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Lançamentos de IA

Dell amplia proteção de identidade com IA e PowerProtect hoje

Dell anuncia, no AI Cybersecurity and Resilience Summit, que seu portfólio PowerProtect passa a proteger sistemas de identidade e infraestrutura de IA, com automação e testes de recuperação.

Dell amplia proteção de identidade com IA e PowerProtect hoje

Segurança Digital

Dell reforça a segurança de sistemas de identidade e IA com automação e testes avançados de recuperação.

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A Dell Technologies anunciou nesta terça-feira, durante o AI Cybersecurity and Resilience Summit, que está ampliando suas ferramentas de recuperação cibernética para cobrir também sistemas de identidade corporativa, como Active Directory, Entra ID e Okta, além de integrar essa proteção à sua infraestrutura de inteligência artificial.

Dell leva resiliência de identidade ao PowerProtect

O movimento coloca a chamada resiliência de identidade no mesmo nível da proteção de dados dentro do portfólio PowerProtect, usado por grandes empresas para backup e recuperação após ataques. A proposta é simples: de nada adianta restaurar os dados se as credenciais e os serviços que controlam o acesso a eles seguirem comprometidos.

“Without good identity and trust in identity, your ability to bring the business back is almost impossible”, afirmou Rob Emsley, diretor de marketing de produtos de resiliência cibernética da Dell. Segundo ele, sem um framework de identidade confiável, a organização até pode ter os dados íntegros, mas não consegue acessá-los com segurança para retomar as operações.

Na prática, a Dell passa a oferecer mecanismos específicos para proteger, isolar e recuperar plataformas de identidade como Active Directory, Entra ID e Okta dentro do PowerProtect. A lógica é garantir, no momento da recuperação, que as identidades usadas por funcionários, sistemas e serviços estejam limpas de comprometimentos antes de religar aplicações críticas e bancos de dados.

Detecção automática de uso indevido de credenciais

Além da camada de recuperação, a Dell está adicionando capacidades de detecção e resposta a ameaças de identidade ao seu serviço gerenciado de segurança. O foco é identificar em tempo real o uso suspeito de credenciais legítimas e acionar respostas automáticas.

Adam Miller, líder global de marketing de segurança e serviços de resiliência da Dell, citou como exemplo o cenário do “impossible traveler”, quando um mesmo usuário parece se autenticar, em curto intervalo, a partir de locais geograficamente incompatíveis.

“If you’ve got someone who logs in with legitimate credentials, but from an IP address they’ve never used before, we don’t only need to see that; we need to be able to automate response so quickly to either remove that person from the network or produce an outcome that stops that attack in its tracks”, disse Miller. Ele acrescentou que essa automação ganha peso extra à medida que surgem identidades “agentivas”, ligadas a agentes de IA, que precisarão ser governadas com o mesmo rigor das identidades humanas.

Entenda o contexto

A iniciativa da Dell responde a uma mudança estrutural na segurança corporativa. Com a maior dependência de dados sensíveis e o avanço da IA, dados, identidade, infraestrutura e aplicações formam hoje um ecossistema interdependente. Em setores como finanças, saúde, governo e tecnologia, não basta mais ter backups: é preciso garantir que apenas identidades confiáveis consigam destravar o acesso aos ambientes recuperados.

Nesse cenário, ataques que exploram roubo ou falsificação de identidade digital se tornam especialmente perigosos. Ao fortalecer os sistemas de identidade e automatizar a resposta a sinais de fraude, a Dell busca reduzir o tempo de exposição e dificultar a vida de invasores que usam credenciais válidas para se mover lateralmente dentro das redes.

Proteção embutida na infraestrutura de IA

A empresa também está integrando o PowerProtect à sua infraestrutura dedicada a inteligência artificial, o Dell AI Factory. A proteção passa a ser um componente nativo desses ambientes, com orquestração de snapshots — cópias de segurança em pontos específicos no tempo — para o armazenamento PowerScale e replicação de dados para ObjectScale.

Miller destacou que as novas capacidades se apoiam na experiência acumulada com cerca de 6.500 clientes do Dell AI Factory. Segundo ele, um dos aprendizados centrais é que segurança e resiliência precisam ser decisões arquiteturais iniciais em projetos de IA, e não recursos “parafusados” depois, como ocorreu em muitas migrações para a nuvem.

A combinação de backup, isolamento de dados, resiliência de identidade e integração direta com a infraestrutura de IA mira organizações que executam modelos em larga escala e não podem correr o risco de paralisações longas ou de treinar sistemas com dados comprometidos.

Simulações de ataques e ganho de 17 vezes em eficiência

Outro pilar da estratégia é o teste contínuo dos planos de recuperação. As equipes de serviços da Dell conduzem exercícios de mesa e simulações ponta a ponta de ataques de ransomware, cobrindo desde a intrusão até a recuperação final dos sistemas.

Em um desses casos, um cliente que reformulou sua abordagem após as simulações viu a eficiência do processo de backup para recuperação melhorar 17 vezes, de acordo com Miller. O ganho envolve desde a redução do tempo de restauração até a sequência otimizada de quais sistemas devem voltar primeiro ao ar.

Emsley reforçou que testar, e não apenas desenhar planos teóricos, é o que determina se uma empresa vai realmente conseguir se reerguer após um ataque. “Everything you do, you need to test it. The concept of assured recovery has never been more important than it is today”, afirmou.

Impacto e próximos passos

A expansão do portfólio para sistemas de identidade e IA é vista no mercado de segurança como resposta direta à demanda por soluções integradas, que considerem toda a cadeia de dependências entre dados, identidades e aplicações inteligentes. A avaliação é que, ao elevar o padrão de resiliência, a Dell pressiona concorrentes a seguir o mesmo caminho para não ficar atrás.

Do lado das empresas usuárias, a tendência é que reguladores, parceiros e auditorias passem a cobrar estratégias mais robustas de proteção de identidade e continuidade de negócios. Organizações que adotarem práticas como as anunciadas hoje — com foco em automação, testes regulares e integração com IA — tendem a ganhar vantagem competitiva, enquanto as que demorarem a se adaptar podem enfrentar maior risco de interrupções prolongadas e perdas financeiras mais severas.