Mercados
S&P 5007.541▼ 0,51%Nasdaq25.164▼ 1,07%Dow Jones51.984▲ 0,41%Ibovespa167.907▼ 0,01%FTSE 10010.683▼ 0,73%DAX25.843▼ 0,53%Nikkei63.082▼ 0,33%DólarR$ 5,49▲ 0,94%EuroR$ 6,14▲ 0,86%BitcoinR$ 424.261▲ 1,73%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.541▼ 0,51%Nasdaq25.164▼ 1,07%Dow Jones51.984▲ 0,41%Ibovespa167.907▼ 0,01%FTSE 10010.683▼ 0,73%DAX25.843▼ 0,53%Nikkei63.082▼ 0,33%DólarR$ 5,49▲ 0,94%EuroR$ 6,14▲ 0,86%BitcoinR$ 424.261▲ 1,73%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Economia

Hacker rouba US$ 49 mi do Mercado Bitcoin após ataque na Binance

Mercado Bitcoin sofre ataque com desvio de US$ 49 milhões e bloqueia US$ 11,2 milhões com ajuda de parceiros. Caso ocorre dias após roubo de US$ 6,3 bilhões na Binance.

Hacker rouba US$ 49 mi do Mercado Bitcoin após ataque na Binance

Segurança Digital

Após ataque recente, Mercado Bitcoin bloqueia parte dos fundos desviados com suporte de parceiros estratégicos.

Leia também: Bolsa Família novembro 2026: R$ 691 pagos de 16 a 18 novembro

Um ataque hacker ao Mercado Bitcoin desviou cerca de US$ 49 milhões das contas de clientes na madrugada de segunda-feira (2), levou a corretora a tirar a plataforma temporariamente do ar e acendeu um novo alerta sobre a segurança de exchanges de criptomoedas, poucos dias depois de a Binance sofrer um roubo recorde de US$ 6,3 bilhões.

Mercado Bitcoin bloqueia parte dos valores e aciona autoridades

Até o fim da tarde de segunda-feira, o Mercado Bitcoin havia conseguido bloquear US$ 11,2 milhões com apoio de emissores de criptoativos e parceiros especializados em rastreamento e recuperação, como Tether, Circle, BRL1, Paxos e Chainalysis. Segundo a corretora, esses agentes “atuaram rapidamente em conjunto com o Mercado Bitcoin” para travar os recursos desviados.

A empresa afirma que continua identificando outros valores passíveis de bloqueio e segue trabalhando para ampliar a recuperação dos ativos. Em nota, declarou estar “tomando todas as medidas necessárias para preservar os ativos de seus clientes” e informou que acionou seus protocolos internos de controle. “O Mercado Bitcoin acionou seus protocolos de governança e notificou as autoridades competentes”, afirmou.

Por precaução, a plataforma foi tirada do ar até que haja segurança para restabelecer saques e depósitos. A empresa não detalhou, até o momento, como o ataque foi executado nem quantos clientes foram diretamente afetados, mas indicou que o foco é rastrear os fundos e impedir novas movimentações das criptomoedas furtadas.

Entenda o contexto

O ataque atinge a maior exchange brasileira em um momento de forte pressão sobre o setor, após sucessivos incidentes de segurança em corretoras pelo mundo. O episódio reforça a percepção de vulnerabilidades técnicas e operacionais nas plataformas, em um mercado em que grandes volumes circulam em tempo real e muitas vezes com pouca intermediação tradicional.

Na prática, os clientes do Mercado Bitcoin atingidos pelo desvio enfrentam risco financeiro imediato, com parte dos valores já bloqueados, mas ainda sem garantia de recuperação integral. A forma como a empresa conduzirá a recomposição das perdas, e em que prazos, tende a ser decisiva para a confiança dos usuários e para a imagem da exchange.

Ao mesmo tempo, o caso evidencia o papel crescente de emissores de stablecoins e empresas de análise de blockchain, capazes de rastrear fluxos em redes públicas e, em alguns casos, congelar ativos vinculados a carteiras suspeitas. Essa coordenação tem sido apontada por especialistas como uma das poucas defesas possíveis depois que um ataque já ocorreu.

Exchange alerta para golpes e canais oficiais

Diante da repercussão do caso, o Mercado Bitcoin emitiu um alerta aos clientes para que redobrem a atenção contra tentativas de fraude que costumam acompanhar grandes incidentes de segurança. A empresa reforçou que “nunca pede senha, código de verificação ou frase de recuperação, nem oferece reembolsos por links, WhatsApp ou ligação”.

Segundo a corretora, todas as comunicações oficiais sobre o episódio e sobre a retomada dos serviços serão feitas apenas em seus canais próprios — aplicativo, site e perfis verificados nas redes sociais. A orientação é que usuários desconfiem de qualquer promessa de ressarcimento imediato ou pedido de dados sensíveis vindo de terceiros.

O que aconteceu no ataque à Binance?

No fim de outubro, a Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, revelou ter sido alvo de um roubo estimado em US$ 6,3 bilhões, no que é descrito como o maior ataque já observado no setor. De acordo com a própria empresa, as investigações apontam que tudo começou com o comprometimento do laptop de um engenheiro de desenvolvimento e operações.

Segundo a Binance, “o dispositivo foi comprometido por hackers, que o utilizaram para enviar transações de saque não autorizadas” a partir de contas de clientes. A partir dessas transações iniciais, os invasores teriam escalado o ataque e conseguido extrair recursos de diversas carteiras vinculadas à plataforma.

Como resposta imediata, a exchange suspendeu temporariamente saques e depósitos, enquanto rastreava os fluxos de saída. A companhia afirma que “cerca de US$ 3 bilhões em ativos digitais foram congelados” em carteiras associadas ao ataque, reduzindo em parte o prejuízo efetivo. A Binance também comunicou que “se comprometeu a cobrir as perdas com recursos próprios e de seu fundo de proteção aos usuários”.

Desde então, a empresa vem reativando as operações de forma gradual, liberando retiradas em diferentes redes e criptoativos ao longo dos últimos dias, e ampliando incentivos para formadores de mercado permanecerem ativos na plataforma, por meio de descontos temporários em taxas.

Impacto para o mercado de criptomoedas

Os dois ataques, em sequência, atingem diretamente a confiança de investidores em exchanges centralizadas, tanto no Brasil quanto no exterior. Operadoras locais e globais passam a ser pressionadas a demonstrar, com mais transparência, suas políticas de segurança, gestão de risco e mecanismos de ressarcimento em caso de falhas.

No campo regulatório, episódios dessa magnitude tendem a alimentar discussões sobre exigências mínimas de governança, auditoria de sistemas e reservas para cobrir perdas operacionais. Para o usuário final, o recado é de cautela redobrada: diversificar onde guarda seus criptoativos, adotar camadas extras de proteção — como autenticação em dois fatores e carteiras próprias — e desconfiar de qualquer pedido de dados sensíveis fora dos canais oficiais.