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Inteligência Artificial

Foto de Ronaldo com “L” a Lula é montagem feita por IA hoje

Imagem que mostra Ronaldo Nazário fazendo gesto de ‘L’ e usando camisa da seleção com número 13 em apoio a Lula é montagem feita com inteligência artificial e circula hoje em redes sociais.

Foto de Ronaldo com “L” a Lula é montagem feita por IA hoje

Inteligência Artificial

Imagem viral de Ronaldo com gesto e camisa em apoio a Lula foi criada por IA e não é real.

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Uma foto que mostra Ronaldo Nazário fazendo o gesto da letra “L” e vestindo uma camisa da seleção brasileira com o número 13, em suposto apoio ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, é falsa: trata-se de uma imagem manipulada com uso de inteligência artificial que circula hoje em redes como Instagram, X, Facebook e WhatsApp.

Imagem foi alterada com IA para sugerir apoio político

Na montagem, Ronaldo aparece em um restaurante ao lado do artista colombiano Oscar Murillo, com a mão formando o “L” — gesto associado à campanha de Lula — e usando a camisa amarela da seleção numerada com o 13, número do candidato nas urnas. Esses elementos, porém, não estavam presentes na foto original.

A análise do material aponta que o gesto da mão e a camisa com o número 13 foram inseridos digitalmente por meio de ferramentas de inteligência artificial. O resultado busca vincular o ex-jogador a um apoio explícito a Lula em pleno período eleitoral, explorando a popularidade do ex-atleta para influenciar a opinião de eleitores.

O conteúdo enganoso ganhou tração em diferentes plataformas, com usuários compartilhando a imagem como se fosse um registro real do encontro. A circulação chamou a atenção de iniciativas de verificação de fatos, acionadas por leitores que desconfiaram da foto e pediram checagem por aplicativos de mensagens.

Entenda o contexto

Associar figuras públicas muito conhecidas a candidatos é uma estratégia recorrente em disputas eleitorais nas redes, e o uso de inteligência artificial torna esse tipo de manipulação mais sofisticado e difícil de identificar à primeira vista. No caso de Ronaldo, a combinação do gesto do “L” com a camisa da seleção e o número 13 foi pensada para sugerir um apoio inequívoco a Lula.

Montagens desse tipo podem distorcer o debate público ao atribuir posicionamentos políticos a pessoas que não os assumiram, atingindo tanto a imagem do personagem usado na peça falsa quanto a credibilidade das campanhas envolvidas. A tendência é que, diante da repercussão, o próprio Ronaldo seja pressionado a se manifestar para desmentir o suposto apoio e tentar conter danos à sua reputação.

Do lado da campanha de Lula, a expectativa é de que haja uma tentativa de se desassociar de conteúdos manipulados, já que o uso de desinformação pode ser explorado por adversários como sinal de jogo sujo na disputa. Ao mesmo tempo, organizações de checagem reforçam alertas para que eleitores desconfiem de imagens muito perfeitas ou altamente convenientes a uma narrativa política.

Pressão sobre redes sociais e debate sobre regras

O episódio aumenta a pressão sobre plataformas como Instagram, X e Facebook para identificar e limitar a circulação de imagens geradas ou alteradas com IA que induzam o público ao erro, sobretudo em contexto eleitoral. Ferramentas de rotulagem, sistemas automáticos de detecção e canais rápidos de denúncia são cobrados por especialistas e autoridades.

A longo prazo, casos como o da falsa foto de Ronaldo alimentam o debate sobre regras específicas para o uso de inteligência artificial em campanhas e conteúdos políticos. Entre as propostas em discussão estão a obrigatoriedade de avisos claros quando a imagem for gerada ou manipulada por IA e punições mais duras para quem produzir e distribuir montagens com intenção de enganar eleitores.

Enquanto essas regras não avançam, especialistas e iniciativas de verificação insistem em uma recomendação básica: antes de compartilhar, é preciso checar a origem da imagem, buscar versões originais e desconfiar de conteúdos que atribuam apoios surpreendentes a figuras públicas sem que isso apareça em canais oficiais dessas pessoas.