INPI barra Nubank de registrar “Lila” como assistente IA hoje
INPI negou o registro da marca 'Lila', escolhida para batizar a assistente de inteligência artificial do Nubank, por semelhança com marca já existente. Banco avalia próximos passos.

Inteligência Artificial
INPI rejeita pedido de registro da marca 'Lila' para assistente virtual do Nubank devido a conflito com marca existente.
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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) negou nesta semana o pedido do Nubank para registrar o nome “Lila” como marca de sua assistente de inteligência artificial, por considerar que a denominação é semelhante a outra já registrada por uma empresa no país, o que impede o banco de ter exclusividade sobre o uso.
Qual é o nome escolhido pelo Nubank para sua inteligência artificial?
O nome escolhido pelo Nubank para sua inteligência artificial é “Lila”, em referência ao tom lilás associado ao roxo da identidade visual do banco. A marca, porém, não obteve o registro solicitado ao INPI, o que cria um impasse na estratégia de branding do novo produto tecnológico.
Sem o aval do órgão de propriedade industrial, o Nubank não consegue proteger o nome de forma abrangente, abrindo espaço para que outras empresas utilizem denominações parecidas em serviços digitais ou financeiros. Na prática, isso fragiliza a diferenciação da assistente num mercado em que a identidade de marca pesa na adoção de soluções de IA pelos clientes.
Como a inteligência artificial do Nubank vai ajudar os clientes?
A assistente de inteligência artificial do Nubank é pensada para atuar como um canal automatizado de atendimento e apoio financeiro aos clientes, usando algoritmos para responder dúvidas, executar comandos simples e auxiliar na navegação pelo aplicativo. A proposta é tornar interações como consultas, pagamentos e organização de gastos mais rápidas e personalizadas, com respostas em linguagem natural.
O uso de IA em bancos já se consolidou como ferramenta para reduzir filas de atendimento humano, oferecer suporte 24 horas e ampliar a capacidade de análise de dados de consumo, o que tende a resultar em recomendações mais ajustadas ao perfil de cada correntista ou usuário de cartão.
Entenda o contexto
Ao negar o registro de “Lila”, o INPI resguarda a marca anterior e impede que o Nubank tenha exclusividade sobre o nome para sua assistente de IA. Isso não significa, automaticamente, que o banco esteja proibido de usar a denominação em comunicação ou em testes, mas limita a proteção jurídica contra eventuais disputas e imitações.
Para o Nubank, o cenário abre três caminhos principais: recorrer da decisão dentro dos prazos previstos, tentar um acordo com a empresa dona da marca que gerou o conflito ou abandonar “Lila” e partir para um novo nome, replanejando materiais de divulgação e estratégias de lançamento.
No setor financeiro e de tecnologia, o episódio serve de alerta sobre a necessidade de checar a disponibilidade de marcas antes de vincular nomes a produtos de alto impacto, especialmente em projetos de inteligência artificial, em que a diferenciação por branding é parte relevante da disputa por atenção do usuário.


