes e pilotos sem custo inicial elevado.

A expectativa é que esse movimento amplie a base de clientes em segmentos que tradicionalmente tinham menos acesso a infraestrutura de IA de ponta, permitindo automação de processos, análise de dados e reforço de segurança mesmo para empresas com equipes de TI enxutas.

Pressão sobre concorrentes e próximos passos

A cooperação entre Oracle e Google em torno dos TPUs deve aumentar a pressão competitiva sobre outros provedores de nuvem, estimulando novas parcerias em chips de IA e acelerando a adoção de modelos generativos em escala empresarial. A Oracle projeta iniciar a implantação dos TPUs no próximo ano, com expansão gradual da capacidade e integração contínua das novas ofertas de IA à sua nuvem pública.

No médio prazo, a combinação de hardware especializado, serviços gerenciados e modelos de IA de parceiros como OpenAI e Cerebras tende a redesenhar parte do mercado de nuvem corporativa, aproximando grandes fornecedores e criando ecossistemas mais integrados para quem busca automação, análise avançada e segurança cibernética baseadas em inteligência artificial.