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Economia

Dólar hoje 25/10: cotação abre a R$ 5,04 e mira eleição 2026

Dólar inicia o dia a R$ 5,04 e projeções do Banco Central apontam R$ 5,50 no fim de 2026. Troca no comando do Fed e eleição presidencial no Brasil prometem mais volatilidade.

Dólar hoje 25/10: cotação abre a R$ 5,04 e mira eleição 2026

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Cotação do dólar inicia o dia em R$ 5,04 com expectativas de alta até 2026 devido a fatores políticos e econômicos.

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O dólar abre o dia cotado a R$ 5,04 no mercado brasileiro, em uma sessão marcada por cautela com a troca de comando no Federal Reserve, prevista para maio, e a corrida eleitoral no Brasil, que terá novo presidente escolhido em outubro. No Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, economistas projetam a moeda americana em R$ 5,50 no fim de 2026, cenário que amplia a atenção de empresas, investidores e consumidores à volatilidade do câmbio.

Qual é a cotação do dólar hoje e como ela está sendo influenciada pela disputa eleitoral?

O dólar é negociado a R$ 5,04 na abertura dos negócios, com formação de preço entre 9h e 17h (horário de Brasília), enquanto o mercado tenta antecipar o efeito da eleição presidencial sobre o câmbio até o fim do ano. Historicamente, pesquisas de intenção de voto e declarações de candidatos alteram o apetite a risco dos investidores, o que tende a se refletir em movimentos rápidos na cotação.

À medida que o calendário eleitoral avança, a leitura sobre o compromisso dos postulantes com o ajuste das contas públicas, a condução da política fiscal e a relação com o Banco Central passa a pesar na decisão de quem aplica em ativos brasileiros. Em momentos de maior incerteza sobre o rumo da economia em um próximo governo, parte dos investidores busca proteção no dólar, o que costuma pressionar a moeda para cima.

O próprio Banco Central, ao compilar as projeções do mercado no Focus, já captura esse clima de cautela: a estimativa mediana de R$ 5,50 para o fechamento de 2026 indica expectativa de dólar mais caro do que hoje, mesmo após um período recente de queda da moeda americana frente ao real.

Boletim Focus vê dólar mais alto; analistas divergem

Depois de acumular queda de 11,2% ao longo de 2025, o dólar entra em 2026 sob uma leitura menos favorável no Focus. O relatório do Banco Central, que consolida previsões de dezenas de instituições financeiras e consultorias, aponta valorização da moeda americana até o fim do ano, com a taxa de câmbio ao redor de R$ 5,50.

Nem todos concordam com esse cenário. Para o professor Mauricio Weiss, do Programa de Pós-graduação profissional em Economia (PPECO) da UFRGS, o comportamento do câmbio é, por definição, difícil de antecipar. “A tendência seria para uma manutenção ou apreciação do real frente ao dólar”, afirma. Ele ressalta que a taxa de câmbio é resultado da combinação de muitas variáveis, da política monetária aqui e no exterior ao humor dos investidores com a política doméstica.

Uma dessas forças é a taxa Selic em patamar elevado. A taxa básica de juros chegou a 15% em janeiro de 2026, nível que torna os títulos brasileiros mais atraentes para investidores estrangeiros em busca de rendimentos maiores. Esse fluxo de capital tende a favorecer o real, ainda que conviva com choques de curto prazo provocados por política e economia global.

Entenda o contexto

O câmbio abre 2026 depois de dois anos de extremos. Em 2024, o dólar teve a maior disparada desde o início da pandemia, alcançando R$ 6,00 em novembro. Em 2025, o movimento se inverteu: com juros altos no Brasil e enfraquecimento do dólar frente a moedas de mercados emergentes, o real ganhou força e a moeda americana acumulou queda de 11,2% no ano.

Esse histórico recente ajuda a explicar a cautela atual. Parte do mercado vê o dólar em um patamar ainda alto em termos históricos, o que poderia dar espaço para alguma correção se o cenário externo colaborar e a política doméstica não produzir sobressaltos. Outra parte enxerga risco de novas tensões, seja pela sucessão no Fed, seja pela eleição presidencial brasileira.

Fed em transição e temor de ingerência política

No front externo, o foco está em Washington. A troca na presidência do Federal Reserve, prevista para maio, é apontada por analistas como um dos principais gatilhos de volatilidade para o dólar ao longo de 2026. A definição de quem comandará o banco central americano e de que forma conduzirá os juros nos Estados Unidos deve mexer com o fluxo de capitais globais.

Mauricio Weiss lembra que, além da mudança de nome, pesa a possibilidade de influência política direta sobre as decisões do Fed. “A possibilidade de mudança no Fed e não só mudança, mas a ingerência de Trump sobre o Fed é um motivo de incerteza”, diz o economista. Segundo ele, em momentos de dúvida sobre o rumo da maior economia do mundo, investidores tendem a buscar proteção em ativos considerados mais seguros.

“Quando há um aumento de incerteza global, mesmo quando o problema é nos Estados Unidos, acaba que as pessoas sem saber o que fazer fogem para o dólar porque é a moeda-chave do sistema financeiro internacional”, afirma Weiss. Essa corrida por proteção, embora tenha origem em uma crise de confiança, costuma levar à valorização da própria moeda americana, o que pode se refletir na cotação do dólar frente ao real.

Quem ganha e quem perde com o dólar mais caro

Se a projeção do Focus se confirmar e a moeda americana fechar 2026 ao redor de R$ 5,50, o impacto na economia real será desigual. Setores ligados a importações, como varejo de eletrônicos, automóveis e indústria que depende de insumos comprados no exterior, tendem a enfrentar aumento de custos. Parte desse reajuste costuma ser repassada a preços ao consumidor.

Empresas e governos com dívidas em dólar também sentem o peso de um câmbio mais alto, já que o saldo devedor em reais sobe quando a moeda americana avança. Isso exige maior cuidado na gestão de riscos, com uso de instrumentos de proteção cambial e planejamento mais rigoroso de fluxo de caixa.

Na outra ponta, exportadores se beneficiam. Um dólar mais valorizado torna produtos brasileiros mais competitivos lá fora, já que a receita em moeda estrangeira rende mais em reais. Agroindústria, mineração e setores industriais voltados para o mercado externo podem ver melhora nas margens e aumento das receitas se o cenário de câmbio favorável se combinar com demanda firme nos principais parceiros comerciais, como China, Estados Unidos, Rússia e União Europeia.

Para o investidor pessoa física, a volatilidade gera tanto riscos quanto oportunidades. Fundos cambiais, ações de empresas exportadoras e aplicações no exterior podem funcionar como proteção em momentos de estresse. Já quem tem viagens internacionais ou gastos em dólar precisa redobrar o planejamento, acompanhando de perto a cotação e, quando possível, antecipando compras de moeda.

Como os dados de emprego nos EUA estão afetando o dólar hoje?

Os números de emprego nos Estados Unidos seguem como um dos principais termômetros para o rumo do dólar, porque ajudam a indicar se o próximo comando do Federal Reserve terá espaço para cortar, manter ou elevar juros. Dados mais fortes de geração de vagas e salários pressionados tendem a alimentar a leitura de que os juros americanos podem ficar altos por mais tempo, o que normalmente fortalece a moeda dos EUA diante de moedas de países emergentes, como o real.

Em dias em que os relatórios de emprego vêm acima do esperado, o movimento clássico é de alta do dólar globalmente, com reflexo imediato na cotação de dólar para real entre 9h e 17h no mercado doméstico. Já números mais fracos costumam abrir espaço para queda da moeda americana e alívio para o câmbio brasileiro, embora o impacto possa ser neutralizado por fatores internos, como ruídos fiscais ou notícias da disputa eleitoral.

Com a sucessão no Fed no radar e a economia americana ainda ditando boa parte do humor dos investidores globais, cada divulgação de dados de emprego tende a ser examinada em detalhe por quem acompanha o dólar hoje, do Banco Central ao investidor de varejo que olha o conversor de moedas antes de fechar uma viagem.

Entre Fed, eleição brasileira e juros em patamar elevado, a avaliação prevalente entre economistas é que 2026 será mais um ano de sobressaltos no câmbio. Para empresas, famílias e gestores públicos, a orientação é a mesma: acompanhar de perto as sinalizações do Banco Central, as decisões em Washington e os desdobramentos da corrida ao Planalto antes de tomar decisões que dependem do dólar-real.