Pesquisa Gerp hoje: Flávio lidera Lula por 52% a 48% no 2º turno
Pesquisa Gerp divulgada hoje indica Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos e Lula com 48% no segundo turno presidencial, em cenário polarizado e com 97% do eleitorado já decidido.

Política
Levantamento recente mostra vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula em disputa acirrada pelo segundo turno presidencial.
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A pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira (16) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, diferença que o instituto considera fora da margem de erro e aponta uma vantagem concreta para o candidato do PL.
Flávio abre vantagem, mas diferença diminui
No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Outros 3% dos entrevistados declararam estar indecisos, e 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois.
Nos votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos, o placar é de 52% para Flávio e 48% para Lula. Segundo o Gerp, “a diferença de quatro pontos percentuais configura uma vantagem fora da margem de erro”, hoje em 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.
Apesar da liderança, o movimento recente favorece o presidente. Na rodada anterior do mesmo instituto, Flávio tinha 55% dos votos válidos contra 45% de Lula. Agora, o senador recua para 52% e o petista avança para 48%, encurtando a distância de 10 para 4 pontos na contagem que vale na totalização oficial.
Eleitor já está praticamente decidido
O levantamento indica um quadro de cristalização das escolhas na reta final da campanha. De acordo com o Gerp, “97% dos eleitores que escolheram um dos candidatos afirmaram que a decisão de voto está totalmente definida”. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 98% dizem não ter mais dúvida; entre os de Lula, o índice é de 97%.
Esse nível de definição reduz o espaço para grandes viradas até o dia da votação e aumenta o peso das estratégias de mobilização no dia do pleito e das últimas agendas de campanha, em especial nas regiões onde a disputa é mais apertada.
Percepção de vitória favorece Flávio
Além das intenções de voto, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores sobre quem deve vencer a eleição, independentemente da escolha pessoal. Questionados, “57% apontam Flávio Bolsonaro como vencedor da eleição, enquanto 36% acreditam na vitória de Lula”, informa o instituto.
A diferença na chamada expectativa de vitória tende a alimentar o chamado efeito manada, quando parte do eleitorado migra para quem é visto como favorito. Ao mesmo tempo, a leitura de desvantagem pode servir de combustível para a militância lulista intensificar a mobilização de última hora.
Rejeição alta dos dois lados reforça polarização
O índice de rejeição mostra um país dividido e pouco permeável a alternativas fora da polarização entre PT e bolsonarismo. Segundo o Gerp, “Lula é rejeitado por 49%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 46% de menções negativas”. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro.
Com quase metade do eleitorado declarando que não votaria em cada um dos candidatos, a disputa segue marcada por forte rejeição cruzada. Esse cenário tende a empurrar as campanhas para o confronto direto e a comparação de trajetórias, o que pode ampliar tensões políticas e sociais mesmo após a eleição.
Entenda o contexto
A pesquisa também aferiu a avaliação do governo federal, hoje comandado por Lula. De acordo com o levantamento, 48% desaprovam a atual gestão, enquanto 46% aprovam; 6% não souberam ou não responderam. Os índices praticamente empatados ajudam a explicar a divisão observada nas intenções de voto para o segundo turno.
Para o mercado financeiro e setores empresariais, o quadro apertado e a avaliação dividida do governo alimentam incertezas sobre o rumo da política econômica nos próximos anos, caso Flávio Bolsonaro vença ou Lula seja reeleito. A tendência captada agora deve ser confrontada com novos levantamentos de outros institutos e com os próximos movimentos de campanha.
Quem lidera entre homens, mulheres e faixas de renda
As segmentações da pesquisa revelam dois blocos de apoio bem definidos. Flávio Bolsonaro se destaca entre os eleitores com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, onde chega a 61% das intenções de voto, e entre homens, faixa em que atinge 58%. Esses grupos tendem a concentrar parte significativa da classe média urbana e de setores com maior relação com o mercado de trabalho formal.
Lula, por sua vez, mantém vantagem expressiva entre os eleitores de baixa renda. Entre aqueles com renda de até um salário mínimo, o presidente alcança 66% das intenções de voto. No recorte por gênero, o petista lidera entre as mulheres, com 52%, enquanto Flávio fica em segundo nesse grupo. Esses segmentos são os que mais se beneficiam de programas sociais e políticas de transferência de renda, frequentemente associados às gestões petistas.
Regionalmente, o quadro reforça o mapa tradicional da política recente. Flávio Bolsonaro aparece à frente nas regiões Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste, enquanto Lula lidera no Nordeste, onde registra vantagem considerada significativa pelo instituto. A força do petista no Nordeste é vista como peça-chave para tentar reduzir a diferença nacional.
Efeitos sobre as campanhas na reta final
A divulgação da pesquisa deve mexer imediatamente com as estratégias de PL e PT. Com a vantagem consolidada nas estatísticas, a campanha de Flávio Bolsonaro tende a focar na manutenção da dianteira, reforçando a mobilização da base bolsonarista, falando diretamente à classe média e buscando acordos com lideranças regionais para ampliar a diferença no Sudeste e conter a força de Lula no Nordeste.
Do lado governista, a leitura é de corrida contra o relógio. A campanha de Lula deve intensificar agendas em redutos onde já lidera, especialmente entre eleitores de baixa renda e mulheres, e tentar desgastar o adversário junto a segmentos ainda sensíveis, como indecisos e eleitores que hoje declaram voto em branco ou nulo.
A rejeição alta dos dois lados indica que a guerra de narrativas e os ataques pessoais continuarão no centro da disputa, o que pode complicar a construção de pontes políticas para o período pós-eleitoral, seja em um eventual governo Flávio Bolsonaro, seja em um novo mandato de Lula.
Como foi feita a pesquisa Gerp para presidente 2026?
A pesquisa Gerp para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ouviu 2.400 eleitores em todo o país, entre os dias 14 e 16 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador (sistema GerpCati). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95,55%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05187/2026. A pesquisa traz resultados em votos totais e votos válidos e é classificada como leitura do momento, não como previsão do resultado final das urnas.
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