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Economia

Silvia Abravanel desafia Virginia e pede guarda dos filhos agora

Silvia Abravanel criticou Virginia Fonseca por vídeo em festa em Miami e sugeriu que a avó paterna assuma a guarda dos três filhos. Equipe de Virginia reagiu com nota defendendo sua maternidade e debate expôs limites da Justiça para mudar a guarda.

Silvia Abravanel desafia Virginia e pede guarda dos filhos agora

Direitos Familiares

Conflito entre Silvia Abravanel e Virginia Fonseca traz à tona questões sobre a guarda dos filhos e os limites legais envolvidos.

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Silvia Abravanel, 55, atacou publicamente Virginia Fonseca, 27, por um vídeo em que a influenciadora aparece dançando com notas de dólar presas à roupa em uma festa em Miami e sugeriu que a guarda dos três filhos de Virginia com o cantor Zé Felipe, 28, fosse transferida para a avó paterna, Poliana Rocha. A equipe de Virginia reagiu com uma nota oficial em defesa da maternidade da empresária, e o caso abriu nova discussão sobre exposição infantil, capacidade parental e limites de críticas nas redes.

O que Silvia disse sobre Virginia e a guarda dos filhos

A polêmica começou após a divulgação de imagens da festa em Miami, realizada no último domingo (25), em que Virginia aparece dançando com notas de dólares nas mãos e presas à roupa. Nos comentários de uma publicação sobre o registro, Silvia questionou a postura da influenciadora como mãe e citou diretamente os filhos do ex-casal.

“Não preserva nem as filhas! A avó honrosa deveria tirar a guarda dela e ficar com as crianças… Porque a própria mamãe dela é da mesma linhagem”, escreveu a apresentadora, em referência também à mãe de Virginia, Margareth Serrão.

Em outro comentário, Silvia acusou Virginia de ter conquistado popularidade nas redes escondendo quem realmente seria. “Apenas está colocando as asas de fora e esfregando na cara de todos o que ela sempre foi! Primeiro colhe o maior número de seguidores usando máscara. Depois que conseguiu, arranca a máscara e mostra a verdadeira face, mas já será tarde demais”, publicou.

Virginia e Zé Felipe são pais de Maria Alice, 5 anos, Maria Flor, 4, e José Leonardo, 2. As falas de Silvia sugerindo que a avó paterna recorresse à Justiça para assumir a guarda dos três provocaram reação imediata de fãs, influenciadores e especialistas.

Nota de Virginia rebate ataques à maternidade

Diante da repercussão, a equipe de Virginia divulgou nesta semana uma nota oficial, sem citar o nome de Silvia, mas respondendo diretamente às críticas à sua capacidade de ser mãe.

“É curioso como o respeito é tão defendido nos discursos e tão facilmente esquecido nas atitudes. Criticar é um direito. Desrespeitar, atacar e colocar em julgamento a maternidade de uma mulher ultrapassa todos os limites. Nenhuma discordância justifica colocar em dúvida a capacidade de uma mãe de cuidar e amar seus filhos”, diz o comunicado compartilhado pela influenciadora.

A mensagem reforça que Virginia segue responsável e presente na rotina das crianças e condena a exposição pública da guarda como forma de ataque pessoal, em meio a um episódio relacionado à sua vida social e à sua imagem como influenciadora.

Amigo de Virginia provoca Silvia nas redes

O caso ganhou um novo capítulo quando o influenciador Lucas Guedez, amigo próximo de Virginia, entrou na discussão ao comentar uma publicação de fofoca. Em meio a especulações de que a irritação de Silvia teria relação com curtidas do marido dela em fotos de Virginia, uma internauta apontou essa possibilidade como “motivo da raiva”.

Lucas respondeu com uma provocação direta à apresentadora: “É de família ser corna”, escreveu, ampliando ainda mais a temperatura dos ataques pessoais e alimentando a troca de farpas entre torcidas nas redes sociais.

Entenda o contexto

O vídeo da festa em Miami, gravado no domingo (25), mostra Virginia em um ambiente de balada, repleto de amigos, com notas de dólar presas ao corpo. As imagens viralizaram e geraram uma onda de críticas à influenciadora, que já costuma expor momentos da própria rotina e dos filhos em suas plataformas.

A partir daí, o debate deixou de se limitar ao comportamento em uma festa e passou a focar na forma como Virginia conduz a maternidade sob os holofotes digitais, com questionamentos sobre exposição das crianças, presença dos pais na rotina dos filhos e eventuais impactos emocionais dessa exposição.

Ao levar o tema diretamente para o campo da guarda, Silvia acendeu um alerta em torno do uso de questões familiares sensíveis como munição em embates públicos entre celebridades e influenciadores.

Mudança de guarda pode ocorrer só por críticas públicas?

Na prática, um vídeo polêmico ou a desaprovação de terceiros sobre o comportamento de pais não é suficiente, por si só, para que a Justiça retire a guarda de crianças e a entregue a avós ou outros parentes. A avaliação precisa ir além da repercussão nas redes e do julgamento moral.

O advogado de família Fernando Félix explica que qualquer decisão desse tipo é guiada por critérios objetivos relacionados ao bem-estar das crianças. “O que se leva em consideração é o melhor interesse do menor, avaliando vínculos afetivos, estabilidade emocional, rotina e a capacidade dos responsáveis de garantir um ambiente saudável”, afirma.

Segundo ele, avós, tios ou outros familiares podem, em tese, assumir a guarda, mas isso só ocorre quando há elementos concretos que indiquem que a organização atual da vida da criança não atende à sua proteção integral — como situações de negligência, violência ou exposição real a riscos.

O parentesco ou a proximidade afetiva, isoladamente, não garantem uma decisão favorável, assim como um episódio isolado de repercussão negativa não comprova incapacidade parental. “A guarda estabelece quem será responsável pelas decisões da vida do menor, incluindo aspectos emocionais, educacionais e de saúde, sempre com foco na proteção integral”, reforça Félix, ressaltando que o instrumento não deve ser usado como punição aos pais em meio a conflitos públicos.

Com a discussão ainda intensa nas redes, o caso expõe a linha tênue entre o direito de opinar sobre figuras públicas e a transformação de críticas em campanhas contra a maternidade ou paternidade de alguém, tema que, em última instância, cabe à Justiça analisar com base em fatos e no interesse das crianças, não em likes e comentários.