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Router Fiber Gateway MEO libera modo bridge e IP customizado hoje

Atualizações no Fiber Gateway da MEO permitem ativar modo bridge, mudar pool de IP e endereço do router. Comparação mostra vantagem técnica sobre routers NOS e Vodafone.

Router Fiber Gateway MEO libera modo bridge e IP customizado hoje

Tecnologia

MEO atualiza seu Fiber Gateway com modo bridge e IP customizado, oferecendo mais controle e vantagens técnicas.

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Usuários de internet fixa em Portugal passam a ter mais controlo sobre as redes domésticas com as opções avançadas do Router Fiber Gateway da MEO, que hoje já permitem alterar a pool de endereços IP, mudar o próprio IP do equipamento e ativar o modo bridge para ligação de um segundo router, recurso que vem ganhando adeptos entre técnicos e entusiastas.

Como mudar a pool de IP e o endereço do router MEO

O router da MEO chega de fábrica com o endereço padrão 192.168.1.254 e uma pool DHCP que distribui IPs entre 192.168.1.64 e 192.168.1.253. Para quem quer reforçar a segurança ou organizar melhor a rede, é possível alterar tanto essa gama de endereços quanto o IP do próprio equipamento.

O acesso à área de gestão é feito a partir de um computador ligado à rede MEO, abrindo o browser e digitando o IP do router (por padrão, 192.168.1.254). As credenciais iniciais são o par meo/meo. Depois do login, o utilizador deve seguir o caminho Rede Doméstica > Interfaces > LocalNetwork.

Nessa página, a edição da pool DHCP é feita em Configurar > Pools DHCP > Editar. Se o botão de edição não estiver disponível, a orientação é desativar temporariamente o servidor DHCP, clicar em Aplicar, editar a pool e, em seguida, reativar o serviço.

Num cenário de exemplo, a pool pode ser alterada para o intervalo 192.168.200.64 a 192.168.200.100, com o router a passar a responder em 192.168.200.254. Neste caso, o novo IP 192.168.200.254 deve ser repetido nos campos Servidor, Gateway, DNS primário e Wins primário durante a configuração. Depois de aplicar as alterações, o router reinicia e volta a distribuir automaticamente IPs dentro da nova gama para computadores, box MEO, smartphones e outros dispositivos ligados.

Especialistas em redes lembram que, antes de qualquer ajuste avançado, é essencial reforçar a proteção básica do equipamento. “Mudar as credenciais de acesso ao router deve ser uma das primeiras configurações a realizar, seguindo-se a mudança da chave WPA que vem configurada de fábrica”, recomenda um técnico ouvido pela reportagem.

Entenda o contexto

Informações como IP padrão, utilizador e palavra-passe de fábrica e até chaves Wi‑Fi de modelos comuns de routers circulam com facilidade na internet. Ao alterar a gama de IPs, o endereço do router e as credenciais, o cliente reduz a exposição a acessos não autorizados e minimiza conflitos de endereços na rede, sobretudo em casas com muitos equipamentos.

Operadoras e técnicos, porém, alertam: mexer na configuração de DHCP e DNS sem saber exatamente o que está a fazer pode causar perda de conectividade e dificultar o suporte remoto. Em alguns cenários, mudar servidores de DNS, por exemplo, pode limitar a capacidade das equipas de apoio técnico de diagnosticar problemas.

Qual é o melhor router: MEO, NOS ou Vodafone?

Pela ficha técnica, o Fiber Gateway da MEO sai na frente face aos modelos atuais de NOS e Vodafone, sobretudo na qualidade do Wi‑Fi e nas funções avançadas. “No geral, o melhor router é o da MEO pois é o que tem as melhores características”, resume um especialista em redes domésticas.

O equipamento da MEO integra ONT e router num único corpo (All-In-One), é produzido em Portugal e traz 4 antenas externas, contra 3 antenas dos modelos concorrentes de NOS e Vodafone. O Fiber Gateway utiliza chipset Broadcom com Wi‑Fi 802.11ac Wave 2, suporta MU‑MIMO, canais de 160 MHz na banda dos 5 GHz e atinge larguras de banda até 1,7 Gbps, o que se traduz em melhores velocidades e cobertura mais consistente em casas maiores.

Routers MEO e Vodafone também são All-In-One especializados para fibra ótica, o que, segundo dados técnicos, reduz o consumo de energia elétrica em cerca de 15% em comparação com soluções separadas de ONT e router. O modelo da NOS foi desenhado também para redes híbrido-coaxiais, o que condiciona parte das opções.

Os três equipamentos oferecem recursos considerados básicos hoje: botão WPS, portas Ethernet Gigabit, duas portas para telefone fixo e possibilidade de criar redes Wi‑Fi para convidados (guest). Todos permitem gestão via interface web; NOS concentra tudo no browser, enquanto MEO e Vodafone complementam com apps para Android e iOS. No caso da MEO, a app funciona apenas quando o utilizador está na rede Wi‑Fi local; na Vodafone, a gestão remota pela app é possível também fora de casa.

Além da velocidade e da cobertura, pesa na avaliação o suporte a IPv6 e às tecnologias mais recentes de Wi‑Fi, que garantem maior longevidade do equipamento. No Fiber Gateway, o conjunto de 4 antenas e a norma 802.11ac Wave 2 ajuda a evitar zonas mortas e a suportar mais dispositivos ligados em simultâneo sem quedas bruscas de desempenho.

Como ligar um segundo router no Fiber Gateway da MEO?

Ligar um segundo router ao Fiber Gateway da MEO é possível com a ativação do modo bridge, que transforma a porta LAN 4 do equipamento numa espécie de “passagem direta” para a internet, ligada à porta WAN do novo router.

O recurso, ativado via atualização de firmware identificada como 3RGW040200r015, foi pensado justamente para quem quer usar um router próprio com mais funcionalidades — como VPN avançada, QoS detalhado ou Wi‑Fi de última geração — sem abrir mão dos serviços de TV e telefone da MEO.

O procedimento começa na interface de gestão: no browser, o cliente acede ao endereço 192.168.1.254 (ou ao IP personalizado que tiver definido) e entra com as credenciais meo/meo. No menu lateral, a opção LAN dá acesso às configurações onde, no final da página, aparece o item Modo Bridge.

Ao clicar em editar, o utilizador pode ativar a função para a porta LAN 4. Depois de guardar, basta ligar um cabo de rede da porta 4 do Fiber Gateway à porta WAN do segundo router. A BOX de TV da MEO e os telefones VoIP devem continuar ligados diretamente às restantes portas LAN do Fiber Gateway, que mantém essa gestão.

Na prática, o segundo router passa a receber a ligação de internet “crua” através da porta 4 em bridge, podendo gerir NAT, firewall, redes Wi‑Fi e outras funções à sua maneira. “Com a função modo bridge, é possível colocar uma porta LAN (porta 4, no Router Fiber Gateway) em bridge com a interface WAN/Internet de um segundo router”, resume um guia técnico interno.

Profissionais de redes domésticas veem na função uma resposta a uma antiga reivindicação de utilizadores avançados. A solução aumenta a flexibilidade da instalação e abre espaço para quem quer investir em routers topo de gama, sem depender apenas das opções do equipamento fornecido pela operadora.

Preciso de um router se já tenho o Fiber Gateway da MEO?

Para a maioria dos utilizadores residenciais, o Fiber Gateway da MEO é suficiente e dispensa um segundo router. O equipamento combina modem, router, Wi‑Fi dual band, portas de telefone e gestão básica da rede.

Um router adicional passa a fazer sentido em cenários mais exigentes: casas muito grandes com muitas divisões, utilizadores com dezenas de dispositivos ligados em simultâneo, necessidade de funcionalidades avançadas de firewall, criação de redes separadas para trabalho ou gaming e integração com sistemas de domótica mais complexos.

Nesses casos, a ativação do modo bridge na porta 4 e a ligação de um segundo router de maior porte permite montar uma rede mais sofisticada mantendo, ao mesmo tempo, a compatibilidade com a TV e o telefone da MEO. Já para quem apenas navega, vê streaming e usa redes sociais em alguns equipamentos, explorar bem o Fiber Gateway — ajustando SSID, palavra-passe, canal de Wi‑Fi e localização física do aparelho — costuma ser suficiente.

Fonte: matéria original