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Inteligência Artificial

Apple lança MacBook Pro M6, iPad mini OLED e iMac com IA avançada

Apple anuncia MacBook Pro de 14" com chip M6, iPad mini com tela OLED e A20 Pro e novo iMac M6, todos focados em IA local. Pré-venda começa em 28 de outubro.

Apple lança MacBook Pro M6, iPad mini OLED e iMac com IA avançada

Lançamentos Apple

Novos dispositivos da Apple trazem avanços em inteligência artificial e tecnologia OLED para usuários exigentes.

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A Apple lançou nesta terça-feira (27) o novo MacBook Pro de 14 polegadas com chip M6, um iPad mini redesenhado com tela OLED e processador A20 Pro e um iMac atualizado também com M6, todos com foco em inteligência artificial rodando direto no dispositivo e conectividade mais rápida. A pré-venda começa nesta quarta (28), com chegada às lojas dos Estados Unidos a partir de 6 de novembro; no Brasil, os preços já estão definidos, mas ainda não há data de início das vendas.

Foco em IA e chips de 2 nanômetros

O MacBook Pro de 14 polegadas estreia o chip M6, fabricado em processo de 2 nanômetros, com CPU e GPU de 12 núcleos. Segundo a Apple, “o processador tem CPU de 12 núcleos e GPU de 12 núcleos, com aceleradores específicos para IA integrados a cada núcleo gráfico”. O componente traz ainda dois Neural Engines de 16 núcleos, dedicados a tarefas de inteligência artificial.

A empresa afirma que “o novo modelo pode entregar até 30% mais desempenho gráfico e até 25% mais desempenho em tarefas de inteligência artificial em comparação com o MacBook Pro de 14 polegadas com chip M5”. A máquina mantém a tela Liquid Retina XDR e passa a oferecer Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, reforçando o pacote para uso profissional pesado em edição de vídeo, programação, design gráfico e aplicações que exploram IA local.

O M6 foi projetado para reduzir a dependência de servidores remotos: “A arquitetura foi pensada para executar modelos e recursos de inteligência artificial diretamente no dispositivo, sem depender necessariamente do processamento em servidores na nuvem”, diz a Apple. A estratégia aposta em mais privacidade, respostas mais rápidas e menor consumo de dados, em linha com a corrida do setor para levar IA generativa e assistentes avançados para dentro de notebooks e tablets.

iPad mini ganha tela OLED e mais potência

O novo iPad mini é o produto que mais muda por fora. O tablet passa a ter uma tela OLED de 8,5 polegadas, com contraste elevado e brilho HDR de até 1.200 nits, além de opção de vidro nano-texture para reduzir reflexos em ambientes muito iluminados. O corpo ficou mais fino, com 5,4 milímetros de espessura, mirando quem busca portabilidade sem abrir mão de desempenho.

Por dentro, o mini traz o processador A20 Pro, também produzido em tecnologia de 2 nanômetros. A Apple posiciona o chip como um salto para jogos, edição de imagens e recursos de IA integrados ao iPadOS 27. O modelo vem preparado para a nova geração do Apple Intelligence e da Siri AI, aproveitando o processamento local para tarefas como transcrição, organização automática de arquivos e edição de fotos e vídeos com comandos de linguagem natural.

O tablet é compatível com Apple Pencil Pro e Apple Pencil com USB-C (vendidos separadamente), reforçando o apelo para desenho, anotação e uso criativo. O conjunto de câmeras tem sensor frontal de 12 megapixels com Center Stage, que mantém o usuário enquadrado em chamadas de vídeo, e câmera traseira também de 12 megapixels. A conectividade inclui Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e versões com conexão celular e suporte a eSIM.

No Brasil, o iPad mini parte de R$ 8.499 na versão Wi-Fi com 128 GB de armazenamento. A configuração de 256 GB custa R$ 9.699, e a de 512 GB sai por R$ 12.099. Nas versões com conexão celular, os preços vão de R$ 10.499 a R$ 14.099, dependendo da capacidade. Lá fora, o modelo chega com preço inicial de US$ 699.

Novo MacBook Pro de 14″ mira profissionais de IA

O MacBook Pro de 14 polegadas com chip M6 chega ao mercado internacional com preço inicial de US$ 1.999. No Brasil, a nova geração mantém a faixa dos modelos com M5, partindo de R$ 24.999. Com o salto de performance em gráficos e IA, o notebook mira um público profissional disposto a pagar caro por ganhos de velocidade em fluxos de trabalho complexos, como renderização 3D, treinamento e execução de modelos de IA menores e edição de vídeo em alta resolução.

A combinação de CPU e GPU de 12 núcleos, Neural Engines dedicados e conectividade Wi-Fi 7 deve facilitar o uso de recursos avançados do macOS 27, que integra a plataforma Apple Intelligence e uma versão mais sofisticada da assistente Siri AI. A promessa é que boa parte das tarefas inteligentes, de sugestões de código a edição automatizada de imagens, possa ser executada mesmo offline.

iMac M6 reforça linha de desktop premium

Além do laptop e do tablet, a Apple apresentou um novo iMac com chip M6 em duas configurações: CPU e GPU de 10 núcleos ou de 12 núcleos. O computador mantém a tela Retina 4.5K de 24 polegadas e o design ultrafino, mas ganha reforços importantes em conectividade e armazenamento.

O modelo traz Wi-Fi 7, Bluetooth 6, SSD com velocidades de leitura e gravação até duas vezes maiores que a geração anterior e até quatro portas Thunderbolt 4, voltadas a quem precisa ligar monitores extras, placas externas e grandes volumes de armazenamento profissional. O sistema roda o macOS 27, com integração ao pacote Apple Intelligence e à nova Siri AI, também com foco em IA local.

O iMac é oferecido em seis cores: azul, verde, rosa, amarelo, roxo, laranja e prateado. A experiência de videoconferência foi aprimorada com câmera de 12 megapixels e Center Stage, além de sistema de áudio compatível com Dolby Atmos. O teclado com Touch ID segue permitindo desbloqueio do computador e autorização de pagamentos por impressão digital, e a integração com iPhone facilita o compartilhamento de arquivos e a continuidade de tarefas entre dispositivos.

No Brasil, o novo iMac com chip M6 tem preço inicial de R$ 17.999 na versão com CPU e GPU de 10 núcleos. A opção com 12 núcleos parte de R$ 19.999.

Impacto no mercado brasileiro de tecnologia

Com a nova geração de MacBook Pro, iPad mini e iMac, a Apple reforça a posição no segmento premium e leva a disputa de inteligência artificial para o hardware, apostando em chips próprios e processamento local. A adoção da litografia de 2 nanômetros no M6 e no A20 Pro tende a oferecer mais desempenho com menor consumo de energia, o que interessa a profissionais que precisam de máquinas potentes e portáteis.

Para o mercado brasileiro, os lançamentos ampliam as opções para desenvolvimento de software, design, edição de vídeo, produção musical e outras áreas criativas, além de aplicações corporativas que podem se beneficiar de IA no próprio dispositivo, sem enviar dados sensíveis para a nuvem. Ao mesmo tempo, os preços altos — com o MacBook Pro chegando perto de R$ 25 mil — restringem o acesso a um público de nicho, formado por empresas, criadores de conteúdo e consumidores com maior poder aquisitivo.

Varejistas de tecnologia, assistências técnicas e desenvolvedores devem se preparar para a chegada dos produtos, ajustando estoques, cursos e softwares ao novo patamar de desempenho. Concorrentes no segmento de PCs, tablets e notebooks avançados tendem a sentir a pressão para acelerar seus próprios chips e soluções de IA embarcada, em um movimento que pode redefinir as expectativas de desempenho e privacidade na próxima safra de dispositivos inteligentes.