Preço do dólar hoje: abre a R$ 5,04 com eleições e Fed no radar
Dólar comercial inicia a segunda-feira a R$ 5,04 após fechar a R$ 5,00 na sexta. Boletim Focus vê moeda a R$ 5,50 no fim de 2026, mas especialistas apontam chance de real mais forte.

Economia
Dólar comercial inicia a semana em alta influenciado por eleições e decisões do Fed, com projeções para 2026 divergentes.
Leia também: PSD vence no AM e PE e tenta reverter resultado no RJ no STF
O preço do dólar hoje no mercado financeiro brasileiro começa a semana em alta moderada: o dólar comercial abre esta segunda-feira cotado a R$ 5,04, após ter fechado a R$ 5,00 na sexta-feira, com queda de 0,75% na sessão anterior. A movimentação ocorre em um cenário de juros altos no Brasil, incertezas no cenário internacional e expectativa crescente com as eleições brasileiras e a troca no comando do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
Qual a cotação do dólar para compra e venda hoje?
O dólar comercial é negociado hoje em torno de R$ 5,04 na abertura, nas operações entre bancos e grandes empresas, enquanto o dólar turismo segue mais caro, refletindo custos adicionais de instituições financeiras e casas de câmbio nas operações com pessoas físicas. Na sexta-feira, o comercial havia fechado a R$ 5,00 na venda, após recuo de 0,75% em relação ao dia anterior.
O dólar comercial é a referência para operações de exportação e importação de produtos e serviços, realizadas por empresas e governos. Já o dólar turismo é usado em viagens internacionais, cartões de crédito e compra de papel-moeda, influenciando diretamente os gastos de quem programa férias ou compras no exterior.
Para além do valor do dólar ontem, o foco de investidores está no comportamento da moeda ao longo da semana, com atenção às sinalizações do Banco Central do Brasil, à cotação dólar hoje Banco Central e a indicadores vindos de Estados Unidos, China, Rússia e União Europeia.
Mercado financeiro hoje: o que guia o câmbio em 2026
No mercado financeiro hoje, o câmbio reflete uma combinação de fatores internos e externos. Após acumular queda de 11,2% ao longo de 2025, quando o real se fortaleceu frente à moeda americana, o Boletim Focus do Banco Central projeta que o dólar volte a se valorizar e encerre 2026 em torno de R$ 5,50.
A taxa Selic em patamar elevado, que chegou a 15% em janeiro de 2026, ajuda a sustentar o real ao tornar mais atraentes os investimentos em renda fixa no país e atrair capital estrangeiro. Ao mesmo tempo, o juro alto encarece o crédito e pressiona a atividade econômica, o que também entra na conta dos investidores ao precificar o câmbio.
Mesmo diante da projeção oficial, há divergências relevantes entre analistas. Para o professor Mauricio Weiss, do Programa de Pós-graduação Profissional em Economia (PPECO) da UFRGS, o cenário não é necessariamente de desvalorização do real. “A tendência seria para uma manutenção ou apreciação do real frente ao dólar”, afirma.
Essa diferença de leitura ajuda a explicar por que o mercado cambial segue volátil, com alternância de sessões de alta e de queda, em linha com mudanças de humor externo, dados econômicos e notícias políticas.
Entenda o contexto
O comportamento do valor do dólar em real nos últimos anos escancara a sensibilidade do câmbio a choques. Em novembro de 2024, a moeda americana chegou a tocar R$ 6,00, no maior patamar desde o início da pandemia. Já em 2025, o movimento se inverteu: o dólar recuou frente a diversas moedas emergentes, inclusive o real, favorecido pela combinação de juros altos no Brasil e perda de força da divisa americana no mundo.
Em 2026, o quadro se torna mais complexo. A economia global cresce de forma desigual, a inflação ainda preocupa em grandes economias e as principais moedas oscilam à medida que bancos centrais ajustam suas políticas. Nesse ambiente, o investidor estrangeiro reavalia constantemente o apetite por risco em países emergentes como o Brasil, o que leva a mudanças bruscas na cotação dólar hoje compra e venda.
Fed, Trump e eleições brasileiras trazem incerteza
Dois eventos concentram a atenção de economistas e gestores de recursos para o câmbio ao longo de 2026. O primeiro é a prevista troca na presidência do Federal Reserve em maio. A transição em si já seria suficiente para aumentar a cautela, mas o debate sobre possível ingerência política na autoridade monetária americana eleva o nível de incerteza.
“A possibilidade de mudança no Fed e não só mudança, mas a ingerência de Trump sobre o Fed é um motivo de incerteza”, avalia Mauricio Weiss. Segundo ele, quando cresce a dúvida sobre o rumo da maior economia do mundo, a reação típica é uma corrida para ativos considerados mais seguros. “Quando há um aumento de incerteza global, mesmo quando o problema é nos Estados Unidos, acaba que as pessoas sem saber o que fazer fogem para o dólar porque é a moeda-chave do sistema financeiro internacional”, complementa o professor.
O segundo foco de atenção são as eleições brasileiras em outubro. Tradicionalmente, pesquisas de intenção de voto, falas dos candidatos e mudanças na avaliação sobre a condução da política econômica provocam idas e vindas na cotação do câmbio. Investidores tentam antecipar o desenho de um eventual novo governo, seu compromisso com responsabilidade fiscal e a relação com o Banco Central.
Nesse ambiente, o mercado monitora não só o valor do dólar hoje, mas também o dólar futuro e derivativos cambiais, que funcionam como termômetro das expectativas para o curto e médio prazo.
Impacto para exportadores, importadores e turistas
A oscilação do dólar hoje venda e compra pesa de formas distintas sobre diferentes setores da economia. Exportadores tendem a se beneficiar de um real mais fraco, porque seus produtos ficam mais baratos em dólar e ganham competitividade lá fora. Já empresas que dependem de insumos importados veem seus custos subir, o que pode pressionar a inflação e repassar aumentos ao consumidor.
Para quem planeja viagens internacionais, o foco está no dólar hoje turismo, normalmente mais caro que o comercial. A alta da moeda encarece passagens aéreas, hospedagem, alimentação e compras no exterior. Muitos viajantes têm antecipado a compra de moeda ou optado por cartões internacionais e transferências externas para tentar suavizar o impacto das variações diárias.
No setor financeiro, a volatilidade cambial é desafio constante de gestão de risco. Bancos, gestoras e grandes empresas usam contratos futuros e operações de hedge para se proteger de movimentos bruscos. A incerteza em torno do Fed, de possíveis decisões de política fiscal no Brasil e da disputa eleitoral alimenta esse vaivém e exige monitoramento em tempo real da cotação dólar hoje Banco Central e nas plataformas de negociação.
O que deve acontecer com o dólar na próxima semana após a eleição?
O comportamento do dólar na semana seguinte à eleição tende a ser de forte sensibilidade a discursos e sinalizações da equipe vencedora, mais do que a um nível exato de preço pré-definido. A experiência recente mostra que, passada a votação, o mercado recalibra rapidamente suas apostas de acordo com a percepção sobre a política econômica que será adotada.
A depender das indicações sobre responsabilidade fiscal, relação com o Banco Central e reformas estruturais, o câmbio pode reagir com alívio — em caso de confiança maior — ou com nova rodada de pressão, se crescer o temor de aumento de gastos ou interferência na condução da política monetária. Nesse cenário, o dólar futuro costuma antecipar o movimento, enquanto o mercado à vista ajusta preços conforme crescem ou diminuem as incertezas.
Para empresas, investidores e viajantes, a mensagem recorrente entre economistas é de prudência: diversificar riscos, evitar concentrar decisões em um único dia e acompanhar de perto tanto os dados oficiais quanto as declarações políticas que podem mexer com o humor do câmbio.

