Mercados
S&P 5007.659▼ 1,09%Nasdaq26.140▼ 2,14%Dow Jones52.002▼ 0,34%Ibovespa205.430▲ 0,54%FTSE 10010.882▲ 0,38%DAX25.623▲ 0,95%Nikkei65.324▲ 1,39%DólarR$ 5,07▼ 0,65%EuroR$ 5,69▼ 0,46%BitcoinR$ 412.411▼ 0,74%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.659▼ 1,09%Nasdaq26.140▼ 2,14%Dow Jones52.002▼ 0,34%Ibovespa205.430▲ 0,54%FTSE 10010.882▲ 0,38%DAX25.623▲ 0,95%Nikkei65.324▲ 1,39%DólarR$ 5,07▼ 0,65%EuroR$ 5,69▼ 0,46%BitcoinR$ 412.411▼ 0,74%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Política

Pesquisa Gerp hoje: Flávio lidera Lula por 52% a 48% no 2º turno

Pesquisa Gerp divulgada hoje indica Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos e Lula com 48% no segundo turno presidencial, em cenário polarizado e com 97% do eleitorado já decidido.

Pesquisa Gerp hoje: Flávio lidera Lula por 52% a 48% no 2º turno

Política

Levantamento recente mostra vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula em disputa acirrada pelo segundo turno presidencial.

Leia também: Eleições complementares e plebiscitos movimentam sete cidades brasileiras

A pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira (16) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, diferença que o instituto considera fora da margem de erro e aponta uma vantagem concreta para o candidato do PL.

Flávio abre vantagem, mas diferença diminui

No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Outros 3% dos entrevistados declararam estar indecisos, e 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois.

Nos votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos, o placar é de 52% para Flávio e 48% para Lula. Segundo o Gerp, “a diferença de quatro pontos percentuais configura uma vantagem fora da margem de erro”, hoje em 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.

Apesar da liderança, o movimento recente favorece o presidente. Na rodada anterior do mesmo instituto, Flávio tinha 55% dos votos válidos contra 45% de Lula. Agora, o senador recua para 52% e o petista avança para 48%, encurtando a distância de 10 para 4 pontos na contagem que vale na totalização oficial.

Eleitor já está praticamente decidido

O levantamento indica um quadro de cristalização das escolhas na reta final da campanha. De acordo com o Gerp, “97% dos eleitores que escolheram um dos candidatos afirmaram que a decisão de voto está totalmente definida”. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 98% dizem não ter mais dúvida; entre os de Lula, o índice é de 97%.

Esse nível de definição reduz o espaço para grandes viradas até o dia da votação e aumenta o peso das estratégias de mobilização no dia do pleito e das últimas agendas de campanha, em especial nas regiões onde a disputa é mais apertada.

Percepção de vitória favorece Flávio

Além das intenções de voto, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores sobre quem deve vencer a eleição, independentemente da escolha pessoal. Questionados, “57% apontam Flávio Bolsonaro como vencedor da eleição, enquanto 36% acreditam na vitória de Lula”, informa o instituto.

A diferença na chamada expectativa de vitória tende a alimentar o chamado efeito manada, quando parte do eleitorado migra para quem é visto como favorito. Ao mesmo tempo, a leitura de desvantagem pode servir de combustível para a militância lulista intensificar a mobilização de última hora.

Rejeição alta dos dois lados reforça polarização

O índice de rejeição mostra um país dividido e pouco permeável a alternativas fora da polarização entre PT e bolsonarismo. Segundo o Gerp, “Lula é rejeitado por 49%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 46% de menções negativas”. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro.

Com quase metade do eleitorado declarando que não votaria em cada um dos candidatos, a disputa segue marcada por forte rejeição cruzada. Esse cenário tende a empurrar as campanhas para o confronto direto e a comparação de trajetórias, o que pode ampliar tensões políticas e sociais mesmo após a eleição.

Entenda o contexto

A pesquisa também aferiu a avaliação do governo federal, hoje comandado por Lula. De acordo com o levantamento, 48% desaprovam a atual gestão, enquanto 46% aprovam; 6% não souberam ou não responderam. Os índices praticamente empatados ajudam a explicar a divisão observada nas intenções de voto para o segundo turno.

Para o mercado financeiro e setores empresariais, o quadro apertado e a avaliação dividida do governo alimentam incertezas sobre o rumo da política econômica nos próximos anos, caso Flávio Bolsonaro vença ou Lula seja reeleito. A tendência captada agora deve ser confrontada com novos levantamentos de outros institutos e com os próximos movimentos de campanha.

Quem lidera entre homens, mulheres e faixas de renda

As segmentações da pesquisa revelam dois blocos de apoio bem definidos. Flávio Bolsonaro se destaca entre os eleitores com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, onde chega a 61% das intenções de voto, e entre homens, faixa em que atinge 58%. Esses grupos tendem a concentrar parte significativa da classe média urbana e de setores com maior relação com o mercado de trabalho formal.

Lula, por sua vez, mantém vantagem expressiva entre os eleitores de baixa renda. Entre aqueles com renda de até um salário mínimo, o presidente alcança 66% das intenções de voto. No recorte por gênero, o petista lidera entre as mulheres, com 52%, enquanto Flávio fica em segundo nesse grupo. Esses segmentos são os que mais se beneficiam de programas sociais e políticas de transferência de renda, frequentemente associados às gestões petistas.

Regionalmente, o quadro reforça o mapa tradicional da política recente. Flávio Bolsonaro aparece à frente nas regiões Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste, enquanto Lula lidera no Nordeste, onde registra vantagem considerada significativa pelo instituto. A força do petista no Nordeste é vista como peça-chave para tentar reduzir a diferença nacional.

Efeitos sobre as campanhas na reta final

A divulgação da pesquisa deve mexer imediatamente com as estratégias de PL e PT. Com a vantagem consolidada nas estatísticas, a campanha de Flávio Bolsonaro tende a focar na manutenção da dianteira, reforçando a mobilização da base bolsonarista, falando diretamente à classe média e buscando acordos com lideranças regionais para ampliar a diferença no Sudeste e conter a força de Lula no Nordeste.

Do lado governista, a leitura é de corrida contra o relógio. A campanha de Lula deve intensificar agendas em redutos onde já lidera, especialmente entre eleitores de baixa renda e mulheres, e tentar desgastar o adversário junto a segmentos ainda sensíveis, como indecisos e eleitores que hoje declaram voto em branco ou nulo.

A rejeição alta dos dois lados indica que a guerra de narrativas e os ataques pessoais continuarão no centro da disputa, o que pode complicar a construção de pontes políticas para o período pós-eleitoral, seja em um eventual governo Flávio Bolsonaro, seja em um novo mandato de Lula.

Como foi feita a pesquisa Gerp para presidente 2026?

A pesquisa Gerp para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ouviu 2.400 eleitores em todo o país, entre os dias 14 e 16 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador (sistema GerpCati). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95,55%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05187/2026. A pesquisa traz resultados em votos totais e votos válidos e é classificada como leitura do momento, não como previsão do resultado final das urnas.

Fontes: matéria original 1 · matéria original 2 · matéria original 3